terça-feira, 29 de maio de 2018

Quando as coisas não saem como você esperava





E aí, José?!!! E agora?!!! O conserto do meu notebook não saiu da maneira como eu imaginava e o que eu vou fazer?!!! Ficar chorando, batendo o pé, arrancando os cabelos da cabeça como se eu fosse um menino birrento ou revoltar-me diante da minha frustração é que eu não vou. Recuso-me, além de não solucionar o problemas, apenas vai me devastar emocionalmente. Por hora, só me resta me resignar ao infortúnio e me adaptar como a nova situação se apresenta apesar do meu desgosto.

De fato, o meu plano B, enviar o outro notebook também ao conserto, também não adiantou. Na ausência de uma outra estratégia, farei o que me cabe: resignação e espera; eu estou de bolsos vazios, pés e mãos atados. Engolindo à seco e ...

É o que tem para hoje e, tudo indica que, também será para os próximos meses que virão. 

quinta-feira, 24 de maio de 2018

♫♪♫ Too Good To Say Goodbye by Bruno Mars





(...) Tell me you remember when
Oooh, I was your man and you were my girl
It was you and me against the world...

Inconclusa impressão





De um dia para outro tudo mudou e com o passar dos dias, sem se ater muito aos prazos, você vai aprendendo à se adaptar ao novo e ao improviso. Feliz dos flexíveis e com jogo de cintura que seguem improvisando,,, e eu vou seguindo a corrente.

Sabe qual é a minha impressão?!!! Além da minha tímida sorte, ou eu estou pagando todos os meus pecados (será que são tantos e tão graves assim?!!!) a minha paz & tranquilidade está sendo posta à prova. What?!!! Só pode!!! Uma maré de acontecimentos, um acontecido atrás do outro, e o meu oceano ainda está plácido até demais para o meu inquieto gosto.

Se fosse num outro momento da minha vida, eu estaria atirando pedra na lua, mas, agora, mediante ao inconcluso e ao imprevisível, eu apenas gostaria de fluidez, boas notícias e agradáveis acontecimentos. Será que é pedir demais?!!! A sabedoria sussurra aos meus ouvidos a proposta de uma certa passividade ou a maturidade está me deixando mais apático e menos intempestivamente reativo. Um ou outro?!!! Ou ambos?!!! A resignação está me deixando mais contido diante das adversidades ou esse aparente verniz está tentando suprimir o meu caos adormecido?!!! Desconheço-me de outrora.

Meu vulcão está adormecido. As minhas erupções estão supostamente inativas, extintas. A busca pelo discurso "eu quero paz e tranquilidade" está me deixando engessado, mesmo sentindo que as minhas inquietações ainda estão aí, aonde sempre estiveram. Autoengano ou autocontrole?!!! Menos vida. Menos atividades. Menos conflitos. Menos energia. Menos combustão. Menos antigo eu. Supostamente.        

Talvez seja a percepção das minhas ausências. Aquelas que, por mais importantes que possam ser, abrimos mãos para continuar a caminhada ou, simplesmente, nunca poderão ser abandonadas, abertas. Aquelas que deixaram de ter importância para nós. Não se pode ter tudo, então... só no resta como saída aprender a valorizar o nosso próprio acervo, por mais modesto que ele possa ser.

Finalizo com uma ausente conclusão. 

Sem muita escolha, senão esperar...


Tédio.
Impasses.
Fora de controle.
Impaciente.

Nada pior do que esperar quando você se encontra num cenário adverso. Só eu sei o quanto eu odeio esperar, porém quando a situação nos deixa impotente, fora de combate, neutralizado, estático e oprimido. Nem as revoltas e as rebeliões fazem muito efeito e diferença. O que fazer?!!! O óbvio indesejável: ESPERAR!!! 

Foi-se o tempo que eu disfarçava a minha munição por nada, logo, é melhor preservar a minha energia e, mesmo contra o meu gosto e aos meus ímpetos, respiro fundo, engulo à seco e tento exercitar a minha paciência - por mais mínima que seja. Se não depende de mim, da minha intervenção direta, esperar é a minha sina, a minha lei e o que me resta. Não é tão simples assim. 

Espero. Esperando... odeio!!! Todavia, diante desse cenário, pelo menos é melhor esperar sabendo que apesar da inércia e das minhas urgências, o que eu estou à esperar tem solução e tudo indica, apesar da data ser indefinida e lidando com imprevistos, que acontecerá. Assim espero.     

domingo, 20 de maio de 2018

Ainda está sangrando pela ferida






Não!!!
Não me peça para perdoar 
O que não há perdão
Nem mesmo da boca pra fora
Se o fizesse
Estaria mentindo

Se fosse para perdoar
Primeiramente, 
Eu deveria esquecer
Não apenas por um instante
Mas. a todo instante
Por toda eternidade

Se fosse para perdoar 
Eu deveria ser
Santificado
Considerado perfeito
Quiçá um exemplo a ser seguido
Porém, 
Eu estou muito longe de sê-lo

Infelizmente,
Para perdoar
Eu precisaria ter virtudes
Porém,
Eu não aprendi à perdoar

O que foi feito
Ainda hoje lateja
Sangra
Denso, quente e rubro
Ainda hoje fere
Dói, lastima, marca
Ainda está vivo na memória
Presente, queimando, atual

Não!!!
Não me peça para perdoar
O que foi feito
Não foi esquecido
Ainda está sangrando pela ferida

sábado, 19 de maio de 2018

A Boda Real do Príncipe Harry






Hoje o mundo se rendeu outra vez à mais um "conto de fadas" moderno: A boda real do Príncipe Harry e a atriz Meghan Markle, agora a plebeia de Hollywood é detentora do título imobiliário de "duquesa". Por definição e influência da Disney, toda plebeia que realiza o sonho dourado de se casar com um membro da realeza está cumprindo o seu conto de fadas. Todavia, a união entre Harry & Meghan vai além do conto, mas significa também a modernização da Família Real Britânica, que precisa acompanhar a dinâmica da sociedade no decorrer dos tempos para continuar sendo relevante e reverenciada pelos súditos da rainha e os seus sucessores ao trono. God, Save the Queen!!! 

Até que fim, o filho mais irreverente do Príncipe Charles e da Princesa Diana subiu ao altar, agora já mais maduro e responsável, não fugiu da sua característica transgressora à medida que a sua cerimônia de casamento quebrou alguns protocolos tradicionais dos eventos reais britânicos, dando um ar mais moderno e com a cara dos noivos, sendo até mais arrojado e atual do que que o enlace matrimonial do seu irmão Príncipe William e Kate Middleton em 2011. 

Sua união com a duquesa Meghan Markle simbolicamente é um passo para aceitação da inclusão racial no Reino Unido, por se tratar de um relacionamento interracial, já que a noiva é afroamericana. Sem mencionar que ela é uma mulher atual, engajada em causas sociais importantes tais como a defesa do direito dos negros americanos e seus afro-descendentes e o empoderamento feminino. Ela está longe de ser uma "bonequinha de luxo", ela dá voz a sua voz. O novo casal real dá um fôlego de renovação à família real e, sobretudo, tem a aprovação e o carinho do povo britânico. 

Desde o casamento dos seus pais, medido por arranjo matrimonial, ficou nítido na cara do Príncipe Harry, em todas as suas reações, o quanto ele se casou completamente "in love" por Meghan e ela por ele. Não foi por arranjo, nem por marketing ou impulsionado por um ato irresponsável, mas casou-se pelo motivo certo, mediado pelo coração, onde ambos estavam transparecendo muita emoção - Ele principalmente. 

Para quem é romântico e ainda acredita no amor, o novo casal real britânico personificou muito bem esse sentimento e que essa sintonia permaneça durante muito tempo e renda bons frutos. Felicidades ao casal.        

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Que seja pelo motivo certo.






Assim, du nada, como uma pegadinha do destino, cruza alguém na sua vida que te faz vibrar novamente. Por sua vez, essa vibração tem um preço e te deixa numa "sinuca de bico", colocando o seu relacionamento em perspectiva. Ou você joga tudo para o alto e dá uma chance a esse novo sentimento que está surgindo em você, a possibilidade de um novo recomeço, ou você opta em preservar a "segurança" de uma relação confortável que te convém. O que fazer?!!!

Os mais impulsivos trocariam o antigo pelo novo, sem pestanejar como se tivesse trocando de camiseta ou qualquer outra peça suja e/ou usada. Se é para terminar um relacionamento que seja pelo motivo certo. Para mim, seria:

Quaisquer que sejam os seus motivos, você pode até não reconhecer, mas, um ser desconhecido e misterioso te faz perceber que o seu relacionamento atual não te satisfaz mais como deveria satisfazer, subjetivamente falando, e o quanto você se acomodou nessa situação e foi deixando o tempo passar. Portanto, se seu relacionamento perdeu o sentido para você, isso SIM já é motivo o suficiente para colocar um ponto final nele e rever quais são as suas prioridades. Foi "A" que te fez repensar ou colocar em dúvida os seus sentimentos ou a fortaleza da sua relação, mas poderia também ter sido "B" ou "C" ou "D" ou o alfabeto inteiro.   


Terminar pelo motivo certo não anula a possibilidade de viver uma nova história, independentemente se esse novo amor vai dar certo ou não. Ao invés de tomar uma decisão de ruptura, baseando-se em dar oportunidade à outra pessoa que pode te fazer feliz, integrando-a a sua vida e cruzando o seu caminho com a missão de te fazer perceber o óbvio (algo está errado nesse relacionamento) e te levar à se posicionar sobre isso, porquê não decidir e optar por você, se refletir se continuar numa relação assim (morna, rotineira, inerte, confortável, conveniente, tediosa, por hábito e compromisso) te satisfaz e te faz feliz, vibrante e pleno(a)?!!! Eu duvido muito, mas... o importante é a sua conclusão e escolha. 

A partir do momento em que você termina uma relação porquê a vida útil dela acabou, o amor chegou ao fim, você não corre o risco de se arrepender por ter escolhido o novo, pois você não projetou no outro a responsabilidade da sua decisão, não se trata de uma mera substituição de personagens, mas uma escolha consciente pondo um final à uma história de amor que acabou, game over, finish. Foi por você, por sua felicidade acima de tudo.     

quarta-feira, 16 de maio de 2018

In Off há (quase) 1 mês e...



Eis que surge uma fagulha de luz no fim do túnel. Tudo indica que logo em breve eu estarei "on line" outra vez, pois, aparentemente o meu notebook tem solução. Essa esperança já está despertando em mim ataques de ansiedade e contando as horas do meu regresso.

Quanto tempo mais vai demorar, eu não sei, mas tomara que em duas semanas o meu martírio IN OFF acabe de vez. Todavia, eu terei muitas coisas à fazer no meu regresso: Atualizar os posts do meu blog, colocar o meu entretenimento em dia (realities shows, novelas, micro-séries e seriados), retomar as minhas pesquisas e buscas e inteirar-me o que aconteceu na minha ausência. Até lá, sobrevivendo a essa abstinência virtual que deixa os meus dias mais longos, inertes e entediosos.    

terça-feira, 15 de maio de 2018

O preço e a dor de uma traição


Cada ação, uma reação. Em se tratando de gente, as reações afetivas são adversas e diversas, por isso podemos esperar de tudo para conter e extravasar a raiva e a indignação e aplacar o sofrimento e a dor. 

 No processo de empatia, mediada pela capacidade afetiva e solidária de se colocar no lugar do outro em situações difíceis e stress, só compreende na íntegra o preço e a dor de uma traição quem já passou por uma situação igual ou similar. Por essas e outras, quando se trata do drama pessoal dos outros, eu já nem julgo mais apenas tento compreender as atitudes, porquê pimenta no cu dos outros é talco e cada devastação emocional é dor e sofrimento únicos, íntimos e intransferíveis. 

Com o tempo eu aprendi que a melhor resposta para quem falhou com você não é a vingança, embora revidar e pagar na mesma moeda acalanta e regojiza a alma atormentada e o ego ferido, porém, reagir através da ira e da passionalidade não é a melhor solução de revanche, porquê, no final, a agressão acaba respingando em você. A melhor resposta seria agir com INDIFERENÇA, tratar o outro como se ele(a) fosse um ser estranho e invisível ou uma coisa insignificante. INVISIBILIDADE neles!!! 

Quando a falha é grave contra a minha pessoa, o meu rechaço é imediato, pois a minha alma ainda não evoluiu o suficiente para ser benevolente e oferecer a outra face para ser batida. Bateu, levou. Para os traidores a minha lei é: A Lei da Insignificância - Se eu ti vi, nem me lembro, além de banir a sua existência para a zona do meu esquecimento. Prefiro manter-me à margem do contato e da convivência civilizada e manter uma longa e gelada distância, com ida sem volta.



Minha capsula do tempo





Desde quando eu voltei de São Paulo, eu estava adiando fazer uma senhora ARRUMAÇÃO no meu quarto azul. Linguisticamente, adiar a organização da minha bagunça simbolizava a rejeição de voltar à morar em Fortal City. Agora, após alguns anos, missão cumprida: Meu quarto está parecendo quarto de gente. Porém, só me resta a Arrumação parte 2 - Missão guarda-roupa.

À medida que ia arrumando, me desfazendo das coisas que eu não queria mais e reencontrando outras, percebi que o meu quarto se transformou numa capsula do tempo. Literalmente, viajei ao passado.

Fui encontrando objetos/artigos em geral, papeis e bugigangas que ainda falavam e retratavam quem eu era e aguçavam a minha memória afetiva. Cada achado me fez recordar de fatos e situações que eu já havia esquecido - A minha memória está ficando o caos.

Na minha capsula do tempo estava:
  • Velhos registros (agendas, textos, escritos) da minha "aborrecência" (1992/1993) e período de faculdade (1996 - 2000);
  • Meus boletins escolares;
  • Fotos, cartas, cartões, telegramas, cartões-postais, recados e e-mails ganhos durante diferentes fases da minha vida pelos meus amigos, colegas, crushes e conhecidos;
  • As programações dos shows do A-ha (o melhor show internacional da minha vida) e do Information Society;
  • O roteiro e a programação da excursão à Disney (1992);
  • Letras e cifras de músicas de cantores e bandas das décadas de 80 e 90;
  • Minhas coleções de recortes, fotos 3x4, adesivos, canetas e lapiseiras, convites de festas e eventos;
  • Resquícios e indícios amorosos;
  • Alguns livros didáticos, de literatura e passatempo;
  • Meus vinis, K-7s e CDs;
  • E, principalmente, parte de mim. 


Parte daquele Dan, fragmentado em diferentes épocas, que se perdeu no tempo, seja porquê as afinidades e os interesses mudaram ou alguns dos meus pensamentos, hábitos e sentimentos se transformaram, evoluíram, enfim seguiram à diante. Mas, nem tudo se foi, todavia, parte da minha essência foi preservada. Acabei lembrando de quem eu era e o a força do tempo havia me feito esquecer. De algumas coisas, eu nem me reconheço mais.

O positivo da experiência de ter aberto a minha capsula do tempo foi perceber que independente dos dilemas e dos problemas que haviam antes, o tempo passou e o que era importante e motivo de preocupação, agora me parece uma grande bobagem, um grande drama de época. Além de resgatar momentos divertidos, felizes, pitorescos, engraçados e até embaraçosos que ora lhe provocam boas risadas, ora lhe causam um certo constrangimento. No final dessa aventura épica, a minha alma ficou mais leve e acarinhada.            

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O dote $ matrimonial





Ainda nos dias atuais, as famílias tradicionais orientais mantém a tradição dos matrimônios arranjados em voga. onde o pagamento do dote é um compromisso de honra, em empenhar a palavra dada, e a maneira de negociar e assegurar a união entre os noivos e o parentesco entre as famílias envolvidas. As famílias indianas por exemplo, o dote matrimonial é estabelecido entre os pais dos noivos para casar os seus filhos solteiros, em idade de casar, afim de preservar a cultura religiosa hinduísta e o status social familiar através das castas.  Se voltarmos na nossa história, até o século XIX, as famílias tradicionais e abastadas brasileiras também faziam uso dessa modalidade matrimonial, por arranjo. 

Se por um lado, concretizado o pedido de casamento e o pagamento do dote à família da noiva, era uma maneira de assegurar a realização do matrimônio, da união entre as famílias e do futuro financeiro da noiva caso o "contrato" / pacto nupcial fosse rompido em caso de divórcio - Se somente se, muitos dos dotes não fossem utilizados precocemente para salvar a saúde financeira das famílias falidas, salvando-as das dívidas e da falência dos seus negócios; por outro, para quem pagava o dote, tornava-se automaticamente o dono, o proprietário, o gestor da condição feminina de "mercadoria" vendida.     

Seja antes ou agora, o dote matrimonial nada mais é do que um instrumento de negociação entre as famílias, onde a durabilidade do casamento e a saúde afetiva do casal não são as principais preocupações para se subir ao altar sob a justificativa de que o amor chega com o tempo e a convivência entre marido e mulher e a chegada dos filhos, como também explica e legitima a submissão e a mercantilização da mulher como coisa, como mercadoria, como objeto de mera posse para os meus maridos e companheiros em sociedades mais tradicionais e machistas. Os altos índices de feminicídeo no Brasil e em outros países evidencia o olhar machista tão presente nos casamentos e relacionamentos estáveis.

Essa estratégia comercial arcaica e vexatória que submete e vitimiza a mulher, tornando-a um constante alvo de diferentes formas de violência por parte dos seus provedores, seus homens. Mais machista impossível. Todavia, em tempos de crise financeira, ética e moral, há quem encontre no "pedido de dote" a salvação dos seus problemas financeiros e um investimento para assegurar um futuro mais cômodo na velhice, sem ponderar o sacrifício de quê e de quem quando se depara com uma união pouco próspera de respeito, afeto e companheirismo. O casamento não deveria ser consideração como uma muleta de sobrevivência ou um tipo de investimento monetário (mero intere$$e financeiro) e nem uma possibilidade de ascensão de status social. Não se deveria pleitear um casório como se estivesse pleiteando uma vaga de emprego. 

 Dizem por aí que o amor tem a sua cota de sacrifício, logo alguém tem que se sacrificar em prol da sobrevivência, todavia, para o tipo de casamento que eu acredito, onde objetivamente, a saúde financeira da família tem um grande peso na harmonia familiar (um amor e uma cabana só é lindo em contos românticos) e, subjetivamente, o amor em suas diferentes expressões é o combustível fundamental para resistir a árdua, difícil e desgastante rotina e os obstáculos que provocam altos e baixos no casamento.  

Talvez eu seja romântico demais ou tonto para não conseguir conceber um casamento sem amor, independente da renda do casal, porquê seria muito massacrante você conviver, lutar ao lado e ter intimidade com quem não te faz vibrar e é indiferente para e à você.  Se com amor já é difícil, sem ele deve ser pior.

Se o dote matrimonial não fosse utilizado como instrumento financeiro de poder e posse sobre a mulher, subjugando-a ao homem e deixando-a exposta e vulnerável à diferentes formas de violência doméstica e de gênero, talvez não gerasse tanta polêmica ao ser solicitado, sobretudo aos olhos do Ocidente e ainda não dá para comercializar um sentimento espontâneo, nobre e genuíno. Quanto ao amor, em qualquer parte do mundo, existe a eminente necessidade de sentí-lo, tanto dando quando recebendo, mas, baseado na cultura oriental versus ocidental, ele pode chegar em tempos e urgências diferentes dentro da dinâmica do relacionamento. Para nós, ocidentais, o amor precisa vir antes de subir ao altar, durante a fase de namoro e noivado, e, para os orientais, ele vem depois a partir da convivência de casados, o amor não é um fenômeno urgente, um encantamento, é uma construção diária e até lenta e demorada como um fogo brando, paciente. 

Você gostaria de retomarmos donde paramos?!!!






Eu, heim?!!! Bangalô, pé-de-pato, 3000 vezes: Volta para a tumba, encosto maldito!!! Vá em direção da luz, Carolline!!! Esse remake, tipo "A volta dos que não foram", não faz faz o menor sucesso comigo e não vale a pena ver de novo, não mesmo!!! Ainda bem que eu não dou crédito e nem ousadia e, muito menos, não abrindo precedentes para os meus desamores, apoio-me nos versos de um compositor maestral chamado Peninha, em seus momentos de glória na década de 80:


(...) O que passou, passou
Não importa
Ficou do outro lado da porta
Pra NUNCA MAIS!!!


Todavia, se mesmo assim, já me contrariando esse exercício hipotético, se um fantasma do meu passado surgisse do nada, novamente, com essa proposta infame: "Você gostaria de retomar a nossa relação do ponto em que paramos?!!!" ; o que você acha o que eu responderia?!!!  Se deixar no vácuo fosse o suficiente, sem sombra de dúvidas, um sonoro "NÃO" já está de bom tamanho, não achas?!!! Afinal, NÃO há nem o que cogitar. A regra é clara: "Figurinha repetida não completa álbum". Isso é válido para quem fosse e tentasse um revive comigo. 

De repente pode ser um NÃO com gostinho de orgulho ferido, sim. Talvez, um gostinho de vingança, também pode ser. Quiçá, uma resposta ao clichê "O mundo dá muitas voltas", hum rum e como dá!!! Ou simples e provavelmente porquê o amor e o interesse acabaram e a história se perdeu no tempo, BINGO!!!

No meu manual amoroso, não é NÃO, remakes não são bem vindos e ninguém com quem eu me relacionei teria esse poder de me fazer voltar atrás da palavra dada e decisão tomada - Se não houveram recaídas em suas épocas áureas, imagine agora, depois de tanto tempo, que perderam as suas importâncias, validades e encantos.  

Hoje, sinceramente, eu nem sei se quero abrir mão da minha paz de espírito e tranquilidade dizendo SIM para alguém mais (para isso, eu preciso estar apaixonado, o que não é bem o caso) porém, se for para dizê-lo, que seja para o novo, o inédito, principalmente causando em mim encantamento, vibração e arrebatamento.

Por hora NÃO, pois construir um relacionamento desde o zero demanda muito trabalho, emprenho, comprometimento, disposição e, ... AI QUE PREGUIÇA, Deus meu!!!  

-me





Protejo-me
É mais do que natural
É próprio de quem
Caiu e levantou demais
Nas lambadas da vida

Preservo-me
Pois, não se trata de covardia
Muito menos de omissão
Mas, da altivez de quem
Usa o escudo da ponderação
E a lança da experiência
Porque aprendeu com as duras lições

Edifico-me
Para me manter em pé
Sólido como uma rocha
E como um gato que cai em pé
Sem abaixar a minha cabeça
Ou distanciar-me de mim mesmo

Fortaleço-me
Mantendo a lucidez e a coerência
Sem me aventurar em viagens sem destino
Ou entrar em confrontos desnecessários
Porém, não se trata de fugas
Por quê, no momento
Não há o quê e nem por quem
Fugir

Sobrevivo (-me)
Aos trancos e barrancos
Preservando à pouca dignidade
Que ainda me resto e super valorizo
E vem alimentando constantemente
A minha paz e tranquilidade
Difíceis de serem conquistados
E que me
Protege, Preserva, Edifica e Fortalece 

domingo, 13 de maio de 2018

Boa Esperança by Emicida





Por mais que você corra, irmão
Pra sua guerra vão nem se lixar
Esse é o xis da questão
Já viu eles chorar pela cor do orixá?
E os camburão o que são?
Negreiros a retraficar
Favela ainda é senzala, Jão!
Bomba relógio prestes a estourar
O tempero do mar foi lágrima de preto
Papo reto como esqueletos de outro dialeto
Só desafeto, vida de inseto, imundo
Indenização? Fama de vagabundo
Nação sem teto, Angola, Keto, Congo, Soweto
A cor de Eto'o, maioria nos gueto
Monstro sequestro, capta-tês, rapta
Violência se adapta, um dia ela volta pu cêis
Tipo campos de concentração, prantos em vão
Quis vida digna, estigma, indignação
O trabalho liberta (ou não)
Com essa frase quase que os nazi, varre os Judeu, extinção
Depressão no convés
Há quanto tempo nóiz se fode e tem que rir depois
Pique Jack-ass, mistério tipo lago Ness
Sério és, tema da faculdade em que não pode por os pés
Vocês sabem, eu sei
Que até Bin Laden é made in USA
Tempo doido onde a KKK, veste Obey (é quente memo)
Pode olhar num falei?
Aê, nessa equação, chata, polícia mata, plow!
Médico salva? Não!
Por quê? Cor de ladrão
Desacato, invenção, maldosa intenção
Cabulosa inversão, jornal distorção
Meu sangue na mão dos radical cristão
Transcendental questão, não choca opinião
Silêncio e cara no chão, conhece?
Perseguição se esquece? Tanta agressão enlouquece
Vence o Datena com luto e audiência
Cura, baixa escolaridade com auto de resistência
Pois na era Cyber, cêis vai ler
Os livro que roubou nosso passado igual alzheimer, e vai ver
Que eu faço igual burkina faso
Nóiz quer ser dono do circo
Cansamos da vida de palhaço
É tipo Moisés e os Hebreus, pés no breu
Onde o inimigo é quem decide quando ofendeu
('Cê é loco meu!)
No veneno igual água e sódio (vai, vai, vai)
Vai vendo sem custódio
Aguarde cenas no próximo episódio
Cês diz que nosso pau é grande
Espera até ver nosso ódio
Por mais que você corra, irmão
Pra sua guerra vão nem se lixar
Esse é o xis da questão
Já viu eles chorar pela cor do orixá?
E os camburão o que são?
Negreiros a retraficar
Favela ainda é senzala, Jão
Bomba relógio prestes a estourar

A Nova Abolição para a Raça Negra






É engraçado para não dizer hipócrita como ainda hoje a Abolição da Escravatura é comemorada como se fosse uma grande conquista brasileira, sendo mediada pela "compaixão" e "nobreza" das nossas autoridades brancas, a partir da assinatura da Lei Áurea por Princesa Isabel. A versão não contada é bem diferente. Esse episódio histórico, apenas demos um importante passo para a liberdade dos nossos negros africanos e seus afro-descendentes nascidos em solo brasileiro.    

Através de muita esperança e resistência os negros/escravos alcançaram o seu "sonho de liberdade", mas, ..., e o depois?!!! O que fazer com essa liberdade concedida?!!! Uma vez livres, os ex-escravos alforriados e livres foram jogados numa sociedade hostil, excludente e despreparada para incluí-los como cidadãos e repeitar os seus direitos. A partir dali, a raça negra ficou à mercê da pobreza, da marginalização social, do preconceito, da desigualdade econômica, da exploração da sua força de trabalho agora como trabalhador livre e assalariado e da violência. Há séculos atrás, a abolição que os libertou, não se preocupou com um plano político de inclusão social. Os negros ficaram entregues à própria sorte.

Não é novidade para ninguém as atrocidades cometidas aos negros e seus descendentes durante à economia escravocrata brasileira e como os efeitos da escravidão repercutem até hoje, deixando-os ainda em situação de risco e desvantagem social: A maioria da nossa população negra e mestiça continua aflingida e humilhada quando a sua cidadania continua sendo desrespeitada. 

Mais do que nunca o Brasil precisa se retratar com a raça negra afrobrasileira, afinal eles fazem parte de quem somos, por isso é preciso implantar um projeto consistente e efetivo de respeito e inclusão social dessa multidão de excluídos. Fala-se em fazer uma "Nova Abolição" para a nossa raça negra a partir da INCLUSÃO SOCIAL e como fazer isso?!!! Através da EDUCAÇÃO.   

Não basta apenas os livros de História do Brasil relatar a realidade dos fatos ou reconhecer as faltas cometidas e os seus responsáveis, mas também, transformarem a postura e a consciência em prol da inclusão social dos nossos afrobrasileiros a partir do respeito fraterno e cidadão, dar oportunidades de desenvolvimento humano e profissional, representatividade em diferentes segmentos, oferecer uma vida digna, enfim, valorizar e empoderar a negritude tão presente na nossa brasilidade, no nosso jeito de ser como brasileiro. 

O acolhimento que já deveria ser uma realidade, ainda é uma luta importante mesmo que tardia, sendo um processo lento e extremamente longo, porquê mudanças significativas na forma de pensar e agir não acontecem do dia para a noite. Já estamos atrasados nessa transformação de mentalidade há quase 354 anos. Respeitar é uma condição fundamental para quem pretende viver numa democracia pautada na justiça social. Essas palavras me parecem tão utópicas, pois não?!!!

É preciso educar para valorizar não apenas um segmento da nossa população, mas, TODOS NÓS, brasileiros, motivados nem por pena ou lamento, muito menos por obrigação coercitiva, mas por consciência social, humanidade e merecida valorização do SER NEGRO, do SER AFRO, do SER BRASILEIRO independente da raça, da etnia, do status social.        

Trecho do Poema "Noites do Norte" by Joaquim Nabuco






A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil.

Ela espalhou por nossas vastas solidões uma grande suavidade; seu contato foi a primeira forma que recebeu a natureza virgem do país, e foi a que ele guardou; ela povoou-o como se fosse uma religião natural e viva, com os seus mitos, suas legendas, seus encantamentos; insuflou-lhe sua alma infantil, suas tristezas sem pesar, suas lágrimas sem amargor, seu silêncio sem concentração, suas alegrias sem causa, sua felicidade sem dia seguinte...

É ela o suspiro indefinível que exalam ao luar as nossas noites do norte.





Mãe, está faltando você!!!





Existem partidas
Aquelas que jamais deveriam ser
Par-ti-das
Mas, eternas chegadas
INFELIZMENTE
Você partiu indefinidamente
Sem data para regressar...

Ao partir, há quase 11 anos
Além da sua presente ausência
Você deixou tantas coisas em mim:
SILÊNCIO, Escutando-o ao longo de todos os dias;
PAUSAS, Sempre ininterruptas, implícitas e reflexivas;
LACUNAS, O seu espaço nunca será substituído ou ocupado; 
LEMBRANÇAS, Daqueles momentos compartilhados a cada dia;
MELANCOLIA, A tremenda falta que você me faz;
ORFANDADE, Um filho personificado no desamparo, conforto, desnorteio
Sem destino, sem norte, sem porto-seguro, sem condução, sem você; 
Quiçá e um TALVEZ, um próximo encontro
Quem sabe numa próxima vida
Somente para aqueles que tem FÉ.

Se para alguns, hoje é dia para festejos e nostalgias
Promessas de futuro
Para o meu dia é propício para 
Homenagens póstumas
Retroceder no tempo
Recordar o passado
Além das teimosas e discretas lágrimas que rolam
Que caem no canto dos olhos
Repletas de GIGANTE SAUDADE

Sem dúvida alguma
Está faltando algo
Está faltando alguém
Está faltando...
Incondicionalmente, VOCÊ!!!

sábado, 12 de maio de 2018

Tem que ter MAGIA e...













FRENESI, ÊXTASE, PULSAÇÃO

ARREBATAMENTO

VIBRAÇÃO, CALOR, TESÃO, VIDA

(Se não, eu nem me arrisco)

Paquerando Sutilmente





Faz tanto tempo que eu não paquero que... Putz, será que eu desaprendi?!!! Sem dúvida alguma, na arte da conquista e da sedução, eu devo estar enferrujado. Mas, porém, todavia, contudo, quando eu paquerava...

Eu nunca gostei de ser muito óbvio no campo da conquista. Eu preferia criar uma atmosfera de mistério que causasse curiosidade e interesse para a minha pessoa e ao meu redor. Se não desse certo, a gente tentava do mesmo jeito, afinal a intenção não era conquistar uma multidão, até porquê eu nunca estive escalado para o grupo dos 10 +. Vaidoso, porém REALISTA.

Ainda hoje, eu também creio que eu jamais deixaria de abrir mão de estabelecer uma conversa amena e um discurso sutil, usando de metáforas e entrelinhas para deixar a conversação mais inteligente, mais interessante e misteriosa, sem cantadas esdrúxulas e clichês. Eu odeio gente óbvia e burra, me deixa cansado e entediado. Para mim, a inteligência ainda é um afrodisíaco fundamental, me estimula, me excita. OH, YEAH!!!

Todavia, cuidado para não ser sutil demais para você não correr o risco de ficar invisível e passar desapercebido. Você pode ser claro, sem ser incompreendido. Você pode ser objetivo, sem ser invasivo. Dê sinais do seu interesse através de gestos, da troca de olhares e do acolhimento carinhoso. Enfim, a intenção não é ser invisível aos olhos, mas alimentar um certo ar de mistério. 

No final das contas, o importante é você ser você mesmo e estar bem consigo mesmo, pois trocar alguns amassos, afagos e beijos não é tão difícil assim, incluso ter alguns momentos fugazes de prazer e erotismo porquê não exige convivência ou profundidade de conhecimento anterior sobre o outro. Dar o próximo passo, construir um relacionamento é outra coisa e definitivamente não é para covardes, fracos e amadores, pois requer entrega, disponibilidade, dedicação e abnegação. 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Chaplin's Speech in The Great Dictator





In 1:37
"To those who can hear me, I say, do not despair
The misery that is now upon us is but the passing of greed
The bitterness of men who fear the way of human progress
The hate of men will pass, and dictators die
And the power they took from the people will return to the people
And so long as men die, liberty will never perish
Don't give yourselves to these unnatural men
Machine men with machine minds and machine hearts!
You are not machines, you are not cattle, you are men!
You, the people, have the power to make this life free and beautiful
To make this life a wonderful adventure
Let us use that power!
Let us all unite!"




For us, brazilian nation, this Chaplin's Speech never has so appropriate for new circle presidencial that coming soon in 7 th October the 2018. Viva the democracy!!! Viva the progress!!! Viva the liberty of expression!!! Viva the popular and nation unity!!! Viva the Brazil. 

♫♪♫ Iron Sky by Paolo Nutini




(...)But no one 
No nobody 
Can give you the power 
 To rise over love 
And over hate 
Through this iron sky 
That’s fast becoming our minds 
Over fear and into freedom...

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Quiçá só o tempo apague!!!





"Ninguém apaga uma pessoa da cabeça só porquê quer."

(Onde nascem os fortes, 10/05/18)

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

The Verve - Bitter Sweet Symphony (with lyrics)

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."