segunda-feira, 30 de março de 2015

Me besaba mucho, como si temiera... by Amado Nervo





Me besaba mucho, como si temiera irse muy temprano
Su cariño era inquieto, nervioso
Yo no comprendía tan febril premura
Mi intención grosera nunca vio muy lejos
¡Ella presentía!
Ella presentía que era corto el plazo
Que la vela herida por el latigazo
Del viento, aguardaba ya..., 
Y en su ansiedad
Quería dejarme su alma en cada abrazo,
Poner en sus besos una eternidad.

Definitivamente no es!!!



Pero, ..., antes solo do que 1000 veces mal acompañado!!!

Merece nem resposta




Valha!!! Valha!!! Valha!!! 


Eis o que eu encontro depois de meses sem acessar o meu facebook, a seguinte mensagem no meu inbox:

- "Eu estou feliz por ter encontrado você!!!"

(Hummmmmm, sei.)


Desde muito pequeno eu aprendi o seguinte: Figurinha repetida não completa álbum, quiçá tem serventia para jogar bafo-bafo. Desde então, sigo à risca e nunca me tem falhado. 

Eu também aprendi com a vida que: Nem todo remake é garantia de êxito e superará o original; e "Vale a pena ver de novo" não figura na minha lista de programas preferidos. Entonces, ...

É o tipo de mensagem que não merece nem resposta. 

Algumas abordagens ao invés de encher o ego causam efeito contrário: asco e repugnância. Quando eu saio da vida de alguém, seja sob qual circunstância for, é de passagem só de ida, sem volta. Ainda mais depois de tantos anos.     

Quando o sentimento, a confiança e a importância/significado são quebrados, não tem mais jeito, pelo menos não para mim.     

sexta-feira, 27 de março de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

E por falar em sonhos...



Quem está de fora, analisa melhor os problemas?!!!



Ao parecer dos olhos do mundo, sempre é mais fácil palpitar, criticar e achar soluções fáceis, rápidas e originais para os problemas alheios, dando força aquela filosofia de quê: "Quem está de fora, analisa melhor os problemas". Será mesmo?!!! Isso tem a sua cota de verdade, porém muitos esqueçam de que interferir na vida do outro, requer sensatez, responsabilidade e lidar com consequências que podem respingar até em quem "aconselha". Se conselho fosse bom e 100% eficaz... 

Mas, o que me inquieta é saber até que ponto quem analisa melhor a situação mantém o distanciamento necessário para tal, como diria os sociólogos manter uma conduta analítica baseada na neutralidade, na reflexão crítica e com objetividade sob o objeto de estudo e investigação. Entrando nesse âmbito, ouso dizer até que a neutralidade é relativa, sobretudo se as paixões e os sentimentos não interferirem na análise. 

Fugindo desse blá blá blá teórico e científico, até que ponto quem opina está realmente distanciado do problema como um mero observador?!!! Ou, de certa forma, subjetivamente houve uma identificação com a situação por estar passando ou ter passado per algo semelhante antes?!!! Pode ser um ou outro, quem sabe ambos. O fato é que nem sempre pode se estar tão distanciado como se deveria ou completamente próximo, pois esse limite é muito tênue e pode ter uma confusão, um mal entendido de percepção, interferindo na análise. 

Ouvir conselhos pode ajudar, aclarar pensamentos e dúvidas e despertar outros olhares para os seus problemas e dilemas, todavia se você deixar manipular e influenciar por terceiros pode significar um tiro no pé - falo por experiência própria. Em momentos decisivos, a decisão é sua e egoísta, por isso assuma o controle das suas escolhas e aprenda a lidar com as consequências delas. 

Ninguém pode analisar os seus problemas, dilemas e questões melhor do que você mesmo, desde que os seus sentimentos estejam controlados, os ânimos serenados e as suas percepções e sentidos estejam focados para encontrar soluções - Seja dono(a) de si mesmo(a). Os outros podem ajudar nesse processo, se bem intencionadas forem, mas, permitir que os outros tomem decisões por você requer riscos e equívocos desnecessários.         

Hypnotic by Zella Day





(...) I don’t wanna come back down
I don’t wanna touch the ground
Pacific ocean dug so deep
Hypnotic taking over me...

segunda-feira, 23 de março de 2015

Teresa & Oleg: "Nuestra amistad vale más que 1000 amores"




De fato, existem relacionamentos que alcançam um outro patamar, mais forte e duradouro, sublimando e superando arrebatadoras paixões. Essas sim, são atemporais, porquê amores vem e vão todos os dias, perdem a sua força, importância e sentido com o passar do tempo e nem por isso deixam de ser amores, independente do tempo que duraram.

Apenas os verdadeiros, tendo respaldo pela confiança, respeito e admiração, valem mais do que 1000 amores fugazes e passageiros. 



(Cenas do capítulo 41)

La Reina del Sur (2011)




Eu estava um pouco receoso em assistir essa telenovela com 63 episódios, adaptada no livro La Reina del Sur (2002) escrita pelo autor espanhol Arturo Pérez-Reverte, por ela retratar uma obra literária, onde nem sempre a história original é respeitada e a trama é bem produzida, e também correr o risco de abordar os universos do contrabando, da prostituição e tráfico de pessoas e do narcotráfico de uma forma coesa, interessante e nem um pouco cansativa. Para minha surpresa, ela conseguiu surpreender as minhas expectativas, sobretudo como ela expõe o funcionamento da complexa rede do narcotráfico entre diferentes países (Colômbia, México, España, Russia, França, Itália e Países árabes e muçulmanos) e como eles estão interligados, envolvendo a logística do negócio produtor-consumidor entre as Américas e a Europa e suas rotas de distribuição das drogas e outras mercadorias de contrabando e o envolvimento das máfias e cartéis de traficantes e das instituições corrompidas (Polícia, Exercito, Políticos e Governos).

A novela conta à seu favor a dinâmica como a história é contada em três fases diferentes, não deixando-as desconectadas, nem tão pouco repetitivas e tediosas, onde todo o elenco corresponde em cena aos seus personagens e performance dramática, principalmente os atores espanhóis - que não são escalados com tanta frequência para as produções colombianas e mexicanas. A saga da personagem principal, a lendária narcotraficante mexicana Teresa Mendoza, "La reina del Sur", é bastante impactante e diria até apaixonante, a partir do momento que demonstra o lado humano da "mocinha" interagindo num mundo sórdido e criminoso do narcotráfico, fazendo-a ultrapassar limites legais, éticos e morais. A história dela é tão cativante, tanto que o grande público tem a forte tendência de torcer para que a "bandida" não seja atrampada (pega, resa, capturada) pela polícia espanhola.  Não posso negar, apesar de ser completamente contra ao narcotráfico, torci para que a polícia não chegasse até ela.   

Todo o elenco está de parabéns pelo trabalho executado, mas, o meu destaque fica para dois atores: Kate del Castillo, interpretando o melhor papel da sua carreira como Teresa Mendoza, e o excepcional ator argentino radicado na España Alberto Jiménez, desconhecido para mim até então, destacando-se como o misterioso e protetor mafioso russo Oleg Yasikov - Ao meu ver, o melhor personagem/ator masculino da novela. 

A relação profissional e afetiva entre Teresa e Oleg é o ponto alto desse romance cheio de altos e baixos, sendo uma poesia à parte, alcançando um outro patamar, um outro entendimento do que pretendemos vivenciar a prática física do amor. La Reina del Sur só me deixou uma única frustração: Que pena que a Teresa e o Oleg não terminam juntos como como pareja (par romântico) no final da novela, infelizmente esse amor ficará como platônico e no desejo daqueles que torciam por eles. Afinal de contas, a relação entre eles vale mais do que 1000 amores. 

Quem quiser conferir essa história, deixo o link abaixo, porquê ela não está completa no Youtube:

 http://mastelenovelas.org/la-reina-del-sur.html           

quarta-feira, 18 de março de 2015

Elastic Heart by Sia





(...) You did not break me
I'm still fighting for peace...

terça-feira, 17 de março de 2015

Si no estás conmigo, mi quedo...



Escolhas, Mudanças & Incertezas




Em todos os momentos existe uma escolha. 
Podemos nos agarrar ao passado ou aceitar a inevitabilidade da mudança. 
É permitir que um futuro melhor se desenrole diante de nós. 
Um futuro incerto que pode atrair até mesmo aliados incertos. 
De qualquer forma, um novo dia está chegando, quer queiramos ou não. 
A questão é que você irá controlá-lo ou ele vai te controlar.

(Klaus, The Originals - S2E15)


Escolhas. A todo momento elegemos algumas. Ora corretas, ora equivocadas. Ninguém acerta ou erra sempre. Esse intercâmbio de experimentações faz parte do processo de aprendizagem e maturação. É impossível viver sem cometer equívocos, até mesmo para corrigi-los depois, caso tenham conserto. Sobre as minhas, conta que eu conheço os dois lados da moeda: acertos e erros. Arrependimentos?!!! Talvez tenha alguns, mas não me caem fatais, apenas me motivam o suficiente para não cometê-los mais - lições devidamente aprendidas. 

Mudanças. Devidamente naturais e dinâmicas. Consequências das escolhas feitas, podendo ou não acontecer independentemente da nossa vontade. Acontecem e ponto, basta apenas nos adaptarmos à elas ou tentarmos mudar de acordo com a nossa conveniência e interesse. Enfim, a mudança é um ciclo interminável de transformações que podem ser influenciadas por nossas ações, basta ter vontade de mudar, mude. Eu preciso de mudanças, a minha vida precisa.

Incertezas. A novidade gera incertezas, por todas as possibilidades que o desconhecido nos traz e provoca. Medo?!!! Ansiedade?!!! Insegurança?!!! Faz parte do pacote do oculto, do indefinido, da incerteza. Nunca tive medo do novo, das mudanças. Eu conto com a flexibilidade ao meu favor para me adaptar as circunstâncias, apesar do risco de me acomodar e ficar na minha zona de conforto.

E o futuro?!!! Ele está a caminho, baseando-se nas escolhas, nas mudanças e nas incertezas e nem todo autocontrole e perfeccionismo será capaz de vencer alguns desvios e surpresas que a vida pode nos oferecer. A Dona Vida é assim mesmo, sempre está pronta para nos apresentar novas situações e dilemas para nos colocar à prova e desestabilizar. Ela tem uma força e uma dinâmica própria, por vezes nos contrariando e tirando o controle das nossas mãos.      

Dare you to more by Switchfoot




(...) I dare you to move
I dare you to lift yourself up off the floor...

Maybe redemption has stories to tell
Maybe forgiveness is right where you fell
Where can you run to escape from yourself?!!!
Where you gonna go?!!!
Where you gonna go?!!!
Salvation is here...

Esse tal amor...




"O amor é paciente e benigno, não arde em ciúmes; 
 O amor não se ufana, não se ensoberbece; 
O amor não é rude nem egoísta, não se exaspera e não se ressente do mal. 
O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. 
Está sempre pronto para perdoar, crer, esperar e suportar o que vier."

(Um amor para recordar)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Cada um crê naquilo que quer crer





Em se tratando das realidades subjetivas, as pessoas acreditam naquilo que elas querem crer. Se é verdade ou não, é outra história.

Ilude-se quem quer. Fomenta-a (a ilusão) quem quer. Cada um tem todo o direito de vendar os olhos, dar as costas as razões & reflexões e construir os seus próprios moinhos de vento. Porém, após se trombar com a realidade tal e qual como ela é, não cabem queixas e lamúrias, pois o pior cego é aquele que não pode ver.

E, nesse sentido, o velho e irritante clichê "Eu não te disse?!!!" cresce em efeito e em proporção. Engana-se quem quer e paga-se um alto e amargo preço por isso. A vida não perdoa dívidas e cobra muito caro por tudo o que se é feito, seja para o bem ou para o mal. Você pode até interferir no curso dela, a dona e senhora vida, porém, ela tem a sua dinâmica própria e o seu tempo de resolução.   

Diante disso, por pior ou mais caótico que forem os fatos, é muito mais fácil lidar com eles do que com a subjetividade, porquê ela têm muitas nuances e incertezas que sempre estarão à margem de interpretações, querências e sugestões. Garantias?!!! Ninguém poderão dá-las, não num primeiro momento. Aí está a complexidade do universo subjetivo e os riscos que eles implicam.

Como se conselho fosse bom, ninguém daria, venderia..., no final das contas, a última palavra e ação será sua, por se tratar de uma escolha egoísta e por mais  influenciável ela possa estar. A imparcialidade das escolhas feitas não alcança para todas e pode estar apenas no nível das ideias, do imaginário.

Assim e só assim, seja certo ou errado, verdadeiro ou equivocado, a crença é um escolha e um sentido particular, onde cada um tem a sua e faça bom uso dela na medida do possível.    

quarta-feira, 11 de março de 2015

Honestidade nunca é demais



Honestidade. Uma palavra esquecida no dicionário de muitos. Diria até que seja uma atitude nobre e rara nos dias de hoje, onde as regras éticas e morais se fazem tão necessárias para conter a hemorragia causada pela falta de decoro e a presença do caos em que as relações humanas e sociais enfrentam, estando deterioradas e carentes.

Ser honesto ainda é para poucos. Ao mesmo tempo em que a sinceridade liberta também expõe aos maus intencionados, por isso também compreendo em que alguns momentos abster-se de ser honesto e sincero é uma forma de proteção, de blindagem para evitar que segundos possam lastimar quem enfrenta a vida e os problemas de peito aberto, com franqueza e transparência de ações, sentimentos e propósitos. Sim, abster-se de expressar algumas verdades não quer dar permissão à desonestidade e a mentira, pois tal permissividade é a saída mais fácil e covarde para os canalhas e biltres. 

Ser honesto têm suas consequências, tem um preço a ser pago. Mas, mesmo assim, é uma decisão e uma postura que valem à pena. Penso até que é uma forma de se redimir de equívocos e erros cometidos, mesmo quando a verdade possa gerar algum descontentamento contrariando as nossas querências e aspirações.

Se para boa parte das pessoas a honestidade está demodê, fora de moda e ultrapassada, pra mim, é algo inestimável e que reforça o caráter de uma pessoa. Honestidade gera confiança e essa segunda não dá para abrir mão em qualquer relação. Honestidade nunca é demais.   

terça-feira, 10 de março de 2015

Perdonar, Olvidar y Ser Feliz





(...) Perdonar, Olvidar y Ser Feliz.
Perdonar y olvidar son dos palabras que si dizem con mucha facilidad. 
Todavia és muy más dificile tratar de ser feliz...
(Corazón Salvaje)

segunda-feira, 9 de março de 2015

Entre e em ruínas




"A ruína é a estrada para a transformação". 

(Comer, Rezar e Amar)

Alguns clichês amorosos para pessoas tontas





Na prática amorosa, quanto maior é a ilusão proporcionalmente é a frustração. Por isso, os mais ilusos tendem a se magoar com maior facilidade, pois idealizam tanto o que sentem e desejam que a realidade não dá conta das projeções elaboradas. Resultado?!!! Desencontros & Desilusões. E, por conta disso, alguns se utilizam de clichês para justificar ações e rogar súplicas e migalhas de amor.

Dentre elas, um dos clichês mais utilizado como desculpa para manter um romance e fazer chantagens emocionais é: "Ninguém vai te amar como eu te amei". Com certeza, ninguém. Pelo simples fato de que ninguém ama absolutamente igual ao outro, porquê cada um de nós é único assim como os nossos sentimentos. A forma como demonstramos os nossos sentimentos diz muito de nós mesmos, como se essa expressão pudesse ser comparada as nossas marcas digitais - cada um tem a sua.

Consciente disso, clichê invocado, impacto reduzido.

Outro clichê amoroso e ápice da ilusão é crer que o casal sente igual. Pretensa e doce ilusão. A intensidade dos sentimentos sempre serão diferentes, porquê as pessoas envolvidas também são diferentes. O que dá a sensação de pareamento dos sentimentos é quando o casal está em harmonia, quando os interesses convergem numa mesma direção, quando as intenções e as afinidades são complementares e afins.

Consciente disso, você pode até buscar a reciprocidade de sentimentos numa relação, mas, porém, todavia, contudo, jamais serão idênticos, iguais, apenas similares e comuns. Ainda assim, exigir que alguém ame e aja como você é um erro primário de quem ainda não madurou emocionalmente - e muitos não maduraram.     

Estar em sintonia não assegura que o casal sinta igual. Sempre alguém ama mais, anseia mais, envolve-se mais, demonstra mais, exige mais, outros mais do que outro. Essa diferença fica mais nítida no final do relacionamento quando um sofre mais do que o outro diante da ruptura.   

Outro clichê é confiar cegamente nas palavras ditas e promessas feitas. As palavras se vão com o tempo e, se sinceras, podem "eternizar" apenas um momento, porquê assim como as pessoas, os sentimentos e as intenções também mudam. Diante da mudança, o que demonstra um compromisso não são palavras, mas gestos contundentes demonstrados a cada dia. Ações sempre valerão muito mais do que palavras (foi-se o tempo que a palavra dada era seguida a pé da letra e era a expressão máxima de honra). 

Quanto as promessas, ..., elas também foram feitas para serem quebradas. Quem nunca quebrou uma promessa?!!! Eu penso que muitas promessas de amor foram quebradas por não corresponderem mais a verdade dos sentimentos, a dinâmica da relação, a harmonia do casal.

Consciente disso, você aprende que o que foi dito e prometido tem uma verdade relativa e um prazo de validade: O que foi verdade ontem pode não ser hoje. Aferrar-se as palavras e promessas antigas é um risco em potencial. Mas também não quer dizer que não possa ser mantido, pois depende muito do caráter e dos propósitos de quem fala e promete. 

Together & Forever. Juntos para sempre, você quer mais clichê do que isso?!!! Essa ideia do "Para Sempre" é a obsessão e ansiedade de muitos amantes e afins, mas, apenas poucos conseguem pô-la em prática, porquê construir um relacionamento duradouro e longo prazo requer investimento afetivo, renuncia e trabalho individual de ambas as partes. Diante de tantas "facilidades" e "tentações" quem quer ter trabalho?!!! Enfim, seja eterno enquanto dure, seja um dia, uma semana, um mês, um ano, uma década, quiçá a vida inteira.      

Por fim, consciente desses clichês, você pode evitar uma série de dissabores e sofrimentos, deixando de se ilusionar por quaisquer tonteirias que você possa alimentar. Somente os tontos alimentam falsas expectativas em vão e se deixam influenciar por elas, pagando um alto preço por suas ingenuidades e debilidades emocionais.       
         

Eu fui embora e...



Eu fui embora e deixei a minha ausência. Se é justo ou não, se foi sentida ou não, não vem ao caso, mas, a vida cumpre o seu curso e ritmo e é preciso seguir. Segui.

Eu fui embora e ficou a sua ausência. Existiram dias fáceis, outros nem tanto. Outros foram indolores, lineares e silenciosos, outros em arritmia, opacos e grisses. Todavia, nada como o tempo para nos ensinar, mesmo após tormentas, abstinências e obscuridades, a lidar com resignação e sabedoria o elo desfeito. Foi assim, aprendi.

Do que foi deixado e sentido apenas restou bons momentos para se recordar, boas preces por quem se tem carinho e superação - a superação de um sentimento que perdeu a sua força e efeito, espaço e lugar. Eu fui embora e restou apenas história.

Depois da partida ficou o propósito do recomeço, da possibilidade de construir uma nova história, viver um novo despertar. Todavia, eu ainda preciso de mais um tempo para sanar algumas feridas e revitalizar o desejo de me envolver novamente. Por enquanto, eu ainda sinto a necessidade de estar sozinho e me manter tranquilo e em paz na minha zona de conforto.

Eu fui embora, buscando recomeçar.     

sábado, 7 de março de 2015

Slow Motion by Karina Pasian -





(...) So much about this crazy game they call love 
I'm still trying to understand...

Feels like coming home by Jetta





(...) It’s hard for the dreams when the city’s never sleeping
But we’re gonna make it, though we don’t know how
I pay a high price for the joy of the free ride...

terça-feira, 3 de março de 2015

Os Amorosos by James Sabines




Os amorosos calam. O amor é o silêncio mais fino, o mais angustiante, o mais insuportável.

Os amorosos buscam, os amorosos são os que abandonam, são os que mudam, os que esquecem.
Seus corações lhes dizem que nunca vão encontram, não encontram, buscam.  

Os amorosos andam como loucos porque estão só, só, só entregando-se, dando-se a cada instante, chorando porque não salvam o amor.
Lhes preocupa o amor. 

Os amorosos vivem o dia, não podem fazer mais, não sabem.
Sempre estão indo, sempre, a alguma parte.
Esperam, não esperam nada, mas esperam.
Sabem que nunca vão encontrar.  
O amor é a prorrogação perpétua sempre o passo seguinte, o outro, o outro.

Os amorosos são os insaciáveis, os que sempre – que bom! – estarão sozinhos.

Os amorosos são a peçonha do conto. Têm serpentes no lugar dos braços. As veias do pescoço lhes incham também como serpentes para asfixia-los.

Os amorosos não podem dormir porque se dormem são comidos pelos vermes.
Na escuridão abrem os olhos e neles lhes cai o espanto.
Encontram escorpiões embaixo do lençol e sua cama flutua como se estivesse em um lago.

Os amorosos são loucos, só loucos, sem Deus e sem diabo.

Os amorosos saem de suas covas estarrecidos, famintos, para caçar fantasmas.

Riem das pessoas que sabem tudo, das que amam a perpetuidade, veridicamente, das que acreditam no amor como uma lâmpada de inesgotável azeite.

Os amorosos brincam de pegar a água, de tatuar a fumaça, de não ir.
Jogam o longo, o triste jogo do amor.

Ninguém há de resignar-se, Dizem que ninguém há de resignar-se.

Os amorosos se envergonham de todo conformismo, Vazios, porém vazios de uma a outra costela, a morte lhes fermenta atrás dos olhos, e eles caminham, choram até a madrugada em que trens e galos se despedem dolorosamente.

Lhes chega às vezes um cheiro à terra recém-nascida, à mulheres que dormem com a mão no sexo, prazerosamente, à arroios de aguas brandas e à cozinhas.

Os amorosos colocam-se a cantar entre lábios uma canção não aprendida, e vão embora chorando, chorando, a formosa vida.

Cosmovitral "Hombre del Sol"




(Hombre del Sol - Jardim Botânico do México)



Passa, aaaah passa!!!




"O tempo passa irremediavelmente."

domingo, 1 de março de 2015

Deliberamente frio com ligeiras rajadas de calor...





Se conheça. Cada um sabe de si...

Cada um sabe de si, tanto quanto dos seus medos e fugas, das suas resoluções e saídas, das suas certezas e dúvidas, das suas limitações e alcances, dos seus logros e conquistas, dos seus "moínhos de vento", "muralhas" e "fantasmas" e principalmente as suas qualidades e debilidades. De toda forma, o certo é que cada um deveria se autoconhecer o suficiente para enfrentar os momentos de crise e desfrutar dos prazeres que a vida oferece à todos nós.

O autoconhecimento é uma chave-mestra para abrir todas as portas do seu destino e demonstrar possíveis caminhos para enfrentar de frente e com lucidez quaisquer problemas que se apresentem no meio do caminho. Infeliz daquele(a) que se esconde na penumbra do seu interior e detrás das vendas que cegam os seus olhos.

Autoconhecimento e ignorância não combinam e se autorepelem.


  

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

The Verve - Bitter Sweet Symphony (with lyrics)

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."