POP + Brazilian Funk Vibes
Os pensamentos, as impressões, as sensações, os desejos e devaneios que permeiam a minha essência e habitam o meu EU: Quando eternos e autênticos forem, até o dia que deixarem de ser, porque eu me permito à possibilidade de ser livre e flexível para mudar, descobrir, errar e surpreender-me!!! Um encontro comigo, contigo, conosco... e com a vida - tal e qual como ela é.
Faz tanto tempo que eu não pinto esse quadro. A tela ficou amarelada com o tempo, as tintas secaram, o solvente evaporou, os pinceis endureceram e ficaram espalhados pela casa,... a minha inspiração eu não sei aonde foi parar.
O último quadro pintado desbotou, perdeu qualquer valor. Ficou no quarto de despejo, perdido entre as caixas. Zero conflito, zero interesse.
E isso são horas de pensar nisso?!!! Lampejos das madrugadas insones. Daí eu me pergunto qual seria a matéria-prima, a fonte de inspiração para que eu voltasse à pintar um novo quadro. Talvez, no metaverso, num momento de delírio ou fuga de realidade, porquê, nessa realidade, nenhuma chance e ímpeto para acontecer, nem mesmo sequer a iniciativa de rascunhar novos traços, novos horizontes, novos amores. Não mesmo. Deixe-me com a minha estranheza peculiar.
Se eu fosse pintar, a essência da obra nada teria a ver com performance e relações de poder, mas, ENTREGA. A arte de entregar-se, de ambas as partes, espontaneamente. Os ápices da inspiração e excitação estão na entrega, na cumplicidade de quem faz um bailado juntos, no mesmo ritmo, na mesma sintonia, na vibração que vai fluindo naturalmente.
Eu não consegui pintar essa obra-prima inestimável e nem avistei em nenhuma galeria na qual visitei. Talvez, em outro momento, nem tenha me dado conta disso. Faltou percepção. Quanto mais afoito, menos maturidade.
Das inspirações que eu tive, hoje, estão datadas. Não as pintaria novamente. E das que eu deixei passar... fui relapso, não dei o devido valor, bati o pé, fiz birra, não alcançou a minha alma. Faltou entusiasmo. E tudo isso foi me levando à chegar até aqui, com essa percepção.
Apesar das cores terem desbotado e não ter mais voltado a pintar, nem o 7, a lucidez é um farol instigante, mas tem a sua poesia. O tempo me fez mudar a expressão da minha arte, a minha tela interior está muito mais cheia de nuances e detalhes. Não está exposta, está resguardada, bem cuidada. A minha paisagem é a expressão do meu infinito particular, o meu eu em ebulição, ora em silêncio e adormecido (na maior parte do tempo, o tempo aprimora a técnica), ora em erupção (seja de um desejo inconveniente que brota do nada, talvez seja a carência dando o sinal da sua presença incômoda).
Deixa eu acabar com esse textão por aqui, porquê nem artista sou.
E se eu disser que eu não espero nada mais de você, de tudo isso?!!!
E depois disso, minha vida mudou.
(...) Já fui de criar expectativas
As coisas são como são, e o que não tem solução
Solucionado está, mas olha lá, o Sol raiou
Tem coisa que a gente só resolve seguindo
O imprevisível é a mãe do improviso
Só erra quem tenta, e eu sou tão boa nisso
Falhei, tá falhado, e não se falha mais nisso
Tem papo que não vale o tic-tac do relógio
Tem gente que não vale o piripaque do meu peito
Não vou perder meu tempo tentando explicar o óbvio
Eu não negocio minha paz nem meu sossego
E se eu disser que eu não espero nada mais
De você, de tudo isso
De toda essa coisa que você criou?!!!
(...) Sob a luz da Lua azul
Orla de Ipanema, cena de cinema
(Uh-uh-uh-uh) o meu corpo seminu
Óleo sobre a tela, tudo é sobre ela
O mar dessa cidade tem um lance
Vai fazer você entrar em transe
Vai querer que seja mais
Amor, é só uma noite de amor no Rio...
(...) Pode chover que eu viro trovão
Vela vermelha acendendo o salão
Vai tremendo o corpo, tá pegando fogo
Grave quebrando a barreira do som
Abre essa roda
Você já sabe quem chegou
Só pelo toque do tambor...
Vous Allez bien?!!! Então,...
O desafio de avançar no tempo, mantendo o frescor e a relevância, requer entrar novos desafios, novas realidades e tendências. É transcender a crise e decadência da Indústria Ética e Cultural e Mídia Impressa, é se reinventar no Universo Virtual e da Inteligência Artificial (AI). É acompanhar a velocidade dos tempos.
E quando se trata da Moda, a beleza e a arte tem a sua textura e brilhantismo, onde a frieza do "strike a post" e da criação de AI não acessará a cratividade e a emoção de quem produz, de uma mente humana genial e criativa. Números, likes e algoritmos até ditam moda e manipulam mentes, todavia, no fim do dia, sempre será uma ferramenta fria e objetiva.
Falar de Miranda Priestly, de um marco pop, sempre terá que levar em consideração: Miranda sabe de tudo. Se "O Diabo mais sabe por velho do que por Diabo", logo, não importa quais serão as máscaras que ela use, ou as faces que ela esconde para não demonstrar a sua vulnerabilidade, essa diaba sempre vestirá Prada.
Não importa quais serão os seus desafios e dilemas, suas escolhas e encruzilhadas, quem tem essência e caráter como a Andy tem, no final, não está disposta à apunhalar. Empatia, consideração e honestidade são valores que combinam com CONFIANÇA. Se assim não fosse, nem ela e nem o Nigel, não continuariam sendo os cavalheiros de armaduras da Miranda. Emily continua senso o que sempre foi, um escorpião.
Mais do que um filme sequêncial, com "gap de tempo", entre intervalos geracionais (2006 - 2026), O Diabo Veste Prada 2 não tem a pretensão de superar o filme original, complementar o grande legado deixado. Não é nostalgia, nem tão pouco hype e/ou meme, mas, o cetro de um legado conquistado pela Runway.
Falar da relevância do elenco principal, Meryl Streep (Miranda), Anne Hathaway (Andy), Emily Blunt (Emily Charlton) e Stanley Tucci (Nigel), dispensa comentários, mais experientes, igualmente brilhantes.
Aaah, antes que eu me esqueça, Vogue sempre será Vogue, sua trilha sonora atemporal. Madonna sendo Madonna: Ontem, Hoje e Amanhã.
Se eu recomendo?!!! Será que é preciso mais?!!!
"Eu não ficaria bem na sua estante..."