segunda-feira, 30 de junho de 2008

"O que os olhos NÃO vêem, o coração NÃO sente"...


Clichêzão, né?!!! Mas, o que seria da vida e das nossas idas e vindas e dos nossos autos e baixos afetivos, se não houvessem alguns deles para nos ensinar a viver?!!!

- "Tudo bem, que hoje eu estou de boa, recomposto do passado-recente (do início do mês), mas, quando eu vejo uma foto sua, sem querer dando sopa no orkut (pois, acredite, eu não vou atrás - esses dispositivos do orkut sempre nos fazendo ver e lembrar), ainda meche comigo!!! Mas, sem dramas, nem caixão e nem vela preta, lembro-me da "boa bisca" que eu me livrei. Amém!!!"

Mas, Deus sabe o que faz... Vai lá saber quais foram os desabores futuros que eu fui polpado e do que ainda está por vim, aliás, de quem ainda estar por chegar, né?!!! No mais, sem lamentações, porque eu tenho a real dimensão do foi perdido e desvalorizado.

- "Não adianta. Quando não é para ser, não é pra ser."

Todavia, tem certas coisas, personas e atitudes que é melhor não serem vistas, ficarem longe do campo de visão e do alcance das mãos, sobretudo, quando ainda são basicamente uma TENTAÇÃO a ser EVITADA!!! E, sem dúvida alguma, seus beijos ainda são uma deliciosa tentação para mim, mas, a sua nebulosidade intrigante e seus trambiques me repelem. Mas, a experiência foi válida, a sua missão foi apenas "abre-alas" de outros beijos/ficas que vieram depois de você.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

MAKTUB, já estava escrito...


No céu, nas estrelas, no livro da vida, no meu destino, no meu mapa astral, em meus devaneios ou sei lá, que:

  • Eu seria escolhido até a sua chama se apagar ou transmutar-se em outra forma, em outra dimensão;

  • Eu estaria sob a sua atenção e proteção até o dia em que eu deverei partir;

  • Eu teria um gênio forte e uma personalidade complexa;

  • Eu teria que pagar um preço e fazer um ajuste de contas por ser assim;

  • Eu daria prioridade ao que de fato merece prioridade;

  • Eu daria respeito a quem o fizesse conquistar;

  • Eu não sou responsável pelas expectativas, lacunas e ilusões dos outros, pois, cada um é responsável por si;

  • Eu consideraria poucos, especialmente poucos, só aqueles quem comungassem em afinidades juntamente comigo;

  • Eu faria algumas escolhas, parte delas, de acordo com o meu bel prazer;

  • Eu aprenderia lições vitais significativas, algumas delas, quebrando a própria cara e sentindo na pele, já outras, observando os outros quebrarem as suas;

  • Eu não preciso jogar determinados jogos, nem compactuar com determinadas regras;

  • Eu não assinaria em baixo ou concordaria com falta de caráter, ações sórdidas, trapaças e omissões;

  • Eu teria luz própria;

  • Eu seguiria o meu próprio caminho, mesmo que, no decorrer do trajeto, eu precisasse alterar os planos e o meu sentido norteador;

  • Eu descobriria a tempo que: Se eu não fizer por mim mesmo, ninguém fará;

  • Eu só teria essa vida, até que se prove ao contrário (assim espero que sim), para ser feliz;

  • Eu não tenho nenhum pudor de afastar de mim tudo aquilo que não me acrescenta como pessoa;

  • Eu não tenho sede por bens, mas, por vida e experiências pessoais;

  • Eu travaria algumas lutas internas;

  • Eu não poderia fugir de mim mesmo;

  • Eu caminharia lado a lado com a razão;

  • Eu precisaria resgatar a minha emoção, mesmo que, resgatá-la represente vivenciar decepções;

  • Eu preciso ser maior que a incerteza, a fragilidade momentânea, as oscilações, os desfoques;

  • Eu saberia que a fortaleza reside em mim e o caos é o início do que ainda está por vir;

  • Eu precisaria aprender a lidar com a impaciência, a ansiedade e o tempo;

  • Eu seria uma conjunção de “explosões de sinceridade”;

  • Eu não me submeteria ao controle alheio;

  • Eu seria rebelde por natureza;

  • Eu iria me perder em alguns momentos, mas, após a perda, iria me encontrar novamente;

  • Eu seria unicamente responsável por parte dos meus sucessos e fracassos;

  • Eu estaria consciente de que a certeza não é garantia universal, o certo não é 100% fórmula de felicidade, o caminho pode ser desviado mediante às circunstâncias e descobertas, os sentimentos são mudados com o tempo, o absoluto também pode ser relativo, a verdade não cabe na palma da mão e a minha vida não admite interferências de turistas;

  • Eu teria a minha fé e os meus princípios testados;

  • Eu também estaria exposto ao vulnerável;

  • Enfim, eu preciso aprender o que já está escrito, foi escrito, e, dependendo das minhas escolhas e ações, os meus desígnios e as minhas conquistas e recompensas podem demorar ou não chegar.

No 15º andar


Sob o concreto e defronte as nuvens cinzentas, sob a janela do apto e ao meio de pensamentos, eu observo a vida passar lá fora, bem diante dos meus olhos, seguindo o seu rumo, em pleno e relativo movimento, e pergunto-me:


- “Aonde eu irei chegar?!!!”

- “Não sei ao certo.”


- “O que há de acontecer num futuro próximo?!!!”

- “Espero que uma boa/ótima colheita. De alguma forma, eu estou plantando.”


- “O que fazer?!!! Por onde começar?!!! Como realizar esse novo sentido para mim?!!!”

- “Boa pergunta... Vivendo cada dia por vez.”


- “Hei, aí embaixo, aonde vocês estão indo com tanta pressa?!!!”

- “Eu quero ir com vocês!!!”


- “Hei, me espera aí, me dá uma carona?!!!”

- “Eu preciso ir para algum lugar, viver um pouco mais...”


- “Para aonde eu quero ir nesse exato momento?!!!”

- “Algum lugar quentinho, aconchegante, que pudesse me abraçar e aquecer o meu coração e os meus desejos.”


- “O que os meus amigos estão fazendo agora?!!!”

- “Sinto a falta de vocês.”


- “Por onde você está?!!!”

- “Que eu não te vejo, não te conheço e não te sinto?!!!”


- Alô?!!!

- “Quais são as novidades?!!! O que faremos logo mais?!!!”


- “Cadê o foco?!!!”

- “Desfocou, mudou de sentido.”


- “Aonde você queria estar nesses próximos dias?!!!”

- “Em Fortaleza. Na minha caverna. Junto aos meus. Por um breve momento.”


- “Você está precisando de que?!!!”

- “Calor, beijos ardentes, certezas e resultados.”


- “Próximo passo?!!!”

- “Continuar a caminhada, prestando atenção nos outros caminhos e atalhos.”


- “Vai arriscar?!!!”

- “Sim, vou. Impossível não arriscar nesse momento. Todas as fichas se necessário for.”


- “Se a banca quebrar?!!!”

- “Quebrou. Por favor, plano B.”


- “E a fé?!!!”

- “Precisa ser renovada.”


- “E a saudade?!!!”

- “Está constantemente presente.”


- “E as lembranças?!!!”

- “Só aquelas que valem a pena serem lembradas. Caso contrário, interrompidas como um lapso falho.”


- “E o sorriso?!!!”

- “Precisa ser preservado.”


- “E o prazer?!!!”

- “Amém, Desejo... Amém!!!”


- “E o desnecessário?!!!”

- “Continua essencialmente como é: Sem importância alguma.”


- “Um café?!!!”

- “Demorou!!! Já é...”

segunda-feira, 23 de junho de 2008

"Arraiá da Cumade Erikita"



Em plena rodoviária:

- "E aí, neném, vamos?!!!"

- "Vamos!!!"



- "E eu lá consigo recusar algum convite interessante?!!! Claro que não, ainda mais agora, que a única certeza que eu tenho na minha vida é: "Aproveitá-la ao máximo!!!" Porque o amanhã talvez nem chegue, né Pitty?!!!"


Então, esse final de semana, eu e Neném fomos para "Pira" para estarmos com uma amiga muito querida e prestigiar a festa junina das meninas da república dos universitários da ESALQ - USP, em Piracicaba. Nem preciso mencionar que a festa foi à carater, com direito a quadrilha emprovisada, decoração junina, trajes e comidas típicas, forró e muita comilança.

- "Nossaaaaa, a festa não deixou nada a dever as festas juninas do Nordeste, além do que, a paquera rolou, de forma discretíssima, e, como sempre, forrozeando muitooooooooooo e não deixando as meninas sem dançar - já que a rapaziada é, no mínimo, cansada!!! Pra não variar, meus pés ficaram com alguns calos, mas, já que algum homem tinha que fazer bonito no salão, onde, pelo menos, o meu lado forrozeiro se manifestasse, representando a raça."


Ah, eu não posso esquecer de registrar os detalhes mais pitorescos da festa: "O clone de Osmar, que estava simplesmente "qualquer nota"; o Francês que robou a cena; o suposto "Bi" que não é "bi", mas "gata"; o momento "Zebu Jeans", broxante, né neném?!!!; e a DR do "casal" na escada."

- "Enfim, o "Arraiá da Cumadre Erikita" foi divertido sim, terminando em "dancing" e "flash back", dando uma prévia do que será o niver dela, completamente temático. O tema qual será?!!! The Secret!!!" rs...


Simplesmente, esgotado no final da festa, capotei na cama e acordei no dia seguinte, indo conhecer a ESALQ, passear um pouco pela cidade e ir as compras no Shopping Piracicaba, porque, afinal de contas, o inverno chegou e eu não sou obrigado a sucumbir ao frio e ficar sem estilo, né?!!!

- "O nosso domingão foi bem agradável e gastamos toda a nossa energia para descansarmos para as atividades do dia seguinte."


Chegamos em Sampa, em plena gélida segunda-feira, hoje pela manhã. Então, deixa eu correr, porque eu tenho coisas importantes a resolver.

- "Bruuuuuuuuuuuuuu, que vento gelado!!!"

Aceleraaaaaaaaaa, NÃO!!! Eu tô na garupa!!!


Além de ter sido raptado no meio da aula por uma amiga motoqueira (isso na quinta-feira) e o meu problemático cel (por estar retendo todas as ligações, menos torpedos) estava sendo requisitadíssimo, à noite rendeu demais. Eu e mais quatro personas bacanérrimas (J, L, R e V) nos reunimos na Prainha.

- "Se o encontro não tivesse sido tão casual, não teria dado tão certo e não teria sido tão descontraído como foi. Além das paqueras, claro!!! Apesar de ser aquele estilo paulista de ser. Aff!!!"


Sem contar, da aventura que eu enfrentei até chegar lá, na garupa da moto vermelha. Sempre adorei andar de moto, apesar de ser perigoso e ter algumas restrições no trânsito. Mas, nada como sentir aquela sensação de liberdade quando a gente sente o vento em nosso rosto e por todo o corpo - mesmo sendo o gélido vento de inverno. Lembrei-me das viagens que eu fazia até Campinas, na garupa do meu ex-cunhado em 86/87. Apesar de "pagar cofrinho" durante todo o trajeto e penar com alguns buracos, fui e voltei são e salvo.

- "Hei, motoqueira!!! Aceleraaaaaaaaaaaaaaa, NÃO!!! Eu tô na garupa!!! Olhá, se não, eu caio!!!"rs... Mas, brincadeiras a parte, ela também se garante como pilota de moto."


No final das contas, chegamos praticamente todos em casa, na mesma hora, às 5h - Imagine que o plano inicial era voltar antes das 1:30. Mas, como isso pode acontecer se o que não falta é assunto e estímulos para propor brindes e evitar a saideira?!!!

- "Fofa, sei não... Eu cho que nós estamos, no mínimo, candidatos em potencial ao "AA". Você sabe bem disso!!!" rs...


Sem contar que na sexta, só deu Vila Madalena. "Filial" é tudo, eu recomendo, apesar do precinho nada econômico!!! Papos e surpresas à parte, muitas personas interessantes e muita paquera... Muita paquera, sim!!! Quando eu digo que as coisas acontecem próximo ao bar, ninguém acredita!!! rs...

No mais, o final de semana foi repleto...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Trechos com completo sentido



- "Psiu?!!! É você mesma, meu VALE de força, de estímulos e de ternura!!! Agora, me responda: Como não agradecer a Deus, todos os dias, em tê-la na minha vida?!!! Repito zilhões de vezes, quantas forem necessárias para expressar as minhas infinitas saudades,
"roxo de saudades com bolinhas verdes", e o grande sentido que você me faz, sem me cansar de dizer: "Amo-te incondicionalmente e sem resistências".



Cada trecho faz para mim um enorme sentido, você bem sabe:


- "(...) faça-me o favor de cuidar melhor desta carequinha linda que eu amo de paixão,rs igual à ela não existe no mundo todin..."

- "Pode deixar, "my butterfly"!!!! Na medida do possível, eu vou tentar não andar assim tão desligado, esbarrando-me em tudo e em todos, como se eu fosse um "carrinho bate-bate"!!! Te prometo!!!"


- "(...) aliás todo mundo que te conhece sabe que você merece uma pessoa bacana que não tenha dúvidas...está sim também esperando o momento de aparecer triunfantemente nalguma esquina de Sampa, ou...melhor do seus caminhos."

- "Se é você quem está dizendo, tenho alguns motivos para confiar, assinar em baixo e esperar..."


- "(...) a tal da “seleção natural”, pois bem, não só amplamente coloco isso, mas a dita seleção é feita sem que percebamos e ela está acontecendo com você , seus instintos estão mais apurados e você amadurecendo para o que de melhor virá, tenho certeza que demorará o tempo preciso para que você tenha essa percepção."

- "Enquanto isso, vou fazendo o meu mantra: "O tempo certo não é o seu tempo". E compartilhando contigo as últimas e posteriores tentativas."


- "(...) Continue cuidando da “casa” pq das tuas “visitas” com certeza surgirá em um lindo cavalo branco ou até mesmo segurando um guarda chuva, quem sabe comprando um pão na padaria... virá e vai acontecer."

- "Assim seja, contanto que ao beijar tão esperada visita não sucumba ao feitiço contrário, transformando-se em...!!!" rs...


- " (...) Todo dia leio as tuas palavras, adoro...adoro...adoro...rs, vc é, sem dúvida nenhuma, meu THE BEST! FICO MUITO MAIS FELIZ POR TER VOCÊ PERTO DE MIM! Te amo e te amo com muitas reticências..."

- "E que todas as reticências do mundo inteiro continuem pautando a nossa vida juntos, hoje separados por circunstâncias, mas, amanhã, quem sabe, juntos!!!"

(Re)Avaliando os sentidos

Após o falecimento da Filozinha, uma cratera abriu-se sob os meus pés e parte da segurança e do sentido que dava suporte à minha vida, passou literalmente para “o lado de lá”. Se não bastasse essa perda irreparável, além de estar na mira certeira da pressão social – “Você precisa estar com a sua vida encaminhada ou definida ou resolvida aos 30 anos”; eu precisava encontrar um sentido, uma justificativa urgente, para continuar seguindo o meu caminho, que ainda continua sendo traçado sob a linha da incerteza.

- “Fiz uma opção. Se ela foi a mais acertada ou não, apesar de já suspeitar qual seja, só constatarei ao certo daqui alguns meses. Mas, eu sinto que em parte o sentido mudou, pelo menos, no que concerne a busca inicial, enfim, a minha percepção mudou. Todavia, a experiência é indubitavelmente enriquecedora e necessária, mesmo acarretando conseqüências.”


De antemão, eu agradeço a todos os estímulos e apoios sinceros que eu recebi até aqui para dar continuidade à minha formação acadêmica e vir morar em São Paulo (isso sim, mediante aos impasses atuais, me faz um completo sentido). Mas, no decorrer desse processo, no qual eu estou me empenhando, dentro das minhas possibilidades e das minhas limitações, eu estou me perguntando se é realmente um “título” de pós-graduação que dará o sentido e a estabilidade que eu estou buscando. Será que é isso mesmo que eu quero pra mim?!!! Será que é isso que vai me fazer feliz?!!! Será que é isso que norteará a minha vida em São Paulo?!!!

- “Nesse momento, algo está muito claro para mim: “Eu não sou um cientista social por vocação, mas, por insistência”. Ser um cientista social nunca foi o meu sonho de infância e, agora que eu sou adulto, não é algo que me encha os olhos e me complete profissionalmente. Na altura dos acontecimentos, qual é o sentido que um título em Sociologia traga para a minha vida?!!!”


Se um pouco mais de uma década, eu caí de para-quedas nas Ciências Sociais, incautamente, e, se agora, eu estou tendo da possibilidade de retornar ao meio acadêmico, mais uma vez, eu estou percebendo e sentindo que eu não tenho o perfil padrão e o tesão para ser sociólogo. Até mesmo porque, eu não vislumbro ser um professor universitário intitulado ou atuar em prol da transformação social e de outras utopias, apenas reproduzindo os teóricos e as teorias, sem arregaçar as mangas e fazer a minha parte no mundo. Eu quero muito mais da vida, independente de colecionar títulos, eu quero é ser feliz, não me sobrepondo aos outros através dos títulos, mas sendo eu próprio.

- “Eu dou total apoio aos meus amigos do meio acadêmico e aqueles que almejam isso, porque, se de alguma forma é importante para eles e traz algum sentido, que eles continuem nesse caminho. Mas, hoje, eu estou reavaliando os sentidos, os meus sentidos, pois, para mim, o sentido que eu achava ter tomado algum tempo atrás, perdeu-se.”


Não se trata aqui organizar a minha vida buscando um título acadêmico, mas, mudando o sentido a ser percorrido, o caminho a ser seguido. Ainda continuo como antes, buscando um sentido. Todavia, não abandonarei o sentido escolhido, até que tenha se esgotado todas as minhas vontades de estar nele, mas, acreditem não seguirei o modelo de ninguém, mas, o meu próprio - seja seguindo o mesmo ou mudando para um infinitamente melhor.

terça-feira, 17 de junho de 2008

5° graus


- “Ai que frio!!! Bruuuuuuh!!! Ninguém merece!!!”


Por conta de alguns compromissos na semana passada, eu passei o final de semana na USP. Na segunda, eu e “Fofa” estávamos conversando sobre a vida, enfim, sobre as nossas vidas, e nos deu aquela vontade de completar o cenário tomando uma cervejinha.

- “Fofo?!!!”

- “Oie, fofa!!!”

- “O que você vai fazer agora?!!!”

- “Nada. Porque?!!!”

- “Vamos lá no P1 tomar uma cervejinha?!!!”

- “Demorô!!!”


Detalhe, nós saímos do CRUSP ao P1, em pleno 5° graus. A temperatura mínima que eu já havia experimentado na vida foi 11º no Rio, em duas oportunidades, uma em 2000 e outra em 2004. Mas, resolvemos ir mesmo assim sem “pestanejar”, apesar do frio gelado no rosto e a ponta do nariz também.

- “Sinceramente, eu estou me descobrindo bem resistente ao frio, pois, eu achava que eu ia penar mais.”


Quando chegamos para continuarmos as nossas reflexões e devaneios sobre a vida e tudo ao nosso redor, tomando a nossa cervejinha – é claro, porque estávamos ali para isso; havia um trio recalcado na banca que nos criticou: “Como esse povo do CRUSP não tem o que fazer, tomando cerveja com uma temperatura dessas?!!!” Na visão deles, quase o fim do mundo.

- “Menos, menos... bem menos!!! Segundo os meus amigos físicos, o álcool no organismo ajuda aquecê-lo. Eu sempre resisti em tomar cerveja no frio, mas, não é que eles estão cobertos de razão, aqueci sim. Nem confiança para aqueles frustrados e começamos tomando a “loirinha gelada” e tagarelando.”


Depois um outro amigo chegou e ficamos até às 4h, praticamente ali. Perdemos à hora literalmente, queríamos no máximo voltar as 1h. Quando o papo é agradável e não falta assunto (ainda bem, e eu e os meus amigos sempre temos muito assunto para colocar em dia, né “fofa” ?!!!), não tem jeito, o tempo corre e a gente se esquece da vida.

- “E para acordar no dia seguinte?!!! Cruzes!!! Ai que preguiça!!! Mas, mesmo assim, chegando atrasado, fui a aula e passei um e-mail para a “pessoa mais saudosa do mundo inteiro”, dando os últimos informes sobre a semana repassada – tal acontecimento só foi comentado para poucas pessoas (VIPíssimas), com riquezas de detalhes, já que eu precisava de opiniões de peso. Tais opiniões foram unânimes, indo de encontro ao que eu pensava e com a minha a atitude.”


E quanto às temperaturas mais baixas?!!! Já que eu estou aqui mesmo, “praticamente na chuva, sem guarda-chuva”, vamos enfrentá-las, mas agasalhado como manda o figurino que eu não sou bobo e nem nada.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Honey, break my ice...


..."Let me break the ice
Allow me to get you right
Once you warm up to me
Baby I can make you feel
Let me break the ice
Allow me to get you right
Once you warm up to me
Baby I can make you feel..."


- "Eu nem preciso dizer mais nada, preciso?!!!"

domingo, 15 de junho de 2008

"DanDan" 2: O Retorno


Agora, sim... aparentemente, as coisas estão voltando aos seus devidos lugares.
3, 2, 1 : Ação!!!

SMACKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

A inercia que estava tensionando a minha solterice, no quesito "kisses in the night", está sumindo e o antigo "DanDan" está de volta, em grande estilo e com força total, fazendo o seu esporte preferido.

- "Ai que perigo!!!"


Conversando com uma amiga, ela me disse algo que me fez todo o sentido: "Não posso esquecer de que os meus caminhos afetivos já estão abertos, agora é administrar com cautela e sabedoria as "personas" que irão se aproximar de mim". Dependendo de quem seja, um "não" bem dado pode surtir muito efeito, seja para aproximar ou manter bem distante de mim.

- "Ontem a noite, por exemplo, depois do "pós-niver" da Vicky, eu me joguei na pista, com direito a muito beijo na boca, sem maiores consequências para evitar a "rebordosa da semana passada", e fatos inusitados, típico de ser meio sóbrio, meio ébrio, perdendo o par de meias (?!!!) e, se não bastasse 1 galo na testa, uma raladura na careca, após atropelar uma árvore que apareceu no meio do meu caminho. Apesar dos fatos, entre "perdas" e "atropelos", eu consegui chegar vivo na USP."

Eu heim?!!! Preciso me benzer com urgência por estou muito descuidado com a minha integridade física. Já não sou muito bom das ideias e levando pancadas na cabeça a "torta e a direita" é, no mínimo, preocupante. Será que eu estou "andando meio desligado"?!!!

sábado, 14 de junho de 2008

Releitura Semanal


Se é que podemos fazer uma releitura da vida, dos fatos, das situações, das atitudes e dos sentimentos, todos os dias e de diferentes formas de interpretar, por outros focos, outras lentes, outros ângulos, outras perspectivas, e hoje, eu parei para fazer uma releitura dessa última semana, em especial, pois ela voou e foi bastante intensa pra mim. E assim, eu acabei percebendo que:

  • A função de "A" na minha vida foi me "desenferrujar", já que eu estava afastado do esporte alguns meses, por "n" motivos, e, principalmente, para me relembrar de algumas regras básicas para viver: "Quem vai com muita sede ao pote, derruba o pote e fica com sede";

  • O que poderia ser uma partidaça, com muitos gols, não passou de um jogo amistoso, com inúmeras bolas na trave e o cartão vermelho foi marcado, antes mesmo da ocorrência de um lance mais perigoso;

  • Quando uma história já começa com mal entendidos e desconfianças, fatidicamente, na maiorira dos casos, termina da mesma forma como começou;

  • Meu lado "visceral" não se manifestou por acaso, pois alguns motivos foram dados para ele berrar;

  • De fato, tratava-se de uma clássica repetição, considerando que: "carência + ansiedade + impaciência = equivocos + precipitações";

  • E que a decisão tomada foi a mais certa.


Mas, eu não irei fazer disso uma mágoa, até mesmo porque, eu não irei me atolar numa areia movediça para perceber que não iria dar certo e, se houver, um próximo contato, que eu duvido muito que ocorra, tudo ficará no patamar de um fica de balada, onde passará de "ficante" para "amizade", como acontecia lá no início de tudo. Sem maiores atritos, sem maiores exigências, sem maiores vínculos.


E o que te espera logo mais?!!!

- "Além do niver da Vicky, acho que eu vou me jogar na pista... dançar, dançar e dançar..."

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Mais do que decidido: A vida continua...

Diante de todos os imprevistos acontecidos, de todas as desculpas frágeis dadas para justificar as minhas incertezas (que ao serem dadas, aparentemente, apresentam um certo sentido ate a próxima mancada), de todas as atitudes que apenas reforçam as minhas desconfianças, eu tomei a seguinte decisão:

- "Eu não posso me envolver com alguém que eu desconfie das palavras e das atitudes, por mais que eu tente acreditar, os sinais são evidentes e, no mínimo, estranhas, fazendo o meu senso de sobrevivência berrar: "Eeeeeeeeh uma grande roubada". Embora eu esteja muito encantado, pois, não seria diferente, porque eu estou muito carente e por "A" possuir encantos e atributos que necessariamente me deixaram (e ainda me deixam) muito balançado e, para mim, fazem completa diferença para eu me interessar, me apaixonar e me perder. No entanto, se for para eu me apaixonar e sofrer futuramente, eu prefiro evitar agora, que a empolgação está reduzindo e, de certa forma, nos estamos silenciosos e distanciados."

Nem sempre podemos ter o que queremos, quando queremos e como queremos. E, se a situação, já me incomoda enquanto "pós-fica", imagine se fosse no "status" de namoro. Talvez, não fosse "A", que pudesse me dar o que eu tanto procuro: "Um relacionamento sério e recíproco"; e, se a intenção era apenas ter comigo encontros fugazes e proibidos, isso não me satisfaz e eu não teria porque me submeter a essa condição - Claro que existem homens que topam isso, mas, nesse momento, minhas prioridades afetivas são outras.

- "Fazer o que, se eu tenho procedimento e me valorizo?!!!"

O que me chateia, não é a intenção de me levar apenas para cama (porque a banalização do sexo, sexo por sexo, já está mais do que corriqueiro neste mundo), mas, criar todo um jogo de cena afetivo, repleto de planos futuros e reafirmações de interesse sincero (que hoje soam falsos), acabam por criar expectativas e falsas esperanças. Isso não é "phoda"?!!!

Por essas e outras, que eu prefiro deixar como está, sair de cena, à francesa, deixando mais uma vez ao acaso: um próximo encontro, dessa vez, com alguém que esteja realmente disponível, ou, quem sabe, estabelecer laços de amizade, porque, apesar dos pesares, não precisa criar-se uma inimizade por "A" não estar a altura do perfil afetivo que eu quero para mim.

- "Então, a vida continua."

A Magia na ótica de Bourdieu


Na visão simbólica de Bourdieu, onde a vida social e religiosa é regida por signos e símbolos diferenciados (regras e normas sociais, condutas éticas e morais, costumes e hábitos comportamentais, tendências sócio-culturais, entre outros), a magia pode ser compreendida como religião. Porém, ao ser dominada pela racionalização, atuante na estrutura religiosa (sob o seu olhar mais racional, consciente e científico), a magia se tornou depreciada e vista como inferior.

Assim, com o surgimento da ideologia religiosa, representada por teodicéias (explicações religiosas) e filosofias de dominação e alienantes, ocorreu a negação dos ritos e dos mitos mágicos, suprimindo o culto mágico, miraculoso e extraordinário através do poder político ou eclesiástico (corpo sacerdotal legitimado pelo Estado) e demonizando os seus antigos deuses pagãos.

Em virtude disso, a relação entre a religião e a magia tornou-se minimizada e conflituosa, onde a magia passou a ser expressa através da manipulação legítima e profana do sagrado e pela imposição da dominação e da legitimidade estatal que privilegia o sacerdócio e prejulga e oprime a magia e o profetismo (representado pelo líder carismático que profetiza as revelações e as suas crenças e ritos).

- “Resumidamente, Bourdieu atribui à magia o interesse material, enquanto as práticas mágicas são consumidas como “bens de salvação ou religioso” e a manipulação e a coerção dos deuses e do sagrado de acordo com os interesses e as necessidades dos fiéis-clientes.”


Nesse clima repressor, a máquina religiosa oprime e domina os mitos e os ritos mágicos, associando-os as classes sociais mais carentes e menos desenvolvidas economicamente que buscam um imediatismo econômico e a realização das suas necessidades, dificultando o desenvolvimento das competências eruditas. Nesse sentido, são atribuídas as práticas mágicas as seguintes características:

  • Visam objetivos concretos e específicos, parciais e imediatos (em oposição aos objetivos mais abstratos, mais genéricos e mais distantes que seriam os da religião)”;

  • Estão inspiradas pela intenção de coerção ou de manipulação dos poderes sobrenaturais (em oposição às disposições propiciatórias e contemplativas da “oração”, por exemplo);”

  • Encontram-se fechadas no formalismo e no ritualismo do toma lá da cá”. (Bourdieu, 1974, p. 45)


- “Ledo engano que acredita que só os fiéis-clientes das classes marginalizadas economicamente recorrem às práticas mágicas. Os crédulos e praticantes da magia permeiam em todas as classes sociais, indo da A à F. Já em se tratando das “relações de troca” ou “DE UT DES”, (ui, isso me dá um nojo tão grande que vocês até imaginam o porquê), a troca que se prepondera neste caso, não é a troca do oportunismo barato e do alpinismo social a todo custo, mas na aquisição como um bem material e, geralmente baseado em relação de fé e subjetividade dos fiéis com os deuses pagãos.”


Enfim, na ótica de Bourdieu, a magia é caracterizada por sua profanação do sagrado, onde o mago ou feiticeiro ou sacerdote mágico tem o monopólio do saber mágico e a responsabilidade de atender as ansiedades e necessidades (íntimas e emergenciais) dos seus fiéis-clientes.


Fonte: BOURDIEU, Pierre. Gênese e Estrutura do Campo Religioso. In: A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1974.


O meu dia dos namorados


Desencontro ou não de contatos, agora pouco importa. O que aconteceu?!!!

"A" havia me ligado em casa às 12:00, mas eu já havia saído para a USP e, depois que eu resolvesse as minhas coisas, iria ligar-lhe para marcarmos o que havía sido combinado na noite anterior. Quando me desocupei, eu tentei ligar algumas vezes para o seu cecular, mas, estranha ou estrategicamente, o mesmo se encontrava fora da área de serviço, isso até às 16h, quando eu resolvi não mais ligar. Uma vez desistido, pois a minha desistência foi reforçada por todos os indícios fortes que haviam acontecido até ali, deixando-me desconfiado das suas atitudes, eu resolvi dar continuidade ao meu plano inicial: "Sair com alguns amigos para festejar a solterísse e ver gente interessante".

Eu é que não ia ficar em casa, no dia dos namorados, esperando por um retorno que não iria acontecer, como não aconteceu, ou choroso ou chatiado por causa disso, então, eu e uma amiga fomos ao Odara, colocar a conversa em dia, já que a nossa semana foi repleta de grandes, fortes e conflituosas emoções, e paquerar um pouquinho. Olhares rolaram, tanto para mim, quanto para ela, mas, não passou disso.

Brindamos, rimos um pouco, não tocamos nos assuntos que nos chatiaram durante a semana e voltamos para casa, depois de pensarmos em estratégias e planos e não supervalorizar algumas situações.

- "Meu saldo da noite?!!! Apesar de estar fisicamente cansado, um pouco chatiado em investir em mais uma tentativa frustrante e estar com a cabeça doendo, por causa da pancada que eu dei no sábado passado, deu para relaxar e resolver o que fazer daqui para frente."

Extra, Extra: “Catiguria” de última hora!!!

Informe: Embora esse texto tenha sido escrito dia 11/06/08, antes de eu ter recebido um telefonema na mesma noite, eu resolvi não postar, pois, eu poderia estar sendo injusto em estar criando essa categoria (Tão cheio de pluridos, né?!!!). Então, após a constatação do real perfil, no dia seguinte, baseados em atitudes concretas, resolvi postá-lo por fazer todo sentido e com o aval de alguns amigos(as) íntimos(as) com quem compartilhei a situação.





:o


Até onde vai a desfaçatez humana?!!! Você sabe?!!! Nem eu quero descer tão baixo para descobrir.

- “Tudo bem, que eu tenho cara de bobão, até jeito de bobão, mas, subestimar a minha bagagem afetiva, fundamentada em algumas décadas de montanha-russa afetiva, alternando entre altos e baixos, seria ignorar alguns aspectos importantes: Ser libriano, extremamente observador e reflexivo, ter um gênio, no mínimo, complexo e, apesar da aparente inocência, tenho algumas histórias a contar. É ruim querer me ludibriar com desculpas frágeis e desconectadas. Ainda mais agora, com a minha intuição estando aflorada.”


Se eu já estava em estado de alerta, policiando-me por estar supervalorizando situações triviais, sem desconsiderar que a minha carência afetiva está em estado latente, imagine não engolindo certas desculpas dadas e alguns imprevistos ocorridos durante a semana.

- “Pois, é, né?!!! “Quando a esmola é demais, o santo desconfia” e eu já estava desconfiadíssimo como vocês já devem ter lido anteriormente. Todavia, não há uma empolgação que dure muito tempo quando a pulga está atrás da orelha.”


Como eu descobri o “conto do vigário”, não registrarei aqui, mas, comentarei pessoalmente para poucos amigos, principalmente os V.I.P.S. Mas, de antemão, só rindo para não chorar. Como a situação foi “trash”, não poderia ser diferente, requer a criação de uma nova categoria, a TOP das “tops”:



CATIGURIA” OS PINÓQUIOS






- “Mais cara de pau e nariz grande impossível!!! Gepetto, traz o óleo de peroba aí, meu véio, que essa “catiguria” é destinado aos Pinóquios de plantão.”


Perdoem-me pela minha empolgação durante a semana, mas, dêem um desconto pelo fator carência está operante e pelos bons momentos vividos, que já foram vividos, embora fossem “castelos de areia”, até a descoberta dos fatos. Nem Sherlock Holmes e meu caro Watson seriam tão efetivos na descoberta. Quando a orelha fica em pé e o alarme apita, não tem jeito, é porque havia gato nesta tumba e como havia!!! Rs...

- “Eu não posso ser mal agradecido e preciso reconhecer que o “borogodó” foi delicioso e a química foi na medida, sendo efetivo nos últimos minutos do segundo tempo, apesar da persona ter sido desmascarada antes da premiação principal – Pois, quem me conhece sabe que eu não ofereço o meu banquete antes da hora, sem hipótese alguma.”


Então, até que eu estava acreditando nas palavras certas, na hora certa, nas boas intenções (aonde o inferno está cheio), mas, eu não sou o Gepetto que foi engolido pela baleia “Mobi Dick”, e, muito menos, a vovozinha para ser engolida pelo lobo mal. Agora, que eu ia mordendo a maça envenenada da Branca de Neve, isso eu ia, mas, ainda bem que houve esse “mas”, que por um triz eu não caia duro no chão, embora ainda esteja passado com as dissimulações e mentiras esfarrapadas contadas.

- “Deus é mais, meu Santo é forte e Eu não deito, não deito mesmo – Não seria agora que um chute na canela faria eu cair.”


Isolando os detalhes sórdidos e o meu romantismo incorrigível associado a minha carência endoidecida, vamos olhar o fato pelo lado positivo da situação e enumerar os prós, fazendo desse limão azedo uma deliciosa limonada:

1º) A minha intuição está funcionando;

2º) Foi melhor descobrir a patifaria agora, do que ver o narizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz crescer por causa de mentiras futuras;

3º) Evitar que uma empolgação se transformasse numa paixão arrebatadora;

4º) Evitar as situações que eu não estou disposto a me submeter;

5º) Não investir num “castelo de areia” para quando chegarem às ondas do mar, elas passarem destruindo tudo;

6º) Anexar mais essa breve experiência no meu “curriculum” afetivo;

7º) Rir da situação porque ficar chorando não vale a pena e não vai mudar os fatos;

8º) Amanhã, haverá várias baladinhas “maras” na cidade e eu não vou deixar de me divertir por causa disso;

9º) Sorte minha que eu me desvencilhei antes de colher maiores frustrações e grandes dissabores;

10º) A vida continua e a fila anda.


Então, meus queridos, estejam com todos os seus sentidos aguçados e em estado de alerta, porque vocês não poderão prever quando algum embuste ou uma farça, com cara de pau e um nariz gigantesco de tanto mentir, irá entrar na sua vida, tentando lhe enganar. Pois, a persona pertencente dessa “catiguria”, a top das tops, geralmente, apresenta um charme arrebatador, uma aparente perfeição, uma lábia interessante, porém, contraditória, e não vale o que come.

- “Pode me ligar à hora que for, que não há desculpa no mundo que me convença do contrário, porque mais uma máscara caiu e as peças dúbias começaram a se encaixar, dando um enorme sentido. Para todo mentiroso ou mentirosa que se preze já sabe: “Que quando o Pinóquio mente demais, o nariz dele cresce e, como castigo moral, ele não se transforma em um menino de carne e osso”. Ahhhhhhhhh, antes que eu me esqueça, nem adianta querer apelar para a fada azul porque ela tirou férias e está ajudando o David a encontrar a mãe dele. Sabe de uma coisa, seria 1000 vezes melhor que nem me ligasse mesmo para evitar a fadiga – poupe-me desse desagravo!!!”

Será?!!!


Será que se trata de repetições à vista?!!! Segundo a psicanálise e a parapsicologia, a nossa psique e a nossa energia vital são capazes de reproduzir alguns padrões afetivos e comportamentais, onde, sem querer muitas vezes, acabamos atraindo para nós mesmos alguns padrões de repetição: situações psicoafetivas, dilemas sócio-culturais, perfis parecidos, etc. e tal.

- “Because, will be?!!! Because, will be?!!!”


Após, eu ter me jogado nos textos e nos meus apontamentos de aula, tudo para desviar a minha atenção na minha atual situação, aparentemente mais um impasse afetivo a ser enfrentado, aff, eu fui ocupar a minha mente com coisas mais produtivas e colocar algumas pendências acadêmicas em dia. Encerradas as atividades, vim correndo “bloggar”.

- “Por incrível que pareça, mediante aos meus impasses afetivos, eu me torno muito mais produtivo. Foi assim com algumas pesquisas orientadas, meu último projeto de pesquisa, alguns papers... Sei lá de onde eu tiro estímulos para isso, mas, bem que poderia servir para aulas chatas, né?!!!” rs...


Mas, em relação à, não tem para aonde correr, tem uma série de situações que não estou disposto em se tratando de relacionamento, de impasses afetivos. Uma vez sozinho, algo que eu já estou mais do que resignado a ser, embora ainda não seja 100%, houve uma época, época mais que ingênua, eu pensei que a minha “lenda pessoal” era afetiva (só podia ser lenda mesmo, porque vira e meche a vida sempre me coloca no “ponto zero”), a tão desejada busca a dois, hoje, eu já começo a crer em outras vertentes opostas a isso. Fazer o que?!!! Deixa para lá, a vida continua como sempre, mesmo sendo sempre cansativo se deparar com mais um impasse, mais uma queda para depois ter que se recompor.

- “Mas, sem lamentações, nem choros, nem defuntos e caixões. Já nem me debato mais pelos outros, apenas por mim mesmo, quando incautamente eu quero dar o passo maior do que a perna, abraçar o mundo com as pernas e alcançar a estrela que não foi destinada para mim. Se é que existe uma estrela pra mim, não posso assegurar, mas, se ela existir, que caia no meu colo.”


Mas, o que essas repetições querem me mostrar?!!! Tudo aquilo que eu já sei e não estou disposto a me submeter (viver em função ao alheio, do trabalho alheio, da vontade alheia, da disponibilidade alheia, dos planos alheios, ou ter que fazer por onde acontecer ou ser o compreensível ou conter os meus ímpetos humanos ou ser o maduro ou relevar, relevar, relevar...) ou ainda não estou preparado para que a estrela caia no meu colo ou, necessariamente, eu passe por aqui sem encontrar. Enfim, o que você quer me revelar?!!!

- “É tão cansativo isso tudo – debruçar-me diante dessas hipóteses, repetitivamente, sem ter certezas. Submissão nunca rolou comigo e não seria agora, porque, posso até me envergar para alguns impasses e imprevistos, mas, quebrar-me por isso não vou. Se for mais uma repetição do que eu já experimentei, eu não quero. Eu me retiro de campo mais uma vez e prefiro me poupar de mais uma testada no orelhão público – Minha testa está doendo, mas, não é de chifre não, mas um galo mesmo!!!” rs...


Ahhhhhh, sem maiores chateações, nesse momento, eu vou é cuidar de mim, dedicar-me em direção às outras prioridades mais emergentes, não que eu queira desprezar a lacuna do meu coração ou negar que se trata de uma questão importante para mim, mas, me dá um desestimulante trabalho de cuidá-lo, eu não devo supervalorizar uma noite “mara” e alguns contatos travados nos dias posteriores, que podem me levar a nocaute mais uma vez, e cultivar a minha alegria, felicidade e força que residem dentro de mim.

Será que é uma repetição?!!!

Será que eu estou me despedindo desse jogo de sedução?!!!

Será isso ou será aquilo?!!!

Quem sabe, né?!!!


- “Eu só me recuso ficar esperando por sinais para definir a minha vida. Nesses termos eu sigo só.”


(Post escrito dia 11/06/08)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Happy Valentine’s Day – Brazil 2008


Sem maiores introduções, nós sabemos que o Dia dos Namorados está aí. Então, eu quero desejar aos meus amigos e aos leitores do meu “blogger”, que estão enamorados, um Feliz Dia dos Namorados!!!

- “Aos namorados, lembrem-se: Preservem os seus relacionamentos e valorizem a quem está ao lado de vocês lhe dando apoio incondicionalmente, haja o que houver, ontem, hoje e amanhã, até o dia que assim for, porque a concorrência é extensiva, é cruel e é desleal e, se existem alguns problemas e/ou pendências a serem resolvidas entre os casais, basta ter boa vontade, serenidade e diálogo para buscar uma solução saudável e ao contento. Empurrá-los com a barriga ou tratá-los com indiferença, descaso e omissão é apenas protelar uma situação conflituosa, muitas vezes, caminhando ladeira abaixo sob desfechos penosos e regado de muito sofrimento. Pensem em vocês, zelem por vocês!!! Cuidem do seu amor.”


- “Aos solteiros de plantão, não se desesperem por esse dia ou mais um dia de solteirice. Nada de desânimos ou lamentações, pelo menos na medida do possível, e vocês aproveitem o que a cidade pode lhes proporcionar nesse dia: “Assim, como você, como eu, existem muitos solteiros disponíveis por aí e que irão sair nesta quinta, quem sabe, o destino não possa conspirar ao seu favor?!!!” Ou, então, reúna uma turma alto-astral e saia para se divertir, se você não encontrar o seu príncipe encantado (antes que ele vire sapo) ou a sua Cinderela (antes que ela se transforme em abóbora), pelo menos, boas risadas serão dadas e a amargura não tomará conta dos seus corações disponíveis ou temporariamente ocupados.”


Estando acompanhado ou atualmente sozinho, “o importante é ser feliz e mais nada” como diria o Rei Roberto Carlos, sacou bicho?!!!

Lidando com Imprevistos


Reuniões de trabalho acontecem todos os dias, em todos os lugares. Até aí, tudo bem. Compreensível. Nem vou entrar no mérito da questão, se é verdade ou não, mas, votos de confiança precisam ser dados – de ambas as partes. Da minha parte, ainda não existem motivos para desconfianças, porém, confiar cegamente é outra história, outros 500.

- “Mas, Nem, justamente no dia do reencontro?!!! Putz, baita de um imprevisto, né?!!!”


- “Dan, afinal, o que você está pensando sobre isso?!!!”
- “Você quer que eu responda como?!!! Politicamente correto ou de forma visceral?!!!”
- “Do jeito que você achar que deve ou se sentir melhor.”
- “Ambos então.”



POLITICAMENTE CORRETO


Por mais que “levar um bolo” seja uma situação chata, meu bom senso pede para não fazer uma tempestade num copo d’água, considerando os seguintes aspectos:
1º) Ninguém está livre dos imprevistos de trabalho, principalmente em São Paulo;
2º) Você não está em posição ou condições de se interpor em relação ao trabalho – “Escolha entre eu e o seu trabalho”, fora de cogitação e a resposta você sabe muito bem qual é (ponto);
3º) Até agora toda palavra empenha foi cumprida;
4º) Você está tendo demonstrações que essa história ainda pode render mais do que já rendeu;
5º) A data do (re)encontro só foi postergada para o dia posterior;

- “Então, garoto, não adianta invadir tróia antes do tempo, relaxa e deixe fluir...”



FORMA VISCERAL


O menino mimado e contrariado grita, proferindo a sua primeira manha:

- “Puta que pariu, porra!!! Tinha que acontecer essa reunião logo hoje?!!! Porque não vem me ver depois da reunião?!!! Embora, justificativas existam, elas não foram plausíveis para a MINHA satisfação. SE FOSSE EU, eu iria sim!!!”


O adulto mais centrado responde:

- “Hei, menino mimado, quem está respondendo é o seu orgulho que foi contrariado na hora que você não queria, né?!!! MEU, MINHA, EU... Lembre-se, nem tudo acontece na hora que você quer. Menos, menos... menos pretensão, menos impetuosidade.”


O menino mimado e contrariado grita novamente, proferindo a sua segunda manha:

- “O que adiantou tanta empolgação?!!! O que adiantou tanta ansiedade para poder estar junto outra vez e “levar um bolo”?!!! A situação em si me deixou chateado.”


O adulto mais centrado responde novamente:

- “Então, “crionça”, vamos por parte:
1ª) Se você demonstrou empolgação e ansiedade, demonstra que você está vivo e está levando a sério a essa nova possibilidade, como você sempre faz;
2ª) No caso da chateação, mais do que normal essa reação, você é humano e estava apenas desejando que as suas expectativas do (re)encontro acontecesse da forma imaginada;
3ª) Agora, quanto a situação, não tem como escapar, os imprevistos acontecem todos os dias, para todas as pessoas, e só existe uma forma de lidar com a situação, superando-a em prol do que ainda estar por vir.”



O adulto mais centrado complementa:

- “Meninoooooooooooooo, você está é com medo de se envolver demais e não ser correspondido ou ficar chupando o dedo mais uma vez. Eu só posso dizer o seguinte, porque quem vai vivenciar ou não a situação é você: Só saberás o que realmente irá acontecer, arriscando, encarando, vivenciando. Lembre-se de que, não será dessa vez que você fugirá do combate, até mesmo porque, não é do seu feitio fazer isso.”


O menino mimado e contrariado apenas olha para o adulto de forma contemplativa [;)] e depois pensa consigo mesmo:

- “Eu havia me esquecido como a banda toca e uma lição essencial: “Qualquer relação só segue adiante com os seguintes ingredientes: voto de confiança, doação, bom senso e humildade”. Ser visceral têm as suas redenções, por outro lado, também têm os seus pecados.”



Ai, ai, ai... Quando a situação meche diretamente com a gente, com os nossos brios e fragilidades, nos colocando em cheque e nos colocando diante do “ego-espelho”, entre o gênio bom e o gênio mal, vem à tona uma série de questões pessoais:

  • Eu estou mais envolvido do que eu podia imaginar e até rápido demais, mesmo adotando a postura “deixando fluir naturalmente”;
  • O medo de não ser correspondido (mais uma vez) está sinalizando;
  • Até que ponto eu não estou emprestando, projetando e desejando ver em outrem, os atributos que eu estou buscando encontrar;
  • Será que eu estou tentando acreditar que é possível, embasado pelo meu viés carente e romântico atual?!!!

- “Preciso voltar à razão quanto antes, porque eu ainda não estou conseguindo usar a minha intuição e subjetividade da melhor forma possível. Se eu for agir como um kamikaze, vou me machucar mais ainda e o que é pior, acabar perdendo o meu foco e trocando os pés pelas mãos. Por onde seguir?!!! Razão ou Emoção... Sabedoria ou Sentido... Cautela ou Ousadia... Definitivamente, porque é que eu quero tanto jogar um jogo, que eu não sei jogar?!!! Eu acho que eu estou ficando é “doidio”, endoidecido, variando. No mais, seja em qualquer direção que eu vá seguir, tenho que ser verdadeiro comigo mesmo, com as minhas buscas e os meus critérios, estando certos ou errados, mas são meus e eu só posso contar com eles.”


- “Dan, todo esse discurso de auto-análise é muito bonito, pertinente até, mas... Será que você não está sofrendo por antecipação não?!!! Tudo está indo até bem, atrevo-me afirmar.”
- “É muito fácil para quem está de fora como mero espectador, mas, quem está dentro da situação sou eu.”
- “Então, (momento Babi em Ilha da Sedução): “Então, depois de tudo o que você percebeu, sentiu e vivenciou, o que você pretende fazer?!!!” Responda!!!” rs...
- “Se eu não tentasse não seria eu mesmo, mesmo correndo o risco de sofrer mais uma desilusão.”
- “Você não está se julgando muito envolvido não?!!!”
- “Estou. E o pior é isso. Não quero ser guiado pela minha ansiedade inata e a minha carência atual.”
- “Mas, não é bom se envolver verdadeiramente?!!!”
- “Depende da situação.”
- “No seu caso?!!!”
- “Pelo pouco tempo e a agilidade dos acontecimentos não.”
- “Ahhhhhhh, Dan, vai tomar choque!!!”
- “Com direito a camisa de força também!!!” rs...
- “Vai foqui U!!!”
- “@#&*%§$£$§%*&#@!!!”
- rs...
- “Respeita a “puliça”, “fela da gaita”!!!”
- “Okay!!!”
- “Mas, após esse “post”, depois desse desabafo em forma de auto-analise misturado com “DevANeIos dE um Louco”, eu estou mais tranqüilo e eu não serei malcriado, somente daquela forma que eu sei ser, com “Explosões de Sinceridade”, com palavras ferinas e toda a picardia, quando o telefone tocar ainda hoje – se tocar.”
- “Assim espero!!!”
- “Te prometo.”


"As lágrimas não reparam os erros!!!"

The Verve - Bitter Sweet Symphony (with lyrics)

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."