terça-feira, 14 de abril de 2009

Sessão XI: Preocupando-se com a reversão...


... E as suas implicações concretas!!!


Se toda sessão terapêutica precisa ser justificada, hoje, a minha terapeuta fez jus a isso - Simplesmente, ela matou a pau!!! A minha proposta de discussão foi analisar a angustia, presente nesses últimos dias, com relação ao meu retorno à São Paulo, cada vez mais próximo.

Embora eu deseje muito retornar, o contexto desse novo regresso é bem diferenciado, se comparado com as duas vezes anteriores (2007, 2008): O mestrado não é mais o meu foco principal, o surgimento da extrema necessidade de labutar, o início de um novo relacionamento, e, sobretudo, enfrentar novos assuntos de ordem prática (hospedagem/moradia, trabalho, recursos financeiros limitados, deslocamento, ...). Enfim, eu preciso passar por um novo processo de adaptação. Por isso, a reversão seja uma preocupação eminente e concreta, propondo-me a passagem do processo de desaceleração na qual me encontro para a aceleração em pouco espaço de tempo.

Diante desse contexto novo, instável e angustiante, surgem algumas implicações: "Será que esse retorno é prudente?!!! Será que eu vou conseguir andar com as próprias pernas?!!! Será que eu vou conseguir me sustentar sozinho em São Paulo?!!! Será que eu vou conseguir um trabalho em curto prazo de tempo?!!! Será?!!! Será?!!! Será?!!!"

Segundo a minha terapeuta, todas essas dúvidas são questionamentos pertinentes, normais, saudáveis e produtivos por estarem se retortandoa possibilidade do novo e indo de encontro com a minha vontade de regressar. Mas, tudo isso é muito mais complexo do que apenas dúvidas: "É uma ruptura com um padrão de viver de uma vida inteira".

- "Trata-se de romper com 30 anos de uma vida baseada no status de filho caçula e as benécies que ela representa, estando inserido num contexto confortável, protetor e satisfatório (sem grandes esforços), ambiente propício para uma conduta de acomodação."


Talvez, porque eu precise romper com qualquer situação que me sugira uma certa familiaridade, um certo estado de acomodação, eu esteja reticente em aceitar alguns apoios que podem facilitar a minha vida tão prontamente.

- "Se eu recuso tais apoios num primeiro momento, embora seja muito grato pelo carinho e a preocupação dada, não o faço como mero orgulho, mas com a necessidade de aprender a andar com as próprias pernas e a vergonha e a aversão de ser mal interpretado como oportunista. E, se é para viver na dependência de alguém, eu não quero ter que pagar esse alto preço."


O fato é que sair de processo de desaceleração para aceleração demanda tempo e paciência e não pode ser transposto de uma hora para outra.

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"As lágrimas não reparam os erros!!!"

The Verve - Bitter Sweet Symphony (with lyrics)

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."