sábado, 15 de dezembro de 2012

O que eu quero?!!!




O que eu quero é tão simples que acaba se tornando complicado - Oops, o ser humano de um modo geral acaba complicando. Eu complico, você complica, quem está ao nosso redor também, criando uma grande rede de comportamentos e valores complicações, assim, qualquer um de nós acaba estando exposto a tudo que colabora para formar o contexto do desencontro. Ninguém está imune a isso, deparando-se há qualquer hora, em qualquer esquina ou situação com alguém que atravessa o seu caminho, encontrando-se perdido, sedimentado por valores e sentimentos rasos e instáveis que desconhecem o respeito pelo próximo, a importância e a responsabilidade de se comprometer com alguém. 

É mais fácil fugir, enganar, não manter maiores e profundos vínculos afetivos e magoar do que se dedicar a construção de uma relação sólida, sincera e estável, pois doar-se integralmente à alguém e investir os seus desejos, sonhos e planos numa parceria é correr riscos, enfrentar e superar obstáculos diários. Indiscutivelmente, não é fácil. Requer foco, determinação, parceria e muito sentimento de ambos os lados. 

Infelizmente, chegamos ao seguinte ponto lamentável: Amar está se tornando cada vez mais uma teoria, baseadas em axiomas e hipóteses regidos por cálculos e regras, e menos prática, porquê a sociedade pós-moderna está tão egoísta, vil e impessoal que não sabe mais praticar esse afeto. Deseja, idealiza, subjetiva, mas não sabe proceder e nem tem a dimensão exata do que fazer com ele.  Agora, justamente nesse exato momento, eu me pergunto: Será que eu sei colocar o amor em prática?!!!

Foram tantos descompassos, tantos desencontros, tantos equívocos, que o tempo não foi o suficiente para conjugar esse verbo em toda a sua plenitude, fazendo que esse tempo todo eu me ocupasse e preocupasse apenas com paixões fugazes e sem profundidade, amores não correspondidos e namoros com prazo de validade. Talvez, nem seja assim, mas é a sensação que eu sinto agora. 

Justamente, por ter plena consciência de como estão contraditórios os comportamentos humanos e rasas as relações, eu prefira me poupar não apostando todas as minhas fichas de uma vez, porquê blefar é uma realidade afetiva. As pessoas blefam a todo instante, por quaisquer motivos. Esse senso de preservação e autodefesa me deixam em estado de alerta, levando-me a desconfiar das pessoas, principalmente aquelas que apresentam comportamentos duvidosos, e evitando que eu me doe cegamente, porquê não dá para ignorar em qual contexto as relações humanas estão sendo construídas. 

A gente acaba percebendo que amar não é um mar de rosas e é entre ressacas e tempestades  que devemos aprender a construir as nossas relações, mesmo quando a fé e a confiança não são as mesmas, antes de experimentar o veneno da primeira picada da decepção. E com o passar das próximas picadas, o antídoto não será tão mais eficaz na cura da dor e do coração partido. Pessimista?!!! Não. As coisas são o que são. Sem filtros ou lentes coloridas. Mas, como se não bastasse, apesar de toda aridez, sempre a fé brota apesar de todo abalo, como se fosse um milagre do mensageiro, ou surge do profano desejo de amar e ser amado.         

O ideal seria que pensássemos menos e sentíssemos, mas isto se somente se estivéssemos no mundo ideal, porquê nesse mundo cão das tentações e da máxima "ninguém é de ninguém", o simples nunca deixará de ser complicado e vice-versa.  

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"Eu não ficaria bem na sua estante..."