terça-feira, 13 de janeiro de 2015

É preciso esquecer para seguir...




"No se trata de enumerar sufrimientos, pero borrarlos".

(Acorralada, cap. 111)


 Sofrer faz parte do crescimento humano. É uma verdade absoluta e ninguém está isento disso. Agora, o que pode ser feito é aprender a lidar com o sofrimento de forma mais madura e sensata - De pronto parece ser complicado e difícil, mas, com o tempo, pouco a pouco, os nossos sentimentos acalorados e desproporcionais vão se acomodando ao cômodo e lugar e o que parece ser uma tormenta que nos traga, vai se dissipando no horizonte como o raiar de um novo sol pós dias cinzentos e chuvosos.

Uma das coisas que eu aprendi foi o seguinte: Até o sofrimento é opcional. Por isso, há uma escolha muito clara, um caminho a ser seguido. Ao invés de você ficar alimentando suas penas e ficar dando voltas e voltas no problema, se martirizando, se magoando ainda mais, você pode enfrentá-lo. Enfrentá-lo significa analisar o que te faz sofrer, compreendendo as motivações e a dinâmica dos acontecimentos, as suas culpas e responsabilidades - cada um tem as suas e basta arcá-las como tal. 

Uma vez racionalizando o acontecido, dando a dimensão exata, compreendendo as coisas como de fato aconteceram e são, é um passo importante para a próxima fase: seguir em frente. Se não pode esquecer (às vezes, não se pode mesmo, porquê irremediavelmente as marcas ficam e geram alguns danos emocionais e espectros na alma), pode deixar no passado, distanciando cada vez mais, tornando-se até indiferente.

Assim, mais do que enumerar sofrimentos, o importante é esquecê-los, tentar apagá-los para não atormentar a sua essência, a sua alma, para não amargar os seus dias. Ignorar, tornar-se indiferente, alheio ao ex-problema quando resoluto, é algo possível e pode ser feito em prol de si mesmo. 

É preciso esquecer para seguir. 
   

E o ano mal começou...




Quando não se trata da ação da natureza em forma de desastres naturais (enchentes, deslisamentos de terras, temporais, furacões & tornados, ...) ou quedas e/ou desaparecimentos de aviões comerciais (os airlines da vida), o ano é iniciado com a ação da mão humana, personificada nos escândalos de corrupção (as fraudes anuais do ENEM, onde todo ano tem uma irregularidade no processo de seleção dos estudantes, mais denuncias políticas como no caso da Petrobras), na violência urbana que evidencia cada vez mais a nossa caoticidade social e eventos de intolerância religiosa, civil e terrorista (o atentado ao jornal francês Charlie Hebdo, ocasionando a passeada em Paris em prol de represálias aos terroristas, visando segurança, justiça e paz; a morte de aproximadamente 2000 nigerianos ocasionada pela ação do grupo islâmico radical Boko Haram; sabe quantos eventos mais espalhados pelo mundo a fora).

Infelizmente, mais um ano começa assim: espantosamente em colapso, caótico e em conflito. E, não querendo ser pessimista com relação à redenção da humanidade, tudo me leva a crer que os desejos de fraternidade, prosperidade e paz no romper do ano novo ainda permanecerão na esfera do desejo, pois 2015 mal começou e...

... Ainda tem muito mais por vir. Que Deus e os homens tenham piedade de nós.  

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A sorte é sua. A responsabilidade dela também.




Não culpe os outros da nossa mal sorte. 
Só nós mesmos somos responsáveis por ela.

(Acorralada, cap. 164)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

La despedida by José Ángel Buesa




Te digo adiós, y acaso te quiero todavía.
Quizá no he de olvidarte, pero te digo adiós.
No sé si me quisiste... No sé si te quería...
O tal vez nos quisimos demasiado los dos.

 

Este cariño triste, y apasionado, y loco,
Me lo sembré en el alma para quererte a ti.
No sé si te amé mucho... no sé si te amé poco;
Pero sí sé que nunca volveré a amar así.

 

Me queda tu sonrisa dormida en mi recuerdo,
  Yel corazón me dice que no te olvidaré;
Pero, al quedarme solo, sabiendo que te pierdo,
Tal vez empiezo a amarte como jamás te amé.

 

Te digo adiós, y acaso, con esta despedida,
Mi más hermoso sueño muere dentro de mí...
Pero te digo adiós, para toda la vida,
Aunque toda la vida siga pensando en ti.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mas alla by Jessyca Sarango




" Se hizo penumbra el sol...
Y la oscuridad aprisiono el amor...
Se fue contigo la esperanza...De ver llegar juntos el Alba...
Mas alla de derramar mis lagrimas calladas, mas alla de esas frias madrugadas..."


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"Tocando" o céu




(...) Senti como se eu estivesse tocado o céu com a ponta dos meus dedos... 
Mas, a verdade é outra e bem distinta, Diana:
- O céu está demasiado alto como para poder tocá-lo.

(Acorralada, cap. 94)

domingo, 4 de janeiro de 2015

Como se puede?!!!




Como se puede ser fuerte con un corazón destrozado?!!!

(Acorralada, cap. 71)


Talvez não num primeiro momento, apesar de uma aparente fortaleza que alguns podem querer encenar para não expressar a fragilidade de um coração sofrido ou, então, a dureza que nos blinda por questão de proteção e/ou revolta e indignação. Todavia, apenas o tempo traz essa força interna que julgamos não tê-la por debilidade, descrença, desilusão e dor para poder nos fazer à seguir em frente. 

O tempo tem o poder de restaurar, apaziguar, apagar, transformar, resignar, ..., como também endurecer um coração que foi destroçado, que poderá trazer marcas que não se pode esquecer. Em alguns casos, alguns corações não conseguem se recuperar totalmente por mais força interior que se possa ter. Cada um reage de uma forma, à sua maneira e ao seu tempo. Não há regras ou diagnósticos ou certezas...

A única coisa que podemos afirmar é poder contar com a sabedoria do tempo e a angustia da espera. Porém, só o tempo acomoda as coisas em seus devidos lugares, nos ensinando a lidar melhor com todos os conflitos e marcas que afligem um coração destroçado, rompido, quebrado, sanando e amenizando parte da dor, quiçá recuperando-o.    

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sempre existe um pouco...




Aaaaaaah se não fossem as entrelinhas.  Mas, diante da falta de profundidade e tato das pessoas no trato com os demais e o imediatismo da aparência e da conquista, tornou-se cada vez mais comum estabelecer as relações na base da superficialidade, do supérfluo, do descartável e substituível e do simplório. Poucos conseguem ir além da superfície existencial e desfrutar o mistério que está presente e oculto no silêncio, na pausa, no indício, na incompreensão. 

Para isso, é preciso ter coragem e ousadia para se comprometer/envolver e ir além das entrelinhas do que: o olhar quis revelar mas não se atreveu; a timidez se acovardou em se expor; os lábios calaram; estava expresso no desejo das segundas intenções; enfim nas reticências (...) encontradas no decorrer do caminho. 

Sempre existe um pouco de verdade ou muito em tudo que não foi expresso na sinceridade exposta. Porém como exigir sinceridade e transparência dos outros se as pessoas tem dificuldade de serem honestas?!!! Expor-se sem barreiras e resistências é sempre muito perigoso e um risco, porquê a sua sinceridade pode ser uma arma usada contra si mesmo. Um ponto fraco em carne própria. E no risco da autoexposição sempre haverá alguém querendo tirar proveito e benefício em cima das debilidades do outro.

Assim, nesse campo minado, as relações que deveriam ser mais simples vão sendo construídas em cima de quebra-cabeças, de brincadeiras de esconde-esconde, sempre perpassadas por joguinhos mediados por sei quais intenções os outros podem nutrir por você. É sempre um passo de retração, de retrocesso, do medo da defraudação. Nesse contexto as personas vão se retraindo, ocultando, mentindo, dificultando, usando códigos e sinais para tentarem ser descobertas. 

Sabe lá quais as verdades que serão descobertas atrás das suas blindagens, intenções escondidas e meias palavras?!!! Dessa forma a sinceridade se transformou numa característica rara, num tesouro escasso, sendo usada e utilizada por poucos justamente porquê ser sincero é para poucos.     

Por ahora, déjame solo conmigo




(...) Y tú no te perfumes con palabras para consolarme
Déjame sólo conmigo,
Con el íntimo enemigo 
Que malvive de pensión en mi corazón...

(Joaquin Sabina - Corre dijo la tortuga)

Tanto por amar como por não amar





Xiiiiiiiiiiiiiiiii, será que você tem escapatória?!!! Penso que não. 

Não tem jeito, ninguém está imune das marcas que o amor deixou e ainda irá deixar. Pelos menos, as minhas marcas ainda continuam aqui, se aparentemente invisíveis, tornam-se perceptíveis em cada ação e pensamento, porquê elas fazem parte de mim: Dos meus acertos (gostaria que fossem bem mais triunfadores do que realmente foram), dos meus erros (lideram o ranking dos meus desencontros), parte das minhas alegrias e tristezas, das vezes que eu precisei me desafiar e arriscar, comprometendo a minha zona de conforto e os meus medos, dos sonhos e planos que eu deixei pelo meio do caminho e daqueles que ainda irão renascer, talvez e com certeza não serão mais os mesmos, mas, diferentes.
 
Apesar da possibilidade de um novo início, tem o seu charme enxergar por essa ótica positiva, dogmática e ingênua, mas, não muda o fato de que alguns cansaços, algumas mutilações, algumas marcas amorosas continuam ali, vivas, como em pleno estado de alerta e proteção. Dizem que o tempo apaga esses sinais. Não sei se apagam de todo, porém, ameniza os efeitos e os reflexos em que elas podem provocar em nós. Sim, o tempo nos ensina a lidar melhor com os nossos conflitos e caos afetivos. 

Tanto por amar como por não amar sempre haverá uma marca de frustração, seja pelo que foi quanto pelo que poderia ter sido e não foi. Em ambos os casos, por pior que seja a dor, nos traz amadurecimento, aprendizagem, vivências, ..., porquê amar não causa apenas alegrias, fortunas e finais felizes, apesar de todo mundo querer viver um "LOVE STORY" com um eterno "HAPPY END". Finais felizes nem sempre são para todos e para todas as histórias, com exceção nos contos de fada.   

Infelizmente e contrariando as opiniões mais positivas, amar também tem a sua cota de dissabor, desencontro e sofrimento. Cansaços, mutilações e fracassos também fazem parte do pacote. 

Com isso, a alma vai ficando mais opaca, os brilhos nos olhos vai apagando e o coração endurecendo... e somente um novo amor poderá restaurar você das sombras, se você deixar. Por enquanto, falando de mim, eu ainda caminho pelo vale das sombras, com a sutil diferença de que eu ainda quero estar sozinho, por que apesar do endurecimento do meu coração, ele está tranquilo e em paz - algo que me custou tempo e isolamento para conquistar.      

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."