segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Amores, desamores... Encontros e desencontros... Etc & tal...

Conversando com três amigos muito queridos nesta madrugada, um amigo de Araras (SP), uma amiga de Americana (SP) e uma amiga de Juá (CE), notei o quanto eles estavam frágeis e perdidos em seus caos amorosos. Refletindo sobre esse tema tão visceral, com ápices de passionalidade, às vezes, eu não tive como não pensar em mim, ainda mais estimulado por Peabo Bryson - proferindo palavras de amor...

..."You are my home
You make me strong
And in this world of strangers
I belong to someone
You are all i know
You're all i have
I'll always be just so (need you so)
I won't let go
You are my home"...

(Peabo Bryson & Linda Eder - You are my home)

E pensando em mim, baseado-me no meu último referencial emocional (o mais recente, no momento), surgiu automaticamente o seguinte questionamento: "Será que as pessoas não conseguem superar seus caos emocionais e estão a mercê deles, porque alimentam seus sentimentos (não correspondidos) e seus sofrimentos ou será que eu que eu sou implacável demais, quase um 'snow yeart' com essas questões, e me refaço com rapidez?!!!"

Acredito que ambas as questões colocadas estão corretas: existem aqueles que lidam melhor com as suas mazelas e outros não, depende da forma como você se posiciona diante da situação. Observando o comportamento afetivo de muitos amigos e conhecidos meus, noto que alguns deles acabam adotando aquele comportamento masoquista de se auto-flagelar, tanto no aspecto físico quanto no psíco-afetivo, e depressivo de sofrer até aonde não podem mais, apegando-se à lembranças, fotos, músicas, presentes, promessas e planos que não voltam mais e perderam a razão de ser depois do rompimento.

Claro, que compreendo as suas limitações e não quero julgá-los levianamente, até, mesmo porquê, a aprendizagem é uma conquista individual e o tempo de recuperação varia com as experiências vividas, a auto-estima e a postura diante da vida de cada um. Com relação aos mecanismos emocionais, cada um de nós tem o seu e tem o direito de tê-los e utilizá-los da melhor forma que acharem para viver os seus próprios sentimentos e calvários. Mas, particularmente, acredito que não é assumindo uma conduta de "vítima", "coi-ta-di-nho", "deixado" ou "largado", como alguns alimentam e fazem, que eles poderão passar por suas crises e caos emocionais de uma forma menos deplorável e sofrível. Mesmo chatiado e magoado com o rompimento ou fim do relacionamento, você não precisa perder o seu amor próprio, a sua paz de espírito e sua dignidade em nome de alguém que não soube lhe valorizar.

Sinceramente, ninguém vale a pena o suficiente para que justifique a perda de nós mesmos e da nossa auto-estima. Com os meus caos emocionais, que foram muitos, diga-se de passagem, eu percebi que não é alimentando sofreguidão, desespero e falsas esperanças ser o caminho mais saudável e rápido para esquecer e superar os desencontros e as decepções vivenciadas e, que possivelmente, poderão surgir. Assim, foi gostando de mim, em primeiro lugar, dando-me o devido valor, e investindo em mim, estabelecendo outras prioridades, igualmente importantes, que eu comecei a superar os meus momentos de luto afetivo. A partir desse momento, eu comecei a desenvolver as seguintes estratégias de recuperação:
  • Se o relacionamento não está bem, eu começo a fazer a minha parte buscando a solução do problema, até o dia que eu tenho a certeza que não tem mais o que fazer. Pelo menos, quando terminar, eu poderei sair dessa relação com a cabeça erguida e com a consciência de que eu fiz tudo o que estava ao meu alcance;
  • Antes do rompimento, vou me preparando psicologicamente para o término, assim, mesmo gostando (talvez, não mais como antes) e quando chegar o fatídico momento do fim, não ser tão doloroso e não ser surpreendido pelo fator surpresa - "Como assim?!!! Como terminou?!!!";
  • Analisar no decorrer da relação e, sobretudo depois, o que aconteceu de maneira crítica e objetiva, tentando ser o menos passional, se possível, porque não tem como você não deixar de sentir totalmente num momento crítico - a não ser que você seja uma máquina ou uma pedra insensível;
  • Tentar compreender o porquê de cada gesto, atitude, omissão e mágoa para a situação ficar bem resolvida para você;
  • Analisar os seus erros e acertos, sem querer dividir as culpas, porque, num relacionamento a 2, ambos são culpados e um erro tem como conseqüência o próximo erro. Ambos são culpados e responsáveis pelo êxito da relação;
  • Perceber se o tipo de relacionamento vivido é satisfatório, caso contrário, questione: "Será que eu quero e preciso de um relacionamento assim?!!!" ou "Será que é esse tipo de pessoa que eu estou buscando?!!!" Quem me conhece sabe, eu sou inquieto e impaciente para relacionamentos insatisfatórios, amores problemáticos e falta de atitude e de bom senso;
  • Não ficar preso aos relacionamentos insatisfatórios ou de aparência, porque a medida que você preserva isso, lhe deixa vulnerável e exposto a uma série de frustrações e aborrecimentos e, principalmente, evita que você conheça outras pessoas - quem sabe a pessoa certa? A pior solidão é a "solidão a 2"!!!;
  • Não ter medo de ficar sozinho, porque se você é uma pessoa bacana e com procedimento, há algum mortal nesse mundo que vá valorizar você (pelo menos a esperança é a última que morre) e que irá lhe amar pelas suas qualidades e aceitar os seus defeitos (contanto que não prejudique o convívio pessoal e a relação). Também é importante, que você goste muito da sua companhia, assim, sempre estará bem acompanhado, mesmo quando os seus amigos não possam estar presentes em algum momento. Sem dúvida alguma, "antes só do que mal acompanhado";
  • Não ter a obrigação de poupar o outro, por ter medo que ele(a) vá sofrer ou desmoronar com o rompimento. Lembre-se que: Cada um é responsável por si mesmo e precisa passar por determinadas experiências para se responsabilizar e aprender com as consequências dos seus próprios atos. Não é poupando o outro que você o ajudará a crescer e a se fortalecer diante da vida. Como eu sempre digo: "Não se faz o omelete sem se quebrar os ovos";
  • E, o principal, no meu ponto de vista: Quando você quer esquecer uma pessoa de fato, afaste-se dela, pois, não é mantendo vínculos com ela, que você esquecerá tão facilmente. Distanciamento associado ao tempo, faz toda a diferença. Nas duas primeiras semanas é complicado, concordo, é quase que um processo de desintoxicação e abstinência do objeto de desejo, mas, a ruptura se faz mais que necessária.

No meu caso, já algum tempo que venho procedendo assim. E assim, optei em não sofrer mais do que o necessário, tornando-me mais resistente e combativo contra a dor, o sofrimento e a desilusão. Eu acredito piamente, que "até o sofrimento é opcional", sobretudo, quando você é maduro o suficiente para sacar que: ao alimentá-lo mais no fundo do poço estará. Mas, isso não me faz melhor do que ninguém, apenas diferente e, talvez, quem sabe, mais disponível e corajoso para enfrentar as minhas mazelas de frente, sem enganos e desculpas.

Assim, como eu descobri a minha fórmula para lidar com os amores e desamores, encontros e desencontros, e, quisá, etc e tal, torço que você encontre a sua fórmula, pois, é fato: "Quem busca o amor, deve estar preparado para enfrentar e superar o desamor, porque ambos fazem parte da mesma moeda". Nesse sentido, tudo o que eu não preciso é delegar a responsabilidade da minha felicidade na mão dos outros, pois, ninguém tem a obrigação de preencher as minhas carências e expectativas - pois como são minhas, quem tem que preenchê-las sou eu.

Quando nos relacionamos com "tipos ideais", corremos sempre o risco de sofrer grandes decepções, porque, idealmente, preenchê-las é para uma figura mítica, utópica, não-existente, criada pela nossa cabeça - quando o nosso ego viaja em busca do sonho, do impossível, do perfeito, cria-se um abismo insuperável entre o que sonhamos e o que é possível realizar.

Se eu fosse supervalorizar um amor ideal, um relacionamento ideal, seria injusto pra mim, porque não conseguiria jamais reproduzí-lo, e também para a outra parte, porque jamais seria capaz de corresponder as minhas buscas e preencher as minhas carências e expectativas. Porém, não abro mão dos meus desejos e fantasias, pois eu tento realizá-los na medida do que é possível... Tudo o que é super, mega, over, eu deixo para discutir com o meu futuro terapeuta!!!

Como diria Millôr Fernandes, definitivamente, "o amor não é para amadores"!!! Concorda?!!!

domingo, 23 de dezembro de 2007

O Protagonista




Oh, Menino Jesus... Seu aniversário está chegando, né não?!!!
Mas, será que a humanidade lembra-se disso?!!!
Será que o espírito natalino cultivado por nós está lhe dando o seu devido valor e destacando-o como ator principal?!!!


Infelizmente, O Protagonista, acaba sendo reduzido ao papel coadjuvante, perante tanto consumismo, eventos sociais e egos inflados, mas, eu sei que o Senhor é tão generoso que já está acostumado com esse ôba-ôba natalino. Mesmo assim, queria deixar registrado aqui, que o seu nascimento profético marca uma promessa de renascimento para todos nós - meros pecadores que esquecemos de espiar as nossas culpas e responsabilidades, como também, prestar atenção nos seus exemplos de compaixão, solidariedade e devoção que o Senhor demonstrou até o seu último suspiro - O ápice da resignação para nos salvar.


E nesse natal, desejo que a chama da sua lembrança e onipresença não seja apagada e queria fazer uma pequena prece para todos aqueles que eu quero bem, que os meus familiares e amigos alcancem as suas graças e os seus merecimentos. E continuarei com a mesma conduta de sempre: Não vou pedir nada pra mim e agradecer por tudo aquilo que deu certo até aqui e aos ensinamentos aprendidos.


Abençõe essas pessoas em especial, os motivos pelos quais o Senhor, mais do que ninguém, sabe do que e porquê precisam:

Filozinha (meu porto seguro);
Moema, Mônica, Dilly e Ramon (minhas irmãs e meus sobrinhos);
Junior (meu melhor amigo);
Hérika, Patrícia e Jex (meus bloggueiros preferidos);
Hygo, Edilson e Régis (meus amigos do orkut);
Adele, Marluce e Cleidoca (minhas amigas do orkut);
Silvinha (meu chaveirinho);
Sabrina, Marcília, Tati, George, Jonas e Rodrigo (meus amigos de Fortaleza);
Rafaele e Renatinha (minhas amigas de infância);
Patrícia, Rossana, Renata, Nathy e Bel (minhas amigas de Colégio Batista);
Lena, Vicky, Anna, Saulo, Bibi, Vani, Viviane, Vera, Gi, Bolinha e Chico (alguns amigos e colegas do Crusp);
Juliana, Danny, Kelly e Andrea (minhas amigas de São Paulo);
Cidoca, Leka, Lucita, Fabi, Fer, Sirley, Mari, Elô, Lidu, Mônica, Serginho, Wall, Nich e a velha-guarda (meus amigos da comunidade 30 anos com Classe);
E aqueles que o Senhor quiser ajudar...


Enfim, um Feliz Natal para todos nós!!!

Sem noção, Ui...



Se Albert Einstein estivesse vivo, vivendo nessa babel pós-moderna - Era da sociedade da informação, ele seria um verdadeiro maratonista: sairia correndo... Ou, aflitamente diria:

- "Parem o mundo, eu quero descer"!!!


Todavia, nosso ilustre gênio deve estar tão assustado, que nem ousaria em comparecer numa "mesa branca espírita". No mínimo, ele deve estar se revirando no túmulo, chamando Jesus de Genésio e mordendo o rabo do capeta por estar estupefacto com os rumos que a humanidade está tomando. Se ele não grita, euzinho grito:

- "Socorro, Cicarelli!!! Oh, povo sem noção... Ui!!!"


Nobre gênio, take easy man, please!!! No stress... Você ainda não viu nada e nem queira ver, okay?!!!


Entra dia, sai dia... quando eu penso que a insanidade e a excentricidade dos humanos acabou, vem alguém ou algo que me deixam, no mínimo, intrigado. Só me basta balbuciar:

-"Nave-mãe, aonde você está que não vem me buscar?!!!"

Se duvidar, com licença ao Spielberg, precisarei plagiar o Et:

-"D'Et, telefona... minha casa!!!"


Embora, estejamos em contato com essa babel humana e sócio-cultural, não tem como não caçoar de determinados aspectos... São tão esdrúxulos e trashs, que só rindo mesmo para não chorar. Vejam bem:


  • Uma ala intelectualóide do planeta, escondida atrás dos seus títulos acadêmicos e cargos político-administrativos, supostamente suspeitos, acabam por reproduzir a teoria alheia, sem saber discutí-las em profundidade e aplicá-las em suas vidas. São praticamente papagaios de pirata que só cospem conceitos. Nem Deby & Loyde são tão rasos assim...

- "Ui... Como é tio, tem mesmo certeza do que me diz?!!! Hummmmm... não me convenceu. Conta outra, né?!!!"



  • Existe uma parcela "sui generis" bem diferenciada e intrigante... Certas mulheres com bigode acabam coçando os seus sacos imaginários, sendo mais macho que muito homem, e alguns homens, digamos com a alma mais feminina do que o convencional, tentam ser arrojados na night usando seus vestidinhos vermelhos e suas argolas e pulseiras de prata. Pasmem, causando mais do que as drags queens e as travas...

- "Ui... Nossaaaaaaaaaaaaa, esse povo é tão pra frente!!!"



  • Como a mulherada sofre hoje em dia com a falta de homem no mercado, segundo a reclamação das próprias, que morrem de medo de padecer no caritó com as suas chamas intra-uterinas. Realmente, o mercado masculino hétero está em falta, pois uma considerável parcela dos heteros, vivem de aparências e conseguem dar algumas escapadinhas discretas de vez em quando. Como diria um amigo meu carioquíssimo, que concordo com gênero, número e grau:

- "Ui... Não se fazem mais héteros como antigamente!!!"



  • Será que eu estou ficando maluco ou o conceito de hospedagem mudou?!!! Desde que eu me entendo por gente, seguindo os ensinamentos da minha família e as instruções dos manuais de etiqueta social, quando você tem a cordialidade de convidar alguém para a sua casa ou derivados, você convida com a intenção de ter seu convidado mais próximo de você e desfrutar da companhia dele. Pelos amigos, entre amigos, deveria ser assim. Recentemente em São Paulo, eu descobri uma nova modalidade de hospedagem, que o convidado tem que pagar a comida e as farras de quem hospedou.

- "Ui... Que horrorrrrrrrrrr!!! Cruzes, Deus é mais!!! Eu não me submeti a essa esdrúxula modalidade de hospedagem. Quem quiser vá trabalhar para bancar sua alimentação e o seu lazer. Eu não sou obrigado a sustentar ninguém, só a minha família, que não é o caso."



  • Algumas criaturas cinistras pautam as suas relações interpessoais baseadas em estratégias de negociação, capitalizando tudo o que pode e visando os seus interesses oportunistas e carreiristas, e em trocas de favores. Eu pergunto: Aonde ficam a admiração, as afinidades, o respeito e o encontro de almas?!!!

- "Ui... Estabelecer relações de troca e tratar os meus amigos como meros contatos?!!! Tô fora!!! Sou nem vampiro para sugar a alma e o sangue alheio..."



  • Alguns pensam que conquistar o carinho, o respeito e a credibilidade dos outros é feito através da imposição do medo, de ameaças, de perseguições e de intrigas. Terrível engano. Apenas quem tem carisma e brilho interior, faz desinteressadamente para receber espontaneamente. A troca de gentilezas e favores não se dá pela obrigação, mas pela consideração do gesto feito. Aos 10 anos, nas aulas de catecismo aprendi: "Quem ao irmão oferece o pão, está dando a Deus o seu coração."

- Ui... Quem esperar algum gesto meu através da obrigação, coitado(a). Pode deitar, porque não sou obrigado a nada!!!



Esses são alguns exemplos que merecem a reflexão, principalmente, para aqueles pretenciosos de plantão, que possuem a ilusão de que o mundo gira em torno dos seus próprios umbigos e querem sempre ter a razão. Nossaaaaaaaaaaa, como vocês são inseguros, não é?!!! Para se sentirem bem consigo mesmos, vocês precisam ter a razão e o controle de tudo em suas mãos, custe o que custar, vendendo até a alma ao diabo e deturpando os fatos e as situações, de maneira que, a vida e as pessoas sejam os seus algozes, responsáveis pelas injustiças, problemas e infortúnios sofridos por vocês.


Ah, como vocês se julgam importantes, não é messsssssssssssssssmo?!!! Acorda pra vida, que-ri-di-nhos!!! O ego de vocês não cabem no Planeta Terra. Diante disso, o que dizer mais?!!! Apenas, responderei:

- Oh, povo sem noção!!! Ui...


É... Um dia a gente acaba crescendo!!!






Q uando isso aconteceu e eu não percebi?!!!

De fato, eu não trago mais comigo os meus sonhos de infância. Isso deve ser, porque, com o passar do tempo, eu fui descobrindo à duras penas que se tornar um adulto significa em parte ter outras prioridades, bem diferentes daquelas quando éramos felizes e não sabíamos: Estudar, brincar, estudar, brincar... e nos chatiar por não querer fazer a lição de casa ou estudar para as provas; sonhar com os personagens dos desenhos animados e dos programas infantis, dos contos de fada, da carochinha e dos super-hérois; desejar ansiosamente para o Carnaval chegar logo, para usar a repetida fantasia de índio ou estreiar a prometida fantasia de pirata, a Páscoa para comer compulsivamente os ovos de páscoa, o mês de Julho para entrar de férias, o mês de Outubro para ter direito à muitos presentes, graças ao aniversário e ao Dia das Crianças, o Natal para entrar em clima de festas de final de ano e ir dormir antes da meia-noite para não correr o risco do Papai Noel não trazer os presentes... Ou, abrir mão deles, por não acreditar mais neles.


Quando a era da inocência vai embora e você deixa de ser criança, a realidade esbarra em você. Das duas, uma: Ou você, sucumbi, sendo engulido pela vida, que em alguns momentos ela é dura e cruel, ou você, tenta se adequar a vida, buscando compreendê-la para encontrar mecanismos de sobrevivência e satisfação. Eu confesso que já sucumbi diante a realidade, algumas vezes, mas, foi vivendo momentos de extrema fragilidade que eu encontrei a força necessária para continuar firme e forte atuando na vida. Atuar, sim, mas, como participante desse espetáculo, e, não, sendo outros personagens que não fossem eu mesmo.


E foi deixando de ser criança, inocente e super-protegido, que eu descobri: A partir do momento que você assume o papel de vítima, envolto por uma capa de fragilidade e de covardia, a vida passa por cima de você como um trator. Quando você começa a perceber essa sutileza natural da vida, como Darwin diria a "Lei da Seleção Natural dos mais fortes", você começa a amadurecer. É... um dia a gente acaba crescendo!!! Hoje, eu me refaço muito mais rápido, do que algum tempo atrás...


É nesse momento, que você começa a fazer escolhas em detrimento de outras, abrir mão de sonhos, perder ou diminuir algumas características pessoais importantes, tais como, a fé em Deus, o sentido e a positividade da vida, a confiança nas boas intenções das pessoas, a negação e a dúvida de algumas das suas potencialidades, o romântismo, a ingenuidade e a pureza infantil. Por mais que eu tente me enganar, achando que eu perdi algumas delas, a vida me demonstra que não. Mas, ao mesmo tempo que ela sinaliza que eu não perdi, talvez algumas pessoas cinistras que passaram na minha vida e/ou o meu jeito impaciente de ser sinalizam que sim. Sim, não. Não, sim. É assim que vamos caminhando... oscilando entre dúvidas e certezas, erros e acertos.


Se, por um lado, eu perdi a minha infância, por outro, a maturidade me deu ferramentas importantes para que eu possa lidar com as minhas inseguranças, questões e labirintos. Mas, quando se perde a ingenuidade, o colorido e a leveza da vida pueril vão embora juntos com ela e o preço a ser pago por essa perda, chama-se: Lucidez. O véu do lúdico, do sonho e da pureza é substituído pela lupa da realidade.


Umas das certezas que trago comigo e não abro mão é a capacidade de enxergar nas entrelinhas e fazer uma leitura crítica da vida, das pessoas e das relações através da lucidez. Mesmo que você tenha que pagar o preço da decepção, do engano e dos desabores. É, infelizmente, viver não é apenas fragâncias, cores e sabores.


E, por mais que eu tenha tido a minha cota de decepções, a lucidez é o melhor caminho para a felicidade, pois é ela que me faz enxergar a beleza, o bom humor e as lições positivas do imperceptível e do usual e me faz fortalecer diante das adversidades e dos obstáculos. Se eles existem, com certeza, é para serem superados. Todavia, crescer não é padecer, mas, aprender a viver com sabedoria e qualidade. Não sei se estou conseguindo, mas, vou tentando, tentando, tentando... Será que eu estou no caminho correto?!!!


Retrospectiva 2007




DAN'RETRÔ 2007




Quem disse que eu não vou fazer o meu ritual de final de ano?!!! Lamento, mas você se enganou... Eu vou fazer com direito a tudo: Ir para Canoa Quebrada, muito bem acompanhado, amém; usar roupa branca, simbolizando a paz que eu preciso para atingir os meus objetivos de 2008; usar cueca amarela (para atrair dindin, porque eu vou precisar) ou, quem sabe, vermelha (para atrair um amor correspondido, please, tô tão afim!!!), fazer simpatias para acontecer coisas boas, pular as 7 ondas e muita champainhe (Espumante Cereser "Não pode" e "ninguém merece"!!!) para brindar. Tim-tim, eu mereço!!! A nossa saúde...



É claro que eu irei fazer a minha retrospectiva de 2007, destacando os principais acontecimentos do ano e refletir sobre eles... Querendo ou não, é importante contabilizar os acertos e, principalmente, aprender com os erros para que não sejam repetidos no ano que vem.


Os principais fatos da minha "montanha russa ímpar" foram:



  • Ter iniciado o ano de 2007, em casa, por causa de um pequeno acidente doméstico que aconteceu comigo (do dia 30 para o dia 31/12), que me impossibilitou de viajar no reveillon. Mas, esse ano, eu prometo, não haverá nenhum "xaninhim" que me impeça de causar em Canoa neste reveillon;
  • Fui seduzido no carnaval por uma persona dos pampas que não valia uma cebalena... E que sumiu na quarta-feira de cinzas, fazendo eu me sentir como o próprio renascido das cinzas, quando o carnaval acabou;
  • Iniciei em março, um namoro virtual que durou 2 meses que me ensinou que: eu não tenho paciência para relacionamentos à distância; eu quero alguém que esteja na mesma sintonia que eu e me valorize; não se deve misturar as estações, amizade é amizade, amor é outros 500 (e eu ainda não encontrei) e, com o tempo devido tempo, a amizade pode ser resgatada novamente, sem traumas ou constrangimentos;
  • Passei 2 meses na solteirice plena, me divertindo muito e testando o meu poder de sedução, não havendo uma balada aos sábados que eu não beijasse, principalmente, no meu "templo do beijo" versão cearense;
  • Em agosto, fui acometido por um encantamento fuminante que me fez no mês seguinte desembarcar em São Paulo, acelerando a minha ida até lá, programada apenas para janeiro/2008;
  • Após o desencantamento, em outubro, aprendi que para se ter um relacionamento em São Paulo é preciso que as partes envolvidas precisam ter o mínimo de recursos financeiros possíveis para estar junto e desfrutar da companhia, porque na paulicéia disvairada o custo de vida é muito caro. Para mim, o dinheiro não é o salvo-conduto ou o aspecto fundamental de uma relação, mas, nesse caso, dificultou a possibilidade de estarmos juntos;
  • Definitivamente, aprendi que: Eu não tenho talento e nem paciência para criar e me envolver com pessoas mais novas do que eu;
  • Que os três meses que eu passei em São Paulo, serviu para eu amadurecer bastante e me tornar alguém mais forte, mais flexível e mais dono de mim, conseguindo superar situações adversas e conflitos, sem perder o bom humor e passando incólume por tudo;
  • Aprendi a valorizar a minha família, a pessoa quem eu sou, os meus verdadeiros amigos (aqueles que, mesmo longe, nunca deixaram de me apoiar e se preocupar comigo, se fazendo presentes nos momentos tumultuados em telefonemas, msn, orkut, torpedos e e-mails), o meu quarto e meus apetrechos, as minhas conquistas e objetivos pessoais e os novos amigos que eu conquistei em SP (amigos que me deram carinho, incentivo e palavras de conforto quando eu precisei, de forma desinteressada);
  • A missão USP foi realizada com sucesso, tendo mais êxitos contabilizados (tema e orientador definidos, pré-projeto em fase de correção e artigo científico em estágio de finalização) e, por si só, já justificaram a minha ida a Sampa;
  • A minha primeira adaptação a cidade de São Paulo ter sido positiva, deixando-me com saudades do ritmo paulistano, das amizades que eu fiz por lá (tendo o prazer de conhecer pessoas incríveis e que eu quero que continuem fazendo parte da minha vida), das maravilhosas baladas em que eu fui e das futuras oportunidades que lá estão;
  • A decepção com o beijo paulistano... segundo, a minha própria experiência (algumas bocas beijadas, por respeito à vocês, eu prefiro deixar os dados numéricos como indefinido, rs) e aos relatos que eu tive acesso, a turma precisa aprender a beijar, sim, e com urgência!!!;
  • Ter conhecido o lado provinciano de São Paulo, onde os próprios uspianos, a grande parte se acha o suprasumo do saber e da finess, acabam por reproduzir algumas baixarias, barracos e pequinezas, me deixando passado, muitas vezes;
  • O regresso ao meu estado e ao meu lar, doce lar, embora, esteja em mim, o gostinho de quero mais em regressar a "Sun Paulo".



AVALIAÇÃO: Enfim, sem dúvida alguma, houveram mais saldos positivos do que negativos, pois, os negativos, eu os tirei de letra, passando por eles de maneira sábia, serena e bem humorada, sem perder o meu foco: o que de fato me mantia ali, a pós-graduação. E termino o ano de 2007, com o sentimento de que tudo valeu a pena e, embora, eu não seja o mesmo Dan que começou o ano, sou alguém bem mais maduro, forte e flexível. Realmente, ninguém chega aos 30 anos impunimente.





Adeus 2007, que venha 2008!!!


(Com muito sucesso, né?!!!)

Quem disse que viver é fácil?!!!



De fato, viver não é nada fácil. Nem ao menos, nós temos um manual, no qual possamos consultar e seguir à risca para resolver todos os nossos problemas, em qualquer instância, e obter sempre êxitos em nossos objetivos e metas. E por não existir um manual infalível, acabamos reproduzindo os modelos que temos em casa: Os ensinamentos e os exemplos, nem sempre tão certos, dos nossos pais. Eles erram?!!! Claro que erram, só porque são nossos pais, não quer dizer que sejam santos, perfeitos e infalíveis de erro. São acima de tudo humanos, mortais e errantes. E sobre esse assunto, existe uma música do RC que é perfeita:


"Meu pai um dia me falou
Pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu
De me dizer a verdade

Da realidade do mundo
Que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer

Falou dos anjos que eu conheci
No delírio da febre que ardia
Do meu pequeno corpo que sofria
Sem nada entender

Minha mulher em certa noite
Ao ver meu sono estremecido
Falou que os pesadelos são
Algum problema adormecido

Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar

Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci

Agora eu sei o que meu pai
Queria me esconder
Às vezes as mentiras
Também ajudam a viver

Talvez um dia pro meu filho
Eu também tenha que mentir
Pra enfeitar os caminhos
Que ele um dia vai seguir

Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia,
Sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci

Meu pai tentou
Tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci"

(Roberto Carlos - Traumas)


sábado, 22 de dezembro de 2007

Diferentes formas de se viver em Sociedade


2007 está chegando ao fim... E ter vivido nessa montanha russa ímpar, alternando entre altos e baixos, colocou-me cara a cara com a vida em si, tão soberana e tão efêmera ao mesmo tempo, e as suas diferentes formas de se viver em sociedade. Cada um vive da forma como acha que deve ser, até aí, tudo bem. Porém, eu não me senti obrigado a seguir um padrão que não fosse o meu e, muito menos, que não tivesse haver com os princípios e os valores que eu aprendi na minha casa e no meu convívio social. Não venha me forçar a aceitar condutas esdrúxulas, mediocres e mesquinhas, porque, não fazem o meu estilo.


Viver com as diferenças é difícil sim, mas, no mínimo, enriquecedor... Mas, cada diferença nos serve para nos mostrar qual caminho a seguir e selecionar tudo aquilo que se aproxima de nós mesmos. Aprender também requer se chocar com o seu oposto. Mas, nenhum choque, conseguiu abalar as minhas estruturas, apenas reforçou tudo aquilo que não quero pra mim, por exemplo, viver em torno do dinheiro como se eu fosse um carrerista manipulador e reduzir as minhas relações interpessoais às simples e funestas relações de troca, no velho jeito provinciano do "toma lá, dá cá".


O que eu aprendi nesse ano foi: Eu posso ser eu mesmo, em qualquer lugar aonde eu esteja, sem precisar de "títulos" acadêmicos ou me submeter e compactuar com os jogos de cena e os seus embustes, porque, mais cedo ou mais tarde, as máscaras caem. Aonde estará a sua credibilidade?!!! Cabe a você encontrar sua forma de viver, seja, sendo o mais sincero possível (tendo o preço a pagar, porque ser autêntico é para poucos - de fato, conheço pouquíssimos) ou utilizando artifícios de sobrevivência pouco recomendáveis, que beiram o mau caráter (mentiras, manipulações, falsidades, discursos contraditórios, oportunismo). Será que os fins justificam os meios?!!! Ou os meios justificam os fins?!!! Se faltar ética, procedimentos e boa índole, pra mim, nada adianta, porque, eu não vou vender a minha alma ao diabo para ascender socialmente. Até mesmo porquê, a minha busca é outra: Começa com A e termina com R...


Você pode viver sem querer prejudicar o próximo e sem querer se apoderar da vida do outro. Só pessoas inseguras, mediocres e oportunistas querem brincar de "donos do mundo" e se beneficiar de trocas de favores ou chantagens - por serem incapazes de lutar por seus próprios méritos e terem os pecados capitais da soberba, inveja e ira em latência. Hitler foi um desses, que depois de um tempo, sucumbiu a sua própria ganância e megalomania. Abaixo aos "Hitlers da vida", por favor!!!


Mas, resumidamente, 2007 deixou um gostinho de quero mais, uma vontade de ir adiante as missões que deram certo e estão encaminhadas... O que deu errado, errou, mas, nem por isso deixou de ter o seu valor: me dar a oportunidade de aprender com as experiências não tão agradáveis, afastar da minha vida pessoas mascaradas e me deixar infinitamente mais forte. Enfim, as decepções não matam, mas ensinam a viver... All right!!!


Posso dizer, que nesse ano, vivendo da minha forma, não joguei os meus princípios na lama e nem pulverizei a minha essência. Bom ou mal, acertando ou errando, fui eu mesmo e termino esses 365 dias do ano, com a plena consciência de que fiz o meu melhor, pelo menos por esse instante, e estando tranquilo pelo ser mortal que eu fui. Perfeito?!!! Jamais... Se fosse perfeitinho, não seria eu. Mas, não cometi grandes pecados, crimes e heresias.


Então, que cada um encontre a sua forma de viver em sociedade e de se relacionar com o outro, pois, não existem fórmulas prontas ou comerciáveis. Você precisa encontrar o seu próprio caminho, sendo flexível perante as diferenças e dificuldades que a vida lhe proporcinará e, veja bem, reflita: Será que você quer ser um "Hitler da vida"?!!! Será que vale a pena você aprisionar a sua alma e ser uma pessoa infeliz, amarga e frustrada por querer ser alguém rígido, metódico, inacessível, gélido e esquisito?!!! Pense, a escolha é sua.

Os meus "bloggueiros" preferidos




Cada um de nós temos os nossos exemplos e referênciais de vida e as nossas fontes de inspiração... No universo do blog, eu os tenho também. Se hoje, eu estou aqui "bloggando", foi devido ao estimulado de acompanhar durante algum tempo, a devoção de três personas incríveis, que fazem parte da minha vida, e que escrevem religiosamente em seus blogs, deixando as suas marcas ímpares, marcas essas, que eu aprendi a admirar durante o ano de 2007. Os seus pensamentos e sentimentos variados, expressos em textos maravilhosos, me inspiraram e me divertiram bastante. Vocês nem sabem quanto!!!



E como não poderia ser diferente, eu gostaria de prestar a minha singela homenagem aos três "bloggueiros" que eu adoro e servem de referência pra mim, cada um com a sua especificidade:

  1. "Persona non grátis" - Pessoa que eu tanto amo e admiro, cativou-me com a sua inteligência, sagacidade e bom humor extasiante, me fezendo sorrir e pensar na vida em tantas longas madrugadas e alguns dias cinzentos... Tu és, com certeza, a principal "bloggueira" da minha vida, porque, você tem a essência rodriguiana em suas veias e tem uma sensibilidade incrível para retratar as suas verdades, sem hipocrisia e com uma autenticidade única: Doa a quem doer. Se doer, foda-se!!! Voa garota, o limite para você são as estrelas e ao meu lado, naturalmente...

  2. "Letras Convulsivas" - Uma anja recente na minha vida, mas, nem por isso, deixa de ser tão importante e presente na minha vida. Sua forma cítrica e formal de escrever, demonstra o quão tu és profissional e adoradora das Letras. Seu ideal transparece a sua fome de saber e a cátedra que todo professor brasileiro deveria ter pelo grande ofício que tem: O Ato de Educar. Mesmo entre tantas palavras fortes e rígidas, a doçura sempre esteve presente na forma como você se expressa. Ensina garota, nunca perca seu caráter construtivista e freiriano de ser, embora esteja atuando no meio escolar tradicional...

  3. "Jexmen" - O super-herói do mundo real que possui como arma e super-poderes o carisma, o profissionalismo multiplicador, a solidariedade e os sonhos de um menino ingênuo. Seus textos sempre são um estímulo para eu aprender mais sobre o universo do treinamento e do marketing pessoal e ter a cada dia mais a vontade de ser um profissional melhor. Hei, Mister Jex!!! Continue sendo esse profissional esforçado, sempre sedento por saber e pronto para ajudar todos que estão ao seu lado. Quando precisar de um help, não sou super-herói, mas, te estendo a mão. Brilha garoto, brilha...


Espero tê-los como estímulo e referencial para ser alguém melhor e continuar escrevendo por muitos e muitos anos... E deixo todo o meu carinho e satisfação em tê-los na minha vida, em todos os momentos. Vocês são os meus "bloggueiros" preferidos, além de amigos maravilhosos!!!


Demorei, mas "Blogguei"...



3, 2, 1: Ação!!!

- Até que fim, Dan!!!

(D'cabeça)

- Então, Demorei, mas "Blogguei"...

(D'alma)



Na verdade, eu estava adiando esse momento íntimo por algum tempo. Porquê será?!!! Talvez eu estivesse...

... Esperando o momento mais oportuno para criar um blog ou;

... Aguardando o próximo ano chegar (2008) ou;

... Transformar o meu blog num diário de bordo, já que, em Fevereiro/2008, eu estou indo me aventurar na paulicéia disvairada, desembarcando com a cara e a coragem e a mala com alguns apetrechos, em prol da minha pós-graduação ou;

... Por mera, falta de tempo ou;

... Por pura, acomodação mesmo.


Independente do motivo ou dos motivos que tardaram essa ação, o fato é que eu quero: Em primeiro lugar, que esse espaço online possa refletir o meu EU em cara, essência, criticidade, autonomia e picardia (bem humorada, diga-se de passagem), expressos em meus pensamentos e escritos; e, em segundo, que eu possa compartilhar com vocês, meus queridos amigos, um pouco de mim, das minhas impressões e sensações, dos meus devaneios e labirintos e das minhas experiências de vida.


Aqui, eu não tenho a intenção ou a pretensão de ditar verdades, mas, proferir e trocar as minhas verdades com vocês, de acordo com as situações vividas e observadas no meu dia-a-dia. Como não sou o dono da verdade e nem pretendo ser, algumas das minhas verdades a serem transcritas podem ser eternas ou não. Aquelas que não forem, que tenham a flexibilidade de mudar de acordo com o tempo, com o meu amadurecimento, enquanto ser mortal que eu sou, que tem falhas, erra e está em constante movimento e transformação, e com as novas descobertas e constatações que possam surgir no transcorrer da vida, que segue o seu curso independente da nossa vontade, das nossas regras e do nosso ego.


Se, por um acaso qualquer, eu puder fazer com que você possa refletir comigo e, assim, ajudá-lo(a) a detectar outra perspectiva diferente da sua, seja porquê você a desconhecia ou não estava atento(a) para ela, até então, eu já fico feliz em poder contribuir para o seu bem estar e a sua reflexão. Até mesmo porque, o caminho se faz caminhando...


E, no meu caminho, eu aprendi muito observando tudo o que estava ao meu redor, inclusive aprendendo com os erros dos outros e os meus próprios, reflexos de algumas quedas e alguns desencontros e decepções, essenciais para eu ser quem eu sou... independente, de ser bom ou ruim, sou o que sou e no momento me basta - porque estou com a consciência tranquila e sei que fiz o que eu sabia fazer, nesse dado momento.


Mas, isso não implica em dizer que: Eu não esteja buscando e disposto a ser alguém melhor do que eu fui ontem. Pois, acredito piamente, que o aprimoramento é uma busca constante e a perfeição, além de ser utópica, é uma máquina de fazer pretensiosos, loucos e estressados. E cá entre nós, no stress, please!!!


Essa singela apresentação, com um "Q" de justificativa, é o primeiro texto que inicia essa experiência online, que, sinceramente, eu espero que seja repleta de registros felizes, autênticos e contundentes e possa apresentar novas aprendizagens e novas possibilidades de ampliar o meu ciclo de amigos, virtuais ou não, e propagar ao mundo o meu olhar sobre a vida, sobre mim e o próximo.


Sejam bem vindos e que gostem de quem e do que irão encontrar...

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."