quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A condição intere$$eira feminina





Desde os primórdios, sobretudo a partir dos primeiros relatos da existência da sociedade machista e patriarcal, a função social masculina é de provedor. Graças a sua força física e a sua tendência objetiva para se dedicar ao trabalho, o homem dedicava-se a caça e a pesca para atender as necessidades familiares e a mulher cuidar da sua família e proteger a sua prole. Dedicar-se à família se tornou a principal atividade e responsabilidade da mulher e mãe de família.

Mesmo com a modernização do processo de produção e do ingresso da mulher no mercado de trabalho, a responsabilidade de cuidar da casa, da família, do marido e dos filhos ainda continuou sobre os ombros femininos. Matrimoniar-se significa até hoje como uma forma de subsistência para a mulher, sobretudo para as mais submissas, inaptas ao trabalho e dependentes afetiva e economicamente dos seus homens, como também um instrumento de ascensão social. 




Sob os olhos machistas, a mulher se tornou a sua propriedade, uma mercadoria, o seu objeto de uso e fruto. Ca$ar-$e com um bom partido, preferencialmente bem economicamente, faz do ca$amento uma opção feminina para cumprir com a sua função social. Se ca$ar-$e, tornou-$e importante para a vida $ocial e financeira para a mulher, e$colher o $eu parceiro em função da $ua carteira colaborou para que a me$ma desenvolve$$e o $eu perfil intere$$eiro. A$$im, o ca$amento tornou-$e um negócio rentável, uma união de patrimônio$ familiare$ e um re$gate do$ $obrenome$ tradicionai$ e $eu$ pre$tígio$ em ruína.



Com respaldo familiar, a condição intere$$eira feminina foi estimulada para que ela pudesse realizar grandes "negócios" e um pré-requisito de peso para escolher os seus parceiros e estabelecer os seus casórios. De certa forma, ca$ar-$e por conveniência financeira, em função de assegurar o conforto, o status social e o apelido familiar da mulher e seus futuros filhos, tornou-se uma forma de se contrapor ao casamento desinteressado e por amor.

É claro que ca$ar-$e apena$ por intere$$e financeiro não é visto por bons olhos, sobretudo porquê coloca em dúvida o caráter e a integridade ética e moral da mulher, mas, essa condição ainda hoje tem um forte peso na escolha dos seus provedores - Ooops, seus pares. Escolher um bom partido não é apenas (de)mérito para o tipo de mulher que depende financeira de um homem para sobreviver e sustentá-la.

Ser provedor ainda é uma preocupação do homem atual, podendo interferir na sua masculinidade e performance sexual, pois espera-se do pai de família que seja ele capaz para manter o sustento da sua família, atendendo as suas principais carências e necessidades, mesmo que a mulher também exerça a sua profissão e ajude no orçamento familiar.

Tanto a condição provedora do homem quanto a condição intere$$eira da mulher já se tornaram uma herança secular social, estando presente no imaginário coletivo e aceitável por parte de alguns homens, os mais $ucedido$, que não se importam se a sua conquista é interesseira, sobretudo se ele pode pagar para desfrutar a sua companhia, independente do status da relação entre eles, e satisfazer os seus desejos e caprichos.            

Todavia, a ambição e a ganância não são características exclusivamente feminina, pois também existem homens intere$$eiro$ e arrivi$ta$ $ociai$. Talvez, estas características se manifestem de diferentes formas entre homens e mulheres, todavia fazem parte do comportamento humano independente do gênero.  

A condição intere$$eira feminina é um fato e constituída socialmente, apesar de sua aceitação ser controversa. Agora, manter uma relação afetiva com uma mulher interesseira fica a critério de cada um. Afinal, tem de tudo nesse baile.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O amor eterno é o amor impossível





As minhas, as suas, as nossas ilusões, aos nossos impossíveis. Desde criança, nos fazem crer que cada um de nós temos que encontrar a persona certa que se encaixe em nossos sonhos e só ela será capaz de nos fazer feliz. Se não fosse o suficiente, também criam em nós a ilusão de ter um amor para a vida inteira.

Quando crescemos, nos damos conta que o mundo real é bem diferente e vamos nos frustrando pouco à pouco por cada desengano e desamor enfrentado. Na busca de um "sonho de amor", podemos acordar em um pesadelo, descobrindo que a dinâmica afetiva pode ser bem distinta daquela que nos fizeram crer: Contos de fada podem se transformar em farsas; a ilusão de um eterno amor, aquele para toda a vida, pode acabar; um único amor poderá dar espaço para muitos outros amores, se não iguais, mas diferentes em duração, intensidade e importância; enfim, outras ilusões podem cair por terra.

Pessimismo ou não, a verdade é que a solidão e os desencontros amorosos estão aí para contrariar esse ideal de eterno amor e que amar e ser amado na mesma proporção é para todos. Quem já se desiludiu, pelo menos uma vez na vida, sabe que amar dá trabalho, nem sempre ganha ou se é feliz no final e traz consigo a sua cota de entrega, renuncia, dor e sofrimento.

Quantas vezes não nos enamoramos por uma ilusão ou uma persona equivocada?!!! Ou passamos uma vida inteira correndo atrás de um amor idealizado e deixando de viver o que é real e possível?!!! Ou sonhamos com o impossível?!!!

Não descarto a possibilidade de que alguns casais tiveram a sorte e o empenho de construir um grande e duradouro amor, não porquê esse amor caiu do céu em seus colos, mas porquê se empenharam o suficiente para construir uma relação que esteja estruturada para manter-se à longo prazo.

 Também por teimosia nos fixamos na ideia de viver amores para uma vida inteira tal e qual os mais românticos apregoam. O conceito de eterno nada mais é do que a ideia de impossível, não concretizado, interrompido. Veja o exemplo de amor entre Romeu & Julieta. Se a morte não tivesse interrompido à relação e o sentimentos entre eles, será que esse amor teria sobrevivido à rotina, aos obstáculos que toda relação se depara, as interferências alheias, as tentações e os desajustes e conflitos entre o casal?!!! Nem William Shakespeare, se estivesse vivo, poderia nos assegurar. Fiquemos somente na imaginação. 




Quantos amores ficam ou ficaram ou ficarão sendo alimentados e concretizados apenas na esfera do impossível, em nossas imaginações?!!! Amém, desejo... Amém!!! Todavia, o que apenas vivo no mundo das ideias, uma hora pede algo mais de nós: um beijo bem dado, um toque mais ousado, a realidade nua e crua. Viver o platônico, o impossível, traz o ônus da frustração, da insatisfação - a dor de um amor não cumprido. 

A proposta desse post não é não amar e/ou abrir mão das ilusões, até porquê algumas delas precisamos para manter o sorriso na face e os olhos brilhando, mas viver o amor que é possível de ser vivido, que é concreto o suficiente para que os nossos dedos possam tocá-lo. Por fim, não cultuar o eternamente impossível, porquê viver o possível também custa dedicação e trabalho e está exposto à ação do tempo e da rotina.      

Encontre-se!!!




Nem mais, nem menos. Pobre de quem tiver essa difícil missão, porquê algumas lacunas e insatisfações afetivas são de domínio exclusivo e intransferível dos seus donos e ninguém teria responsabilidade e alcance para preenchê-las e satisfazê-las. Essa sobrecarga além de ser ingrata também é injusta. 

Nem sempre o ser idealizado corresponde ao ser em sua plenitude. Para evitar maiores desilusões é melhor que você seja bem resolvido(a) na vida e principalmente com as suas próprias emoções. Encontre-se!!!

Em defesa ao nosso pleno direito de errar




Alguns se equivocam em achar que ser uma persona madura é não cometer erros. Muito pelo contrário. Errar faz parte do processo de aprendizagem do ser humano e, em alguns casos. é muito mais marcante e eficiente do que um mero e coloquial acerto. A maturidade está em saber lidar com os próprios erros e de terceiros e também como comportar-se diante deles para superá-los.

O mundo tem a visão materna de superproteger os seus filhos de tudo e acima de todos. Todavia,  a superproteção se torna castradora e incapacitante a partir do momento que priva os indivíduos, desde a infância, em experimentar e tomar as suas próprias decisões e atitudes diante dos problemas e das circunstâncias que a Dona Vida lhe apresenta.

Ninguém vive numa redoma de vidro por vida para ser poupado dos problemas, das frustrações e das adversidades. Poupar os outros de aprender com as suas quedas e derrotas, seus próprios erros e suas dores acaba tornando-os incapazes de enfrentar a vida com a força, a coragem e a atitude sábia necessária para fazê-la. Para se viver é preciso dar ferramentas fundamentais para isso e não viver por elas, torná-la incapazes sobretudo emocionalmente e como bonecos de manobra. 

Mimos e superproteção demais estragam as crianças, tornando-as adultos incapazes, limitados e ridículos. Se nem Deus é capaz de impedir e abrandar as consequências dos nossos equívocos, quem dirá os meros mortais. Enfim, errar faz parte do nosso desenvolvimento humano e ao direito dessa aprendizagem não pode e nem deve ser negada, talvez amenizada para que os danos não sejam irreparáveis.  

Finalizando, eu defendo o nosso pleno direito de errar, porquê ninguém está imune disso. No entanto, não se trata de salvacionar  a irresponsabilidade de errar, mas aprender e evitar erros futuros que comprometam uma vida sana e feliz. À longo prazo, errar se converte em experiência, transformando tentativas de erros em futuros acertos.

E por falar em responsabilidade... (um pouco +)
















Sobre responsabilidade, já dizia Freud...




Responsabilidade & Liberdade: 

Ao meu modo de ver, ambas as ações deveriam caminhar de mãos dadas, uma ao lado da outra, para evitar qualquer distorção moral. Liberdade sem responsabilidade é a expressão mais palpável da libertinagem e do caos.   




Também somos responsáveis pelas nossas mazelas e pelo nosso próprio caos existencial. Você pode tentar negar as suas responsabilidades para os outros e até para si mesmo, mas... em algum momento, mais cedo ou mais tarde, a vida lhe cobra a fatura das suas ações e responsabilidades.  

Cuidado aonde você atira a sua pedra




Atire a primeira pedra quem nunca errou. Não pode não é mesmo?!!! Vai que de repente essa pedrada volte-se contra você e atinja em cheio o meio da sua própria testa... tudo é possível, dentro do que lhe toca. 

Duas coisas são completamente certas: A primeira, trata-se de uma verdade absoluta, o que concerne é que toda ação estando errada ou não traz uma consequência e uma responsabilidade; agora, a segunda, diz respeito como os hipócritas esquecem dos seus malfeitos e tomam "banho de pureza" fazendo juízo de valor levianamente. Quanta hipocrisia!!! 

 Agora, apesar das consequências e responsabilidades que cabem a cada um dos envolvidos, será que é justo trazer do passado um erro antigo e julgá-lo com o mesmo peso que lhe correspondia antes?!!! Será que as circunstâncias seriam as mesmas ainda hoje?!!! Será que o caráter ou a falta dele de quem errou ainda persiste até hoje?!!! Será que os motivos de outrora não justificavam o ato falho de antes?!!! 

Seja como seja, tal clichê poderá ser válido e pertinente: "Cuidado, o seu passado lhe condena" ou poderá te condenar por vida e até sabe por quanto tempo. A maneira de como encarar um certo erro é muito subjetiva e particular, onde cada um reagirá de uma forma. Quanto ao perdão... 

Assim como algumas penas e delitos, alguns erros poderiam ser prescritos ou "esquecidos" após 20 anos. Outros são como "highlanders", renascidos do inferno. Seja qual for o seu erro, você não pode fugir e/ou ocultá-lo por muito tempo, somente lhe restará afrontá-lo com a parte que lhe incumbe. Enfim, tenha o caráter necessário para admitir culpas e responsabilizar-se por elas. 

O fato é que alguns erros se tornam menores ou, pelo menos, mais aceitáveis com o passar do tempo, porque a dinâmica social e o olhar sobre a vida, as pessoas e as situações mudam ou a importância se dilui com o passar dos anos. Todavia, para falta de caráter não há solução, talvez nem perdão. 

Cuidado aonde você atira a pedra do seu juízo de valor. Toda precipitação é arriscada, pouco prudente e quiçá injusta. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Chuuuuuuuuuuuu, va!!!



Impressões furtivas de uma tarde chuvosa





Ele a iludiu. E ela agarrou-se nessa ilusão por muito tempo. Cada um com a sua cota de culpa e responsabilidade: Ele por ter feito promessas que não cumpriria; Ela por acreditar nas promessas clandestinas de um homem casado e alimentá-las por tanto tempo. Moral da história, ambos estão responsavelmente quites. (Por siempre mi amor)



Dois erros iguais, mas em circunstâncias diferentes. O primeiro foi uma traição apenas motivada pelo impulso instintivo e carnal dele (sem interferência dela) quando ainda eram noivos e antes do casamento ser cancelado, expressão do ímpeto do desejo nada mais do que desejo, trazendo consequências 9 meses depois e a ejaculação da mais pura irresponsabilidade. Já o segundo, uma traição motivada pelo rechaço dela em seu casamento para com o seu esposo, adicionada a dois ingredientes fatais: insegurança e desconfiança. Neste caso, também houve consequências 9 meses depois, porém, não esqueçamos que ela teve a sua cota de responsabilidade, pois um erro induz ao outro erro. Qual das duas traições merece perdão?!!! (Pasión y Poder)  Talvez contextualizando-as se alcance ao perdão, mas, ..., somente para aqueles corações que sabem perdoar.



Após uma madrugada destruidora: 


(...) Sun is up, I'm a mess
Gotta get out now, gotta run from this
Here comes the shame, here comes the shame

1, 2, 3 1, 2, 3 drink
1, 2, 3 1, 2, 3 drink
1, 2, 3 1, 2, 3 drink

Throw em back till I lose count

I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night
Feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier...

(Chandelier by Sia)



 

Fevereiro, sinônimo de ...




... exaltar a felicidade e esquecer os problemas por alguns quantos dias de folia;

... recordar os antigos carnavais;

... extravazar todas as tensões e tesões; 

... festejar o desejo em seus 5 sentidos;
 

... usar e tirar todas as fantasias fora do armário;
 

... beijar na boca sem compromisso, seja no salão ou atrás do trio elétrico ou do bloco de rua ou na avenida;
 

... puro folclore brasileiro, frevo, samba, suor e cerveja; 
 

... se jogar no meio da multidão;
 

... cair na gandaia com a minha bateria;
 

... deixar a seriedade para depois, depois da quarta-feira de cinzas;
 

... descansar e recarregar as energias quando o ano formal começar;
 

... Carnaval!!!

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."