quinta-feira, 26 de junho de 2008

MAKTUB, já estava escrito...


No céu, nas estrelas, no livro da vida, no meu destino, no meu mapa astral, em meus devaneios ou sei lá, que:

  • Eu seria escolhido até a sua chama se apagar ou transmutar-se em outra forma, em outra dimensão;

  • Eu estaria sob a sua atenção e proteção até o dia em que eu deverei partir;

  • Eu teria um gênio forte e uma personalidade complexa;

  • Eu teria que pagar um preço e fazer um ajuste de contas por ser assim;

  • Eu daria prioridade ao que de fato merece prioridade;

  • Eu daria respeito a quem o fizesse conquistar;

  • Eu não sou responsável pelas expectativas, lacunas e ilusões dos outros, pois, cada um é responsável por si;

  • Eu consideraria poucos, especialmente poucos, só aqueles quem comungassem em afinidades juntamente comigo;

  • Eu faria algumas escolhas, parte delas, de acordo com o meu bel prazer;

  • Eu aprenderia lições vitais significativas, algumas delas, quebrando a própria cara e sentindo na pele, já outras, observando os outros quebrarem as suas;

  • Eu não preciso jogar determinados jogos, nem compactuar com determinadas regras;

  • Eu não assinaria em baixo ou concordaria com falta de caráter, ações sórdidas, trapaças e omissões;

  • Eu teria luz própria;

  • Eu seguiria o meu próprio caminho, mesmo que, no decorrer do trajeto, eu precisasse alterar os planos e o meu sentido norteador;

  • Eu descobriria a tempo que: Se eu não fizer por mim mesmo, ninguém fará;

  • Eu só teria essa vida, até que se prove ao contrário (assim espero que sim), para ser feliz;

  • Eu não tenho nenhum pudor de afastar de mim tudo aquilo que não me acrescenta como pessoa;

  • Eu não tenho sede por bens, mas, por vida e experiências pessoais;

  • Eu travaria algumas lutas internas;

  • Eu não poderia fugir de mim mesmo;

  • Eu caminharia lado a lado com a razão;

  • Eu precisaria resgatar a minha emoção, mesmo que, resgatá-la represente vivenciar decepções;

  • Eu preciso ser maior que a incerteza, a fragilidade momentânea, as oscilações, os desfoques;

  • Eu saberia que a fortaleza reside em mim e o caos é o início do que ainda está por vir;

  • Eu precisaria aprender a lidar com a impaciência, a ansiedade e o tempo;

  • Eu seria uma conjunção de “explosões de sinceridade”;

  • Eu não me submeteria ao controle alheio;

  • Eu seria rebelde por natureza;

  • Eu iria me perder em alguns momentos, mas, após a perda, iria me encontrar novamente;

  • Eu seria unicamente responsável por parte dos meus sucessos e fracassos;

  • Eu estaria consciente de que a certeza não é garantia universal, o certo não é 100% fórmula de felicidade, o caminho pode ser desviado mediante às circunstâncias e descobertas, os sentimentos são mudados com o tempo, o absoluto também pode ser relativo, a verdade não cabe na palma da mão e a minha vida não admite interferências de turistas;

  • Eu teria a minha fé e os meus princípios testados;

  • Eu também estaria exposto ao vulnerável;

  • Enfim, eu preciso aprender o que já está escrito, foi escrito, e, dependendo das minhas escolhas e ações, os meus desígnios e as minhas conquistas e recompensas podem demorar ou não chegar.

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"As lágrimas não reparam os erros!!!"

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