segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz 2013!!!




Meus pensamentos ecoando... 


sábado, 29 de dezembro de 2012

Busquei e encontrei...




Aos poucos, eu estou voltando ao mundo real após um longo período de autoresgate. Nesse período, eu me afastei de muitas pessoas, algumas voluntariamente, outras nem tanto, mas, é o meu jeito de ser: Isolar-me do mundo, embora não seja nada pessoal, quando eu preciso equilibrar o meu eu interior, colocar as ideias e os sentimentos no lugar. O fato é que eu me tornei muito mais presente na vida de quem estava  longe do que daqueles que estavam perto. 

Ficou aquela sensação: 

- "E os meus amigos próximos cadê?!!!"


Quem não compreendeu o meu distanciamento, quando deveria compreender (se é que deveria ou teria sensibilidade para isso), das duas uma: Esqueceu dessa minha faceta ou a amizade não era tão sólida assim. Porém, nada de fazer exigências ou reclames. Reconheço que também dei abertura para isso. 

Então, fica o desafio de reconquistar as amizades de quem vale a pena pelas pessoas que SÃO e fazer novas amizades, desde que naturalmente. No mais, vamos que vamos... antes só do que mal acompanhado.  

  

Sem dúvidas...



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Passsssss sa, já de castigo!!!




Esse meu cupido não dá uma dentro!!! 

Affew!!!

Conselho para um amigo




Meu amigo, 

Pelo pouco o que eu observei, é nítido que se trata de uma persona mimada, insegura e carente, exigindo presença, atenção e afeto muito além do que você poderia dar. Em curto prazo, quando se gosta dá para tolerar e até mesmo fazer vista grossa. Todavia, projetando no tempo, à médio e longo prazos, comportamentos assim ajudam a deteriorar a relação, tornando a convivência mais difícil. Até que ponto a sua personalidade é capaz de lidar com isso?!!! 

E... também, não é nada confortável estar numa relação em que você acaba gravitando ao redor dela em função do conforto e das oportunidades em que o dinheiro pode proporcionar, justamente por estar subordinado à dinâmica da relação. Quando há um déficit nas contas bancárias, é natural que haja uma relação de poder e o comando esteja nas mãos de quem pode faturar mais.  A posição "eu mando e você obedece" vai se evidenciando com o tempo à medida em que você vai cedendo a todos os caprichos sem perceber e vai criando um ciclo de dependência financeira para estar junto, revelando a sua ausência condições financeiras como provedor e uma certa acomodação para querer agradar o outro e desfrutar da situação.

A cobrança sempre vem em tom de pequenas críticas, até o dia em que ela surge claramente, sendo jogada na sua cara como se fosse uma cuspida ou um bofetão. Uma relação saudável também precisa se equiparar na voz de comando e na questão financeira.

Pense nisso.

Nerudiando sobre a timidez





Concordo. Se você se deixar domar pela sua timidez, torna-se refém da insegurança e do medo e consequentemente acaba se refugiando na própria solidão. A tendência é cair no isolamento por optar pela autoproteção contra as frustrações e  pela segurança de se manter a salvo na zona de conforto.

Reflexão em duas partes: Concordo e quase concordo.






"No final das contas, você não vai achar quem você sempre procurou"... 

Concordo, porquê, limitar-se ao padrão ideal criado sempre será uma aposta de risco, uma vez que é muito  difícil, cruel e injusto para alguém encarar essa responsabilidade. Será que existe alguém no mundo capaz de se encaixar completamente nas suas expectativas e idealizações?!!! É um fardo muito grande tentar ser um personagem criado pela sua própria ficção.  E existem pessoas tão obtusas sobre esse aspecto que seguem os seus padrões à risca, não abrindo mão de nenhuma exigência e, ao adotarem essa postura rígida de seleção, elas acabam por não aceitar o outro como realmente são. Perdem a oportunidade de se permitir a conhecer o outro, mesmo que eles apresentem parte das suas exigências. Se não for tudo ou mais próximo do perfeito não serve, como se a perfeição fosse para o alcance dos meros mortais. 


"E sim se encontrar com alguém que sempre esperou por você!!!" 

Isso faz um certo sentido, porém, existe um aspecto que me causa um certo desconforto. Só seria ideal se a reciproca fosse verdadeira. Nem sempre quem nos espera encontrar cai nas nossas graças, nos levando a primeira parte da reflexão. Me incomoda essa percepção de que: A gente tem que gostar de quem gosta da gente; como se apenas isso fosse o suficiente para gostar e se relacionar com alguém. Aceitá-la cegamente como se fosse a única e última opção que restasse para você - É o que temos para hoje, soa até como uma escolha desesperada. E o que nós gostaríamos de encontrar em alguém também não conta?!!! Alguns gostos são indissociáveis justamente porquê cada um tem um padrão, um gosto específico que conduz a sua escolha.


A grande questão não é o que ou quem se escolhe, porquê cada um acaba elegendo os seus gostos e as suas escolhas, mas, o grande desafio é não se tornar escravo delas e saber ser flexível quanto as variações dessas escolhas acontecem e quando nos deparamos com o novo. É preciso ser perspicaz para perceber que, apesar desse novo fugir do nosso plano inicial, isso não implica em dizer que ele não seja interessante por sua originalidade, apesar da nossa cegueira que nos impede de perceber isso à priori.  Cuidado com a rigidez da sua busca e  escolha para você não fazer parte daquele seleto grupo: quem muito escolhe acaba só


Transgressão pertinente




Transgredir no sentido de transformar as regras e as percepções, perceber todas as contradições e alienações que nos aprisionam e degradam como indivíduos sociais e seres únicos que somos. É nesse sentido no qual eu defendo a transgressão como forma de libertação, redenção e autoafirmar a sua essência interior, opondo-se a sua conotação pejorativa de desordem, bagunça e canalhice.  

Você pode mudar as regras do jogo, criando as suas próprias sem ser desleal com os outros e sem se tornar um marginal por isso. Transgredir é ter coragem de andar na contramão, porquê andar na contramão é uma forma de se diferenciar na multidão e ter a opção de escolha, pensando, agindo e sentindo de acordo com as suas verdades e a tudo aquilo que lhe faz sentido, apesar das diferenças e das incompreensões.

Transgredir é existir, é materializar a sua personalidade e vontades. É ser indiscutivelmente, seja o seu lado bom e aceitável ou a sua antítese. Só apenas transgride na vida quem tem a coragem e a sabedoria de saber ousar na medida certa, em seu favor ou de uma causa maior. 

Transgrida, cause, seja você.

A esperança tem o poder de desarmar




Quando a gente tem a esperança viva dentro de nós, a tendência é acreditar que da próxima vez poderá ser diferente, levando-nos a abaixar a guarda e algumas resistências. E, se houver envolvimento, desarma-se. Alguns mais, outros menos. Eu acho que eu faço parte da segunda categoria, enfim, a vida me fez assim a partir das experiências que eu tive.

Você já percebeu que é em nome dessa esperança que você se pega: Esquecendo algumas lições importantes, que jamais poderiam ser esquecidas; repetindo alguns erros clássicos e vícios de comportamento; fazendo vista grossa para evitar alguns conflitos e desentendimentos; relevando e perdoando algumas falhas; não enxergando alguns defeitos e desvios de caráter; ignorando alguns sinais e alguns fatos importantes; colocando panos quentes e contornando algumas situações e até justificando o que não deveria ser justificado?!!! 

Em algum momento, é muito possível que todos nós tenhamos feito isso para tentar chegar num patamar maior da relação, seja para ir adiante ou tentar preserva-la. Isso se chama fazer concessões. Não é de todo mal, até porquê, para construir uma relação é importante ser flexível e aprender a ceder. Porém, quando isso se torna uma cegueira bem diante dos seus olhos ou uma estratégia de submissão, torna-se uma arma contra você.

Particularmente, eu acredito que não se deva fechar os olhos para tudo, pois o pior cego é aquele que não quer enxergar, seja por qual conveniência for. Quando você me disse que não tinha ações tão nobres quanto as minhas, eu não deveria ter feito pouco caso ou deixado passar como se fosse uma confissão banal - Como isso aconteceu bem no começo, eu achei melhor passar. Diante desse tipo de sinal não dá para ser complacente.  Ainda bem que não foram criados vínculos mais profundos e enraizados, se não eu teria dado um tiro no meu próprio pé. Esse é um exemplo claro de que não dá para cochilar quando o assunto é confiar nas pessoas. 

Por outro lado, seria muito chato e mecânico ficar 100% em alerta. Acabaria com toda a espontaneidade do envolvimento e criaria uma constante paranoia. O importante mesmo é aprender a detectar tais sinais no momento exato para evitar que você não se torne um refém do seu algoz/ inimigo íntimo. No entanto, onde houver esperança sempre haverá o poder de desarmar. Quem nunca se desarmou?!!!     

As (minhas) regras do jogo




2013 está chegando e é natural aproveitar esse momento da passagem para fazer algumas reflexões importantes sobre o que aconteceu de relevante comigo e reavaliar algumas atitudes tomadas. Não me proponho a fazer uma retrospectiva detalhada, nem mesmo breve, porquê não aconteceram tantos fatos extraordinários assim que mereçam ser pontuados. O mais importante que aconteceu comigo foi me resgatar dos dois últimos anos. Desde quando eu me protegi do furacão Baisch, por todos os motivos que eu já retratei na época, eu me fechei em mim mesmo, deixando que a minha auto-estima caísse e, como consequência disso, eu fui engordando, engordando, engordando... Eu nunca engordei tanto como nos últimos 17 anos.  De certa forma, o cansaço, a mágoa e a decepção me fizeram afastar de quem eu era. 

Me isolei de tudo e de todos, chutei o balde, literalmente, e me entreguei às gostosas tentações da gula. Mas, nesse ano, eu quis fazer algo por mim: Me resgatar, me valorizar e emagrecer não por ninguém, mas por mim mesmo. Desde então, venho investindo em mim, deixando a apatia de lado e recuperando a minha força interior e a minha vaidade. E, nesse processo, agi como eu acredito que deveria ser e senti, voltado para mim mesmo, para as minhas questões, os meus dilemas e o meu resgate. O meu afastamento foi mais do que necessário, embora tivesse quem não compreendesse. Porém, também não me senti forçado a dar maiores explicações, o que de fato não dei.  Fui egoísta, me desapeguei ao que/quem estava ao meu redor. Precisava de mim em primeiro lugar.

Desde maio, comecei a fazer a minha dieta e de lá pra cá, estou muito contente com os resultados alcançados. Estou mais satisfeito comigo mesmo, com a imagem refletida no espelho, mais confiante, com mais bom humor, melhor disposto e voltando a interagir de maneira mais agradável com as pessoas - mas, não forçando nenhuma aproximação, deixando as relações fluírem ao seu tempo e ao seu modo. Eu sempre opto pela sinceridade e espontaneidade, não me forçando a agir obrigado, seja em que situação for. Chato ou não, eu sempre tive o gênio muito forte, principalmente para me impor contra a qualquer tipo de controle sob a minha vida e dependência afetiva. 

Confesso que em 2012 eu tinha colocado como meta não me envolver com ninguém. De certeza forma, cumpri. Até porquê não surgiu ninguém que eu pudesse definir como determinante para isso. Conheci algumas pessoas, mas, eu não estava preparado para me envolver, por isso, não houve um aprofundamento maior. Estar bem consigo mesmo é fundamental para você estar com a sua auto-estima em dia para estar por inteiro, muito mais confiante para se deparar com o olhar crítico do outro e se entregar.  Apesar das paqueras, dos flertes e investidas, eu não me entreguei.    

E agora que eu estou voltando para o peso que eu quero, cada vez mais perto e muito mais estimulado para alcançar, eu me pergunto se realmente eu estou preparado para enfrentar as regras do jogo. Regras essas que, em parte, eu discordo pelo fato de serem regras tão vazias de significado e banais. Elas acabam nos colocando como mercadorias substituíveis e descartáveis, graças à fragilidade com que as relações estão sendo construídas, sem ausência de valores e comprometimento. 

Tudo o que está aí e a forma como os solteiros estão se comportando me enoja profundamente. A falta de foco (apesar da internet facilitar o acesso e a aproximação, também promove negativamente a substituição dos pares e alta rotatividade das relações de uma forma bastante rápida,  vulgar e vazia, onde você tem a possibilidade de conhecer várias pessoas ao mesmo tempo, sem se fixar em ninguém) e falta de respeito com os sentimentos alheios. Diante de tanta facilidade, inclusive na questão sexual, cada solteiro acaba sendo um produto com data de validade a vencer. Essa dinâmica me causa um grande desgosto.   

Sinceramente, não estou preparado para me tornar mais um solteiro na prateleira para ser escolhido, usado e jogado fora. Nem faço questão de sê-lo, o que me deixa a margem do processo e dificulta ainda mais as minhas possibilidades de abrir mão da minha solidão. Mas, namorar pessoas descentes e decididas com um propósito sério está cada vez mais raro, porquê, pessoas com esse perfil está em extinção. Não me interessa me nivelar por baixo e nem agir banalmente porquê a maioria faz. 

Embora o meu padrão de qualidade se engane às vezes, eu acho ainda mais digno e mais confortável criar as minhas próprias regras para jogar esse jogo, enfim, my castle, my rules. No entanto, jogar esse jogo não é tão fácil e blefar seja uma prática comum pela grande parte desses jogadores, amadores ou não.  Quais são as minhas regras?!!! Tem muito mais a ver como a forma de ver a vida e a maneira como se comporta para construir as relações, desde que seja baseada na retidão do caráter (sinceridade, honestidade, lealdade e parceria), no comprometimento com o outro (fidelidade, respeito, empenho) e na reciprocidade dos sentimentos. A questão física e sexual depende unicamente das afinidades e da química que envolve o sexo. 

No entanto, qualquer teoria cai por terra quando o sentimento acontece e o coração fala mais alto. Não é tão fácil e talvez nunca será ou estejamos completamente preparados para essa roda-viva de emoções e sem nenhuma segurança e garantia. Por isso, diante de toda complexidade para se envolve com alguém, é preciso ter bons propósitos para isso, sobretudo tendo planos em comum e muita vontade para caminhar junto, venha que obstáculo vier.    

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."