Cada um com suas urgências e pausas, inicios e fechamentos. Independente de qual movimento você se encontre e suas (des)motivações, nós estamos todos no msmo barco: Correndo e sendo conduzidos pelo tempo. Ou você o acompanha no mesmo ritmo ou ficará à margem da sua dinâmica.
No meu caso,
Ando devagar, porque já tive pressa
E levo esse sorriso, porque eu já chorei demais
Hoje, me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias, pela longa estrada, eu vou
Estrada, eu sou.
(Tocando em Frente by Renato Teixeira)
E nas minhas andanças, quando corri, caí e me precipitei. Hoje, sigo na calmaria, apesar de certos dias, nem tão calmos assim, mas, ... meu ritmo é cadenciado, é a espera de quem nada espera, é o acalanto de quem se auto abraça, é a sabedoria de quem andou.
Ainda não cheguei na minha chegada, sem bússola e sem cronômetro, mas,... sigo - sigo sendo a minha própria estrada. No meu ritmo, o tempo vai me direcionando e conduzindo, não à cegas ou baseado numa confiança ignorante e ingênua, mas, atento com as minhas próprias vozes, escolhas e entendimentos. Nem toda sugestão precisa ser acatada
Num suposto descontrole, a direção está no alcance das minhas mãos e a decisão final ainda continua sendo minha. A minha estrada sou eu, assim como os riscos e as consequências dos meus atos.
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