terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O amor eterno é o amor impossível





As minhas, as suas, as nossas ilusões, aos nossos impossíveis. Desde criança, nos fazem crer que cada um de nós temos que encontrar a persona certa que se encaixe em nossos sonhos e só ela será capaz de nos fazer feliz. Se não fosse o suficiente, também criam em nós a ilusão de ter um amor para a vida inteira.

Quando crescemos, nos damos conta que o mundo real é bem diferente e vamos nos frustrando pouco à pouco por cada desengano e desamor enfrentado. Na busca de um "sonho de amor", podemos acordar em um pesadelo, descobrindo que a dinâmica afetiva pode ser bem distinta daquela que nos fizeram crer: Contos de fada podem se transformar em farsas; a ilusão de um eterno amor, aquele para toda a vida, pode acabar; um único amor poderá dar espaço para muitos outros amores, se não iguais, mas diferentes em duração, intensidade e importância; enfim, outras ilusões podem cair por terra.

Pessimismo ou não, a verdade é que a solidão e os desencontros amorosos estão aí para contrariar esse ideal de eterno amor e que amar e ser amado na mesma proporção é para todos. Quem já se desiludiu, pelo menos uma vez na vida, sabe que amar dá trabalho, nem sempre ganha ou se é feliz no final e traz consigo a sua cota de entrega, renuncia, dor e sofrimento.

Quantas vezes não nos enamoramos por uma ilusão ou uma persona equivocada?!!! Ou passamos uma vida inteira correndo atrás de um amor idealizado e deixando de viver o que é real e possível?!!! Ou sonhamos com o impossível?!!!

Não descarto a possibilidade de que alguns casais tiveram a sorte e o empenho de construir um grande e duradouro amor, não porquê esse amor caiu do céu em seus colos, mas porquê se empenharam o suficiente para construir uma relação que esteja estruturada para manter-se à longo prazo.

 Também por teimosia nos fixamos na ideia de viver amores para uma vida inteira tal e qual os mais românticos apregoam. O conceito de eterno nada mais é do que a ideia de impossível, não concretizado, interrompido. Veja o exemplo de amor entre Romeu & Julieta. Se a morte não tivesse interrompido à relação e o sentimentos entre eles, será que esse amor teria sobrevivido à rotina, aos obstáculos que toda relação se depara, as interferências alheias, as tentações e os desajustes e conflitos entre o casal?!!! Nem William Shakespeare, se estivesse vivo, poderia nos assegurar. Fiquemos somente na imaginação. 




Quantos amores ficam ou ficaram ou ficarão sendo alimentados e concretizados apenas na esfera do impossível, em nossas imaginações?!!! Amém, desejo... Amém!!! Todavia, o que apenas vivo no mundo das ideias, uma hora pede algo mais de nós: um beijo bem dado, um toque mais ousado, a realidade nua e crua. Viver o platônico, o impossível, traz o ônus da frustração, da insatisfação - a dor de um amor não cumprido. 

A proposta desse post não é não amar e/ou abrir mão das ilusões, até porquê algumas delas precisamos para manter o sorriso na face e os olhos brilhando, mas viver o amor que é possível de ser vivido, que é concreto o suficiente para que os nossos dedos possam tocá-lo. Por fim, não cultuar o eternamente impossível, porquê viver o possível também custa dedicação e trabalho e está exposto à ação do tempo e da rotina.      

Encontre-se!!!




Nem mais, nem menos. Pobre de quem tiver essa difícil missão, porquê algumas lacunas e insatisfações afetivas são de domínio exclusivo e intransferível dos seus donos e ninguém teria responsabilidade e alcance para preenchê-las e satisfazê-las. Essa sobrecarga além de ser ingrata também é injusta. 

Nem sempre o ser idealizado corresponde ao ser em sua plenitude. Para evitar maiores desilusões é melhor que você seja bem resolvido(a) na vida e principalmente com as suas próprias emoções. Encontre-se!!!

Em defesa ao nosso pleno direito de errar




Alguns se equivocam em achar que ser uma persona madura é não cometer erros. Muito pelo contrário. Errar faz parte do processo de aprendizagem do ser humano e, em alguns casos. é muito mais marcante e eficiente do que um mero e coloquial acerto. A maturidade está em saber lidar com os próprios erros e de terceiros e também como comportar-se diante deles para superá-los.

O mundo tem a visão materna de superproteger os seus filhos de tudo e acima de todos. Todavia,  a superproteção se torna castradora e incapacitante a partir do momento que priva os indivíduos, desde a infância, em experimentar e tomar as suas próprias decisões e atitudes diante dos problemas e das circunstâncias que a Dona Vida lhe apresenta.

Ninguém vive numa redoma de vidro por vida para ser poupado dos problemas, das frustrações e das adversidades. Poupar os outros de aprender com as suas quedas e derrotas, seus próprios erros e suas dores acaba tornando-os incapazes de enfrentar a vida com a força, a coragem e a atitude sábia necessária para fazê-la. Para se viver é preciso dar ferramentas fundamentais para isso e não viver por elas, torná-la incapazes sobretudo emocionalmente e como bonecos de manobra. 

Mimos e superproteção demais estragam as crianças, tornando-as adultos incapazes, limitados e ridículos. Se nem Deus é capaz de impedir e abrandar as consequências dos nossos equívocos, quem dirá os meros mortais. Enfim, errar faz parte do nosso desenvolvimento humano e ao direito dessa aprendizagem não pode e nem deve ser negada, talvez amenizada para que os danos não sejam irreparáveis.  

Finalizando, eu defendo o nosso pleno direito de errar, porquê ninguém está imune disso. No entanto, não se trata de salvacionar  a irresponsabilidade de errar, mas aprender e evitar erros futuros que comprometam uma vida sana e feliz. À longo prazo, errar se converte em experiência, transformando tentativas de erros em futuros acertos.

E por falar em responsabilidade... (um pouco +)
















Sobre responsabilidade, já dizia Freud...




Responsabilidade & Liberdade: 

Ao meu modo de ver, ambas as ações deveriam caminhar de mãos dadas, uma ao lado da outra, para evitar qualquer distorção moral. Liberdade sem responsabilidade é a expressão mais palpável da libertinagem e do caos.   




Também somos responsáveis pelas nossas mazelas e pelo nosso próprio caos existencial. Você pode tentar negar as suas responsabilidades para os outros e até para si mesmo, mas... em algum momento, mais cedo ou mais tarde, a vida lhe cobra a fatura das suas ações e responsabilidades.  

Cuidado aonde você atira a sua pedra




Atire a primeira pedra quem nunca errou. Não pode não é mesmo?!!! Vai que de repente essa pedrada volte-se contra você e atinja em cheio o meio da sua própria testa... tudo é possível, dentro do que lhe toca. 

Duas coisas são completamente certas: A primeira, trata-se de uma verdade absoluta, o que concerne é que toda ação estando errada ou não traz uma consequência e uma responsabilidade; agora, a segunda, diz respeito como os hipócritas esquecem dos seus malfeitos e tomam "banho de pureza" fazendo juízo de valor levianamente. Quanta hipocrisia!!! 

 Agora, apesar das consequências e responsabilidades que cabem a cada um dos envolvidos, será que é justo trazer do passado um erro antigo e julgá-lo com o mesmo peso que lhe correspondia antes?!!! Será que as circunstâncias seriam as mesmas ainda hoje?!!! Será que o caráter ou a falta dele de quem errou ainda persiste até hoje?!!! Será que os motivos de outrora não justificavam o ato falho de antes?!!! 

Seja como seja, tal clichê poderá ser válido e pertinente: "Cuidado, o seu passado lhe condena" ou poderá te condenar por vida e até sabe por quanto tempo. A maneira de como encarar um certo erro é muito subjetiva e particular, onde cada um reagirá de uma forma. Quanto ao perdão... 

Assim como algumas penas e delitos, alguns erros poderiam ser prescritos ou "esquecidos" após 20 anos. Outros são como "highlanders", renascidos do inferno. Seja qual for o seu erro, você não pode fugir e/ou ocultá-lo por muito tempo, somente lhe restará afrontá-lo com a parte que lhe incumbe. Enfim, tenha o caráter necessário para admitir culpas e responsabilizar-se por elas. 

O fato é que alguns erros se tornam menores ou, pelo menos, mais aceitáveis com o passar do tempo, porque a dinâmica social e o olhar sobre a vida, as pessoas e as situações mudam ou a importância se dilui com o passar dos anos. Todavia, para falta de caráter não há solução, talvez nem perdão. 

Cuidado aonde você atira a pedra do seu juízo de valor. Toda precipitação é arriscada, pouco prudente e quiçá injusta. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Chuuuuuuuuuuuu, va!!!



Impressões furtivas de uma tarde chuvosa





Ele a iludiu. E ela agarrou-se nessa ilusão por muito tempo. Cada um com a sua cota de culpa e responsabilidade: Ele por ter feito promessas que não cumpriria; Ela por acreditar nas promessas clandestinas de um homem casado e alimentá-las por tanto tempo. Moral da história, ambos estão responsavelmente quites. (Por siempre mi amor)



Dois erros iguais, mas em circunstâncias diferentes. O primeiro foi uma traição apenas motivada pelo impulso instintivo e carnal dele (sem interferência dela) quando ainda eram noivos e antes do casamento ser cancelado, expressão do ímpeto do desejo nada mais do que desejo, trazendo consequências 9 meses depois e a ejaculação da mais pura irresponsabilidade. Já o segundo, uma traição motivada pelo rechaço dela em seu casamento para com o seu esposo, adicionada a dois ingredientes fatais: insegurança e desconfiança. Neste caso, também houve consequências 9 meses depois, porém, não esqueçamos que ela teve a sua cota de responsabilidade, pois um erro induz ao outro erro. Qual das duas traições merece perdão?!!! (Pasión y Poder)  Talvez contextualizando-as se alcance ao perdão, mas, ..., somente para aqueles corações que sabem perdoar.



Após uma madrugada destruidora: 


(...) Sun is up, I'm a mess
Gotta get out now, gotta run from this
Here comes the shame, here comes the shame

1, 2, 3 1, 2, 3 drink
1, 2, 3 1, 2, 3 drink
1, 2, 3 1, 2, 3 drink

Throw em back till I lose count

I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night
Feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier...

(Chandelier by Sia)



 

Fevereiro, sinônimo de ...




... exaltar a felicidade e esquecer os problemas por alguns quantos dias de folia;

... recordar os antigos carnavais;

... extravazar todas as tensões e tesões; 

... festejar o desejo em seus 5 sentidos;
 

... usar e tirar todas as fantasias fora do armário;
 

... beijar na boca sem compromisso, seja no salão ou atrás do trio elétrico ou do bloco de rua ou na avenida;
 

... puro folclore brasileiro, frevo, samba, suor e cerveja; 
 

... se jogar no meio da multidão;
 

... cair na gandaia com a minha bateria;
 

... deixar a seriedade para depois, depois da quarta-feira de cinzas;
 

... descansar e recarregar as energias quando o ano formal começar;
 

... Carnaval!!!

Quando fevereiro chegar...





Quando fevereiro chegar
Saudade já não mata a gente
A chama continua no ar
O fogo vai deixar semente
A gente ri, a gente chora
Ai ai ai ai
A gente chora
Fazendo a noite parecer um dia
Faz mais
Depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois depois amor ô ô ô ô

Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei
Só você, meu amor
Ninguém verá o sonho que eu sonhei

Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz de cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina
Me faz virar um astro incandescente
O teu amor faz cometer loucuras
Faz mais
Depois faz acordar chorando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois depois do amor
Amor ô ô

Ninguém, ninguém
Ninguém verá o que eu sonhei
Só você, meu amor
Ninguém verá o sonho que eu sonhei

Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz de cada olhar mais diferente
Tua chama me Ilumina
Me faz virar um astro incandescente
Teu amor faz cometer loucuras
Faz mais
Depois faz acordar chorando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois, depois do amor
Amor, amor 

(Geraldo Azevedo)

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."