(...) Cada vez que eu sinto um beijo seu na minha face
Eu luto pra manter o meu disfarce
E não deixar tão claro que te quero
Cada vez se torna mais difícil o meu teatro
Não dá mais pra fugir do seu contato
Estou apaixonado por você...
Então, cada vez que eu usei o "meu disfarce" nunca foi com o intuito de defraudar outrem, mas, essencialmente para manter-me oculto, disfarçado, visando a minha autopreservação e invisibilidade, fosse pelo viés platônico da situação ou ausência de reciprocidade das partes envolvidas.
Nesses casos, expor os meus sentimentos pra quê?!!! Pra quê colocar-me em evidência e em estado vulnerável se não estava na minha intenção em dar o próximo passo, muito pelo contrário, porquê não me convém para nada fazê-lo. Pra quê dar ousadia para a rejeição e frustração vociferadas através do "não"?!!! Colocar-se na linha de frente é desnecessário, quando se trata de uma situação imutável.
Entrar no céu à força ou guerrear em batalhas perdidas ou plantar em solo árido e pobre de nutrientes ou "fazer verão" sozinho não fazem o meu estilo e, nestas condições, não adiantaria nada. Há que se manterem a cordura, o bom senso, a vergonha na cara e amor próprio: "Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, sempre assim." Olha que nem "Gabriela, cravo e canela" sou.
Praticidade não permite que você perca o seu precioso tempo com o quê e quem não merecem esse movimento. Se você não persevera e abre mão, é porquê de fato não era tão importante e pulsante assim. Dom Quixote, HOJE NÃO!!!
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