Chega!!! Não há mais espaço para a ingenuidade e a ignorância política e, muito menos, para uma covarde neutralidade, ausência de consciência social e de classe e apatia social. Acordem, nem o "sonho americano", que se transformou em pesadelo, e nem tão pouco o "sonho paraguaio", que não oferece bem-estar social e nem direitos trabalhistas ao povo paraguaio, e/ou o "sonho argentino", uma mera ilusão, baseada numa caótica agenda econômica que está levando à Argentina para o abismo.
Já está na hora de desmistificar de uma vez por todas a falaciosa e irresponsável agenda econômica neoliberal. Nos países aonde há uma atroz desigualdade social e concentração de renda como o Brasil e os países latino-americanos, tendo a Argentina como exemplo, as reformas neoliberais não solucionam os problemas sociais. Muito pelo contrário, intensificam ainda mais as suas mazelas políticas (corrupção institucional), econômicas (fraudes e planos restritivos) e sociais (vulnerabilidade, degradação e exploração do trabalhador e pauperização e perda da dignidade e cidadania do povo).
Vale ressaltar, que a Agenda Neoliberal só atende aos interesses de uma minoria abastada composta por ricos, super-ricos, banqueiros, especuladores financeiros e crime organizado.
Dito isso, é preciso fazer um exposed das consequências desastrosas que a Argentina sofre atualmente a partir da implantação do plano econômico neoliberal em vigência por Xavier Milei:
Na Economia
- Aumento da corrupção institucional, onde o Presidente da Argentina e sua irmã, estão supostamente envolvidos em escândalos financeiros e institucionais;
- Apesar da redução da inflação galopante argentina, ainda apresentando índices altos, tendo o acumulo anual de 33,5% (dados de Agosto/2026), impactando alta dos preços nos setores como abastecimento hídrico, eletricidade, gás e cesta básica de alimentos;
- Com a dolarização da econômia argentina, ao invés de deixar a moeda nacional estável, houve como feito colateral à desvalorização do peso argentino, onde atualmente, de acordo com a conversão das moedas de pesos argentinos para o real, o peso argentino (294,91) corresponde à R$ 0,34 centavos em nossa moeda. Impactando diretamente nos planos fiscais do país e no turismo;
- Com a crise no mercado de investimentos, as empresas na argentina estão fechando e migrando para outros polos comerciais em diferentes país da América do Sul, especialmente para o Brasil, enfraquecendo o mercado argentino e o desenvolvimento do seu polo industrial.
Na Previdência Social
- Com a reforma previdenciária e seus ajustes fiscais restritivos, pautado por perda de benefícios, intensificou a vulnerabilidade na qualidade de vida e reduziu o poder de compra dos aposentados e pensionistas argentinos, gerando caos e manifestações sociais mediadas pela indignação dessa parcela da população;
- Idade Mínima da Aposentadoria: 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres e contribuição fiscal até os 70 anos.
No Trabalho
A Reforma Trabalhista do Milei representou a flexibilização e perda dos direitos dos trabalhadores e benefícios aos empresários, baseado:
- No aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias/48 horas semanais e adesão à banco de horas e compensações e Escala de Trabalho 7x0;
- Em caso de demissões, perda de direitos trabalhistas e descontos e multas salariais como ausência de remuneração por aviso prévio, justa causa, 13º salário, férias e bônus extras;
- Na questão salarial, o salário pode ser definido por metas de produtividade, mérito e desempenho individual, podendo diminuir a base do valor do salário mínimo e pode ser pago em outras moedas correntes como o dólar;
- As greves e manifestações trabalhistas são consideradas como uma arma contra o trabalhador, estando previsto ações punitivas e apenas 25% do quadro laboral poderá aderir às paralizações trabalhistas.
Segundo o Governo Argentino, tais mudanças trabalhistas visam combater a informalidade (como assim, se a precarização do trabalho impacta direta e negativamente nos direitos trabalhistas, influenciando o aumento do desemprego e adesão ao subemprego e trabalho informal?!!!), implementar a maior liberdade de negociações entre o patrão e o empregado (como assim, se num ambiente de trabalho desigual aonde o trabalhador encontra-se em desvantagem, ao invés de negociar, apenas lhe restará ceder) e atrair investimentos estrangeiros (muito pelo contrário, as empresas estão fechando, os postos de trabalho estão cada vez mais escassos, a taxa de desemprego e o custo de vida argentino estão crescendo e os argentinos estão imigrando em massa para o Sul do Brasil).
Balela!!!
No Social
- Endividamento da população e baixo poder aquisitivo;
- Aumento do Custo de Vida, perda na qualidade de vida e empobrecimento da população;
- Aumento da ala de desempregados e trabalhadores precarizados e informais;
- Vulnerabilidade alimentar e indigência, onde, para sobreviver, os mais pobres estão buscando alimentos em basureiros e comendo carne de gato e burros, segundo relatos nas mídias e noticiários latino-americanos.
Enfim, diante desse quadro desfavorável e caótico que foi exposto aqui, é notório que a Agenda Econômica Desastrosa implantada na Argentina por Xavier Milei não é compatível às nossas prioridades econômicas e, muito menos, atende as nossas urgências sociais. É apenas uma falácia para enganar muitos em detrimento das vantagens e interesses elitistas de poucos.
O "sonho argentino" será o pesadelo brasileiro. Nós não podemos permitir que essa agenda defendida pelo Plano de Governo do Flávio Bolsonaro se torne realidade. Além de desastroso, irresponsável e temerário, será um caminho sem volta e de terra arrasa sem precedentes.
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