Vim do futuro para te advertir, de antemão, desculpe-me, mas...
É preciso o passar do tempo e sua verdade mais contundente lhe atravessar devastadoramente para você se dar conta disso: No jogo do amor não existe certezas e nem tão pouco garantias de uma amor total e reciproco.
A reciprocidade transpassa num triz de sorte e de magia rara. Como assim?!!! Por mais que você se entregue por inteiro, mesmo que você esteja focado, teimosamente persistente, disposto e apaixonado, respeitando todas as regras desse jogo, até agindo com devoção, mesmo assim, pode ser que não haja empate (igualdade, reciprocidade, 50% to 50%), pois para alguém vencer, alguém tem que perder - neste caso, tomara que não seja você.
Quando se trata da eternidade, em viver um amor irreal, que reside apenas em seus sonhos e anseios, só restará uma ilusão baseada numa promessa. Mantê-la em pé requer de você trabalho hercúleo, convicção, fagulhas de esperança e ingenuidade e certa dose de sadomasoquismo.
Nas peças desse tabuleiro há perdas, comodidade, adaptação, desilusão e check-mate. Garantias com o tempo se transformam em blefes - quem disse que seria fácil e indolor, trapaceou, todavia à brindes, oásis, miragens e momentos de felicidade alternados de tédio e rotina. Onde talvez, numa outra circunstância e dimensão psicodélica, quando você descer das nuvens, necessite de torrões de açúcar para adoçar corações e quiçá lentes coloridas para amenizar a paisagem, a realidade e suas entrelinhas.
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