segunda-feira, 23 de outubro de 2017

E o caso do atirador adolescente em Goiás, heim?!!!








Quando eu acordei, me deparei com o seguinte fato sendo noticiado na TV: Nesta semana que passou, em Goiás, adolescente de 14 anos, que sofria bullying na escola, provocou vários disparos dentro da escola onde estuda, matando 2 alunos, incluindo o seu melhor amigo, ferindo mais 4 alunos e provocando caos e pânico nos demais alunos e professores.

Além de ficar chocado com a notícia e ser solidário à dor e ao luto de todas as famílias envolvidas, também provoca em mim, uma série de questionamentos e inquietações quanto: A frequência desses casos por aqui, a discussão sobre o desarmamento da sociedade civil brasileira e a problemática do bullying dentro e fora das nossas escolas.  

A aparente sensação de que eventos dessa natureza "fucking crazy", "so bad", completamente "insane", são tão distantes da nossa realidade, da dinâmica do nosso caos nacional... Oops, não é bem assim, ladies and gentleman, nem tão pouco um fato tão distante e isolado assim como pensamos, mesmo não sendo tão frequente se comparado as loucuras e bizarrices que acontecem nos USA. O Brasil também tem e cria os seus próprios monstros e aberrações, os filhos da violência urbana, da marginalidade criminal e cidadã, da ausência de oportunidades num país marcado pela desigualdade e exclusão social, segregação de "n" tipos (sociocultural, ideológica, racial, sexual, religiosa, etc e tal), ignorância e preconceito, crise ética e moral, ausência de um sistema de saúde e educação eficiente e inclusivo, enfim, uma vasta lista dos nossos problemas já tão bem conhecidos.

Porquê a questão do desarmamento?!!!  Se o adolescente não tivesse acesso a arma do pai (mesmo ele sendo policial - total descuido e irresponsabilidade desse pai; e mesmo que não fosse um pai policial), o sinistro poderia ter sido evitado e consequentemente os aumentos dos índices de violência, marginalidade e mortalidade que já são TOPs. Facilitar o acesso de armas aos jovens e adultos propiciam situações assim. O brasileiro não está preparado para lidar com a responsabilidade de ter armas de fogo em casa e o livre acesso à elas. 

Entre banalizar o armamento, tornando-o acessível à todos, eu creio mais viável adotar uma estratégia de capacitação profissional, reformar o plano de cargos e salários e equipar adequadamente os soldados do Exército Brasileiro e os policiais militares e civis, estimulando-os no cumprimento do seu trabalho, visando atuarem de maneira eficiente como os responsáveis pela segurança pública e nacional, em prol da nossa integridade física e cidadã e no combate incansável contra a violência, a marginalidade e o crime organizado. Sim, não esquecer de regulamentar à profissão e também capacitar os agentes de segurança privada.

E quanto ao bullying, farei uma autocitação da minha postagem logo cedo no Twitter: Se todo aluno brasileiro que sofrer #bullying na escola tiver o seu momento "atirador", as nossas escolas se transformarão num campo de tiro ao alvo. Numa sociedade preconceituosa e intolerante às diferenças, enfrentar o bullying na sociedade, seja ela dentro ou fora da escola, já é uma prática de sobrevivência, defesa e autoafirmação social. O termo "bullying" é relativamente novo, mas a prática sempre existiu através de "brincadeirinhas" e "piadinhas" sem graça, pegadinhas, humilhações, isolamento e brigas entre irmãos, grupos de amigos, colegas de escola e trabalho e grupos sociais. 

Agora, cada um lida com o bullying sofrido e reage à ele de uma maneira diferente: Alguns ficam mais tímidos e retraídos, como também depressivos e apáticos e isolados socialmente, já outros, se tornam mais revoltados e violentos. Será que ninguém teve a astúcia e a sensibilidade para perceber alguma mudança de conduta por parte do garoto?!!! Hei, pais?!!! Hei, escola?!!! E os amigos cadê?!!!

O garoto tanto é culpado, por ter sido o protagonista e responsável pelo tiroteio, como também uma vítima do sistema brasileiro, todavia, deve ser castigado exemplarmente e com direito há uma minuciosa avaliação psicológica por uma equipe multidisciplicinar e um raio x do seu convívio familiar, escolar e social. Ele não chegou a esse ponto ao acaso, do nada. Até que ponto o seu comportamento não foi influenciado e impactado por outros "modus operandi" de casos verídicos noticiados na mídia como também na internet ou outros tipos de influenciadores fictícios (games, filmes, seriados, novelas)?!!!

Aceitável?!!! Uma prática assim nunca será, pois danos e traumas irreparáveis já aconteceram. Justificá-los?!!! Sim, como primícia básica para identificar as causas e tentar evitar e/ou minimizar os efeitos e as suas consequências. A ferida social está aberta e é preciso conter a hemorragia e curá-la de toda e qualquer forma eficiente e quiçá definitivamente (ou próxima disso).

sábado, 21 de outubro de 2017

O relacionamento também cansa.








O relacionamento também cansa. Quando a gente imagina viver um grande amor, é comum projetarmos a duração dessa relação à longo prazo, de preferência para a vida inteira. Assim como, os nossos sentimentos não ficarão atrás, baseando-nos na ilusão de que esse grande amor, necessariamente pode até nem ser o primeiro e nem o verdadeiro, está assegurado ou quase por nossa legítima vontade de que aconteça de fato e nosso suposto controle - Aff, como se pudéssemos ter esse super poder de comando do nosso coração. 

Essa ingenuidade dogmática, esse lúdico desejo, já fazem parte do nosso imaginário coletivo, graças ao bombardeio ideológico que sofremos desde criancinhas, os contos de fadas e as histórias das princesas Disney estão aí para nos lembrar do culto ao amor romântico, e com o decorrer do tempo a tendência é piorar com a cultura do entretenimento (folhetins, peças e novelas, telenovelas, filmes, seriados, realities shows e as nossas crônicas e relatos do dia-a-dia. Quem não quer experimentar esse pedacinho de céu?!!!

Com o decorrer da prática, entre tentativas, acertos e erros, descobrimos o quanto é difícil pôr essa meta afetiva em prática. Palmas e respeitos para quem conseguiu uma relação com esse carimbo de qualidade, "eternamente juntos", e não cansou no meio do caminho. Agora, se foram felizes até que a morte os separou, é outra história. Infelizmente, nós esquecemos que toda experiência, duradoura ou não, feliz ou não, intensa ou não, tem o seu porquê, a sua importância para nos tornar quem somos, amadurecer e mostrar o que realmente deve ser valorado - a felicidade, independente do seu prazo de validade...

E os sentimentos também cansam. 




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Felicidades, sobrinho ..., Masssssss dá um tempo, tempo!!!







Hoje, o meu sobrinho completa 30 anos. WTF?!!! Sim, que porra é essa?!!! Para o meu total desconforto, o tempo está correndo mais do que deveria, talvez para outra pessoa haja alguma controversa de expectativas.

O tempo é tão relativo quanto a nossa capacidade de saber esperar. Quando eu era um pré-adolescente, muito precoce diga-se de passagem, eu queria que o relógio corresse à 1000 km por hora para completar 18 anos e agora, aos 40, eu penso que o meu desejo daquela época poderia ter me contrariado e os ponteiros deveriam desacelerar ou melhor: STOP!!!

Confesso que, em se tratando de "amadurecer cronologicamente", eu ainda estou em fase de transição da negação para aceitação, porque ninguém gosta de admitir, mas não é fácil ou deixar para traz o vigor físico e a jovialidade, substituir a aparência fresh por rugas, cabelos e pelos brancos, flacidez muscular e cutânea, ... Opa, é bom parar por aí!!! Sem a hora da saudade e melancolia, pois o importante mesmo é parabenizar o aniversariante do dia (Felicidades, Ramonzito!!!) e "eu quero bolo"!!!  

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

MoralidadeSIM, MoralismoNÃO!!!





Longe de mim ser moralista. Mas, na minha opinião, para se viver em sociedade e com civilidade, é necessário preservar algumas regras sociais e condutas éticas e morais para manter identidade cultural, unicidade como nação e manter uma convivência harmoniosa (dentro do possível, respeitando os limites e as diferenças de cada um), como também estabelecer outras novas para acompanhar a evolução do homem e da dinâmica social. Não dá para ficar à margem das regras e condutas sociais, caso contrário, viraria uma zona generalizada, uma anarquia. O ser humano em si é imprevisível e "doido" e precisa de ordenação social (regras éticas e morais, leis penais, códigos de conduta, sistemas políticos, grupos sociais, etc e tal) para viver em harmonia e em comunidade.  

Esse discurso parece ser tão utópico, né?!!! Mas, diante da complexidade humana, indiscutivelmente nós precisamos de ordem. Fato. Porém, essa busca pela Ordem & Progresso, não precisa ser travestida por modelo ideológico arcaico e excludente baseado em falso moralismo, preconceito, intolerância, hipocrisia, ideias tradicionais ultrapassadas, radicalismo, opressão, repressão, falta de liberdade de expressão, enfim qualquer artifício que possa inferiorizar, subjugar e massacrar os direitos e a cidadania de qualquer pessoa e/ou minoria. Nesse contexto, para a nossa realidade, precisamos encontrar soluções políticas, éticas e morais baseadas na inclusão, aceitação com o devido respeito, bom senso e um discurso que abrace por inteiro a nossa complexidade e dinamismo. 

Não dá para retroceder no tempo dos nossos avós e viver num contexto de outrora porquê de muita coisa de lá pra cá mudou, evoluiu em várias direções, muito embora alguns conceitos sociais e culturais e regras de conduta são atemporais e nunca saem de moda (respeitar os direitos e a integridade física e a dignidade dos mais velhos, das crianças, das mulheres, dos deficientes físicos, dos brasileiros em geral; viver em paz e harmonia, sem violência; respeitar os nossos pais e nossos lares, construir um Brasil melhor, mais ético, menos corrupto e atrasado; ...) e nem abrir mão de conquistas atuais importantes, tais como valorizar, reconhecer e se adaptar às conquistas da mulher no mercado de trabalho, dentro da sociedade e dos seus lares, a globalização geopolítica, avanços tecnológicos e digitais, as novas e modernas descobertas científicas, liberdade de expressão, evolução e modernização comportamental.

Todavia, para nos despirmos de um discurso oportunista tradicional, o brasileiro ainda preguiça superar a sua ignorância intelectual, quebrar os seus próprios tabus e preconceitos, ter mais empatia e tolerância para a causa alheia, ter acesso à educação e as oportunidades para evoluir como pessoa, profissional e cidadão. Enfim, não dá para construir um novo país, mais ordenado e moderno, baseando-se no discurso do medo e da negação e na ideologia da ignorância e da exclusão, infelizmente ganhando mais adeptos, compartilhando a mesma visão limitada, radicalista e ultrapassada da ala conservadora, hipócrita e oportunista de alguns partidos e instituições.

Mais luz, amor e entendimento para o país e a nossa gente. Menos névoa, ódio e ignorância. Vamos sair da caverna, enfrentar e superar as nossas sombras. Vamos olhar fora da "caixinha", vamos ampliar os nossos horizontes sempre respeitando o outro e preservando a nossa brasilidade.  




Devemos comprar as brigas, as tretas e confusões alheias ?!!!






Quando somos muito próximos de alguém, seja por parentesco ou amizade, seja por lealdade ou consideração, ou simplesmente por identificação á causa e à situação, o primeiro impulso é tomar partido e tomar para si a dor do outro. Agora, devemos fazer isso?!!! É o correto comprar as brigas alheias, inclusive de estranhos?!!! Depende. É preciso ponderar. Primeiro refletir para depois reagir.

Se é certo ou não, eu já tomei partido, empaticamente, como também já comprei brigas e hasteei bandeiras, sobretudo dando apoio moral. Como ser indiferente e inerte diante de uma injustiça?!!! Racional e emocionalmente, a sede de justiça está em mim. Se trata de uma justa causa e a razão está ao  lado da parte injustiçada, Opa!!! A minha reação é imediata. Não digo que partiria logo para a violência física e estratégias de intimidação e ameaças, mas me posiciono com ideias e argumentos. Sou um libriano atípico, porquê, em momentos decisivos, EUNÃOFICOEMCIMADOMURO. Realmente, não fico.

Não é que eu tenha espírito de barraqueiro ou de valentão ou goste de me intrometer em tretas e confusões alheias, independente do grau de intimidade que possamos ter, mas, é preciso dar razão para quem de fato a tem. Porém, se a razão não estiver ao seu lado, também não sou do tipo que faz vista grossa e passa a mão na cabeça de quem quer que seja- nem agora e nem nunca. Existem momentos na vida que é preciso se posicionar e apoiar quem precisa de você. OmissãoJAMAIS, pois é preciso defender o seu ponto de vista e estar em paz com a sua consciência.

Se alguém espera de você apoio e cumplicidade, pergunte-se se há razões plausíveis para você estender a sua mão. Se ele(a) realmente merecer, você saberá como proceder, a luz da verdade está ao lado daqueles que estão com ela, a razão.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Surpreendi-me comigo mesmo










Definitivamente, eu sou da paz e não sou dado às violências, porém, não desperte o meu "darkside". É melhor deixar o meu vulcão interior adormecido, pois, caso seja despertado, as consequências podem ser devastadoras. Quando eu saio de mim, hummm... 5 minutos de fúria ficam curtos diante da minha cólera.

O que eu quero dizer é o seguinte: Eu não gosto de vídeos que contenham cenas de violência física e maus tratos. Acontece que, aleatoriamente, o dispositivo automático do Youtube girou um vídeo desse tipo para mim. Depois de assistí-lo, acabei me surpreendendo comigo mesmo. Além de alterar a minha respiração, despertou em mim vontade de sair no tapa, literalmente, e arregaçar esse povo sem vergonha. kkkkkkkkkkkkkkkkk 

Eu, heim!!! Eu devo estar com muita raiva e energia sexual acumuladas. Porquê tanta agressividade em mim não é usual. Será que os meus índices de testosterona estão altos?!!! O fato de que essa agressividade e a minha sede de justiça fazem de mim um justiceiro em potencial. Odeio as injustiças. Também sei que a violência não se justifica e não resolve o problema, ainda gera muito mais violência.

Estou precisando de umas sessões de ioga e entonar alguns mantras para me manter menos ansioso e muito mais centrado e tranqüilo.


-"Tudo está tranquilo em minha paz interior." 

(Repetindo quantas vezes forem necessárias + os exercícios de respiração - Inspira, expira...)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Acordando de mau humor...







Talvez, quem sabe, assim bem de leve (ou não), eu não seja o ser mais sociável e expansivo do planeta, mas, ..., eu nunca deixo ninguém sem resposta - Posso sair do afago ao cascudo, do conselho à advertência, da defesa ao ataque, de um extremo ao outro, pois depende de quem, da gravidade do assunto, do momento, do meu estado de ânimo e humor.

E, por falar em mau humor, hoje eu acordei assim. Há quem diga que eu sou o ranzinza em pessoa, mas é puro mito. Será mesmo?!!! Eu acredito eu que essa percepção se deva por causa do meu estilo mais observador, introspectivo e tímido (também há quem diga que eu não o seja) de ser . Gosto do silêncio, do isolamento, da invisibilidade, dos bastidores e atrás das câmeras, dos dias frios e nublados, enfim do fantástico e misterioso mundo de Dan.

Poucas coisas me deixam de mau humor: Fome, ser acordado quando o meu corpo pede cama e precisa repor horas de sono perdidas e me interromper quando eu estou fazendo algo muito importante, muitas vezes por nada. Alheio à isso, está tudo certo. Será que eu sou um ogro?!!! Prefiro crer que eu sou apenas um cara reservado que não tem o menor interesse em estar na berlinda e sob os holofotes ou colecionar muitos cliques e/ou um vasto fandom de seguidores ou a curiosidade mórbida pela vida alheia. Esse afan para ser uma celebridade e a responsabilidade em ser um formador de opiniões eu deixo para os outros, passo!!! 

Liberdade $ 0,00





Liberdade de Pensamento, Escolha & Ação 

Não tem Preço!!!


(Porém, traz as suas consequências)

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Beautiful Trauma by Pink





 (...) 'Cause we've been on the run so long they can't find us 
Who's gonna have to die to remind us 
That it feels like we chose this blindly...

Em caso de confiança defraudada...




Quando se trata de relações humanas, seja em qual âmbito for, a pior coisa que pode acontecer é quando a confiança que você depositou em alguém, de tão boa fé, foi defraudada de forma tão vil e covarde. Quem já passou por alguma situação dessa natureza sabe que a sensação de impotência e perplexidade é como se você caísse no vácuo: Falta chão onde se apoiar e abre um buraco no peito por alguns segundos até você se recuperar do baque.

Na minha vida, eu já senti essa sensação umas duas vezes, mas por motivos diferentes. O que elas tiveram em comum?!!! Rechaço e perda da confiança, intimidade e espontaneidade que nunca mais foram recuperadas. Acho louvável e super edificante quem consegue esquecer e perdoar uma perdoar uma traição, mas eu, Dan, não sou tão evoluído espiritualmente assim e a minha memória é de elefante. 

Como eu não sei perdoar, nem tão pouco gosto de ser fake nas minhas relações e nem tenho estômago para engolir sapos, rãs e pererecas, transformando-o em brejo, eu prefiro afastar os meus algozes do meu caminho e da minha convivência. Aplico a lei da insignificância. Faço mesmo, por nada nesse mundo volto atrás da decisão tomada, logo não faço negociações. 

Confiança perdida é muito difícil de ser recuperada, porquê sempre ficará esse precedente registrado na sua "ficha corrida" e em você ficará o sinal de alerta piscando "Cuidado, Perigo"!!! Por isso, dar ou não uma segunda chance fica ao critério individual de cada um. Erros, falhas e deslizes todo mundo comete, mas agir com má fé e mal caratismo não tem defesa e nem tem como negociar. Pelo menos, não para mim. Até já fiz a tentativa de perdoar, mas, me custou muito emocionalmente e no final não esqueci, não perdoei e não valeu à pena.

Qual é a finalidade de você ter alguém ao seu lado que não te respeita, não te considera e nem te acrescenta em nada?!!! 

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

The Verve - Bitter Sweet Symphony (with lyrics)

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."