quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Comportamentos afetivos abomináveis



No campo do amor, alguns comportamentos são abomináveis, pelo menos, ao meu ver:


Abominável I: Forçar dos outros um sentimento inexistente.

 
Sentimentos não são forçados. São no máximo estimulados e/ou conquistados. Diferente disso, é querer entrar no céu à força. Entre sentimentos impostos, eu ainda prefiro os que fluem naturalmente e são recíprocos.

Ninguém gosta de ser rechaçado, porém, em se tratando de afeto, as pessoas só dão aos outros aquilo que tem para dar, nem mais, nem menos.



Abominável II: Rogar, mendigar, implorar afeto.

 
Afetos e carinhos não são migalhas de pão ou meros donativos que podem ser doados como se fossem uma vulgar esmola. Quem aceita esmola afetiva dos outros, demonstra o quanto é carente de amor próprio e demasiadamente carente. Quem gosta de si não se humilha por restos de carinho ou se torna alvo da lástima alheia.

Podre daqueles que rogam, acabam se humilhando por tão pouco e geralmente nem vale a pena.



Abominável III: Não respeitar os relacionamentos dos outros.

 
Eu acho o cúmulo quem se (entro)mete deliberadamente nos relacionamentos dos outros para prejudicar, intrigar, devastar, separar à relação alheia sem o menor pudor e peso na consciência, apenas com o intuito de satisfazer os seus próprios desejos, até os mais sórdidos. Há quem esteja disponível para plantar a semente da discórdia, agindo de má fé com a mera intenção de atingir os seus fins amorosos.     

Porém, se há tipos assim, é porquê há espaço nas relações para isso. Digamos que é uma espécie da lei da oferta e da procura. Com tantas pessoas disponíveis e sem compromisso nesse mundo, não respeitar as relações alheias chega à ser um objeto de desejo para o(a)s mais descarado(a)s. Há quem diga que a grama do vizinho sempre é mais verde do que à nossa.

Ninguém está livre de cobiçar à mulher e ao homem do próximo, até porquê, os sentimentos podem fluir aleatoriamente à nossa vontade. Mas, isso não implica dizer que é preciso defraldar as relações alheias, porquê algo deveria ser levado em conta: Não faça aos outros o que você não quer que façam contra você. Ainda existe uma questão de respeito.



Abominável IV: Iniciar um relacionamento amoroso apenas por compromisso, por obrigação.
   
 
Qual é a essência de um relacionamento?!!! Os sentimentos ou a abrigação?!!! Tudo o que é imposto, obrigado, não flui naturalmente, sobretudo em assuntos do coração. Eu penso que as escolhas e os sentimentos devem ser livres, ter asas para voar...

Um rio represado, não flui, fica estagnado e pode até secar. O mesmo acontece com os sentimentos.



Abominável V: Permitir interferências de terceiros em seu relacionamento.

 
O controle do relacionamento é seu, logo você também é responsável em por limites e respeito para quem se aproxima de você e do seu relacionamento. Se ex-namorados, possíveis pretendentes, "tentações" e curiosos estão próximos e interferem na sua relação é porquê você permite.

Assuma a sua responsabilidade e não dê espaço para que outros interfiram em suas relações.  



Naturalmente, que existem outros comportamentos afetivos abomináveis, mas, por hora, esses são os que mais me irritam. 

Orgulho vs Amor

 
 
 
Alguns dias atrás, eu escutei o seguinte pensamento: "É melhor perder o orgulho por um amor do que perder um amor por orgulho". Em poucas palavras, foi uma cacetada na minha testa, pois eu não posso deixar de admitir que uma das minhas essenciais características pessoais é ser orgulhoso - talvez, por todas as definições em que isso implica.

Eu já vivi ambas as situações, todavia a segunda sentença me representa muito mais, porquê considero importante colocar o meu amor próprio e a minha dignidade em primeiro lugar, mesmo correndo o risco em estar sozinho. Os amores que eu perdi, de certa forma, era conveniente para mim optar por mim. Na boa?!!! Não me arrependi em optar por mim, por questão de autorespeito e autovalorização.

O tempo me demonstrou que os amores perdidos ao final não eram tão "amores" assim e eles ficaram pequenos demais para os tipos de amores que eu considero importantes e desejo para mim. Considerando também que para quem é orgulhoso por natureza, não deixa de sê-lo de uma hora para outra. Enfim, essência é essência e isso não se altera.

Entretanto, ambas as perdas em seus momentos geram desconforto, seja por deixar o amor próprio no solo e/ou abrir mão de um amor. Nesse processo, apenas quem se perdeu, em ambas as situações, sabe o que essa reflexão produz e, quando a situação pedir uma escolha, você terá que resolver esse dilema: Orgulho vs Amor.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Madrugada chuvosa...




(...) Se chove lá fora 
Queima aqui dentro 
De vontade de te abraçar...

domingo, 24 de janeiro de 2016

E por falar em aparências...





Muitas vezes, por excesso de confiança ou inexperiência, nos deixamos guiar por elas. Assim, alguns equívocos são concebidos aparentemente como se fossem verdades absolutas. Acredito que, em algum momento de nossas vidas, todos nós já julgamos algo e/ou alguém pelas aparências.

Os dias foram se passando e ele estava ali, reluzindo e transmitindo vida ao ambiente. Durante muitos meses, aquele arranjo de orquídeas exóticas esteve ali cumprindo o seu papel, sem deixar nenhuma pétala caída no chão. Quantas vezes eu passei por esse arranjo e contemplei a sua beleza, mesmo que de longe.

Os acontecimentos do dia-a-dia transcorriam normalmente, seguindo a sua própria dinâmica, e a sua cor púrpura permanecia ali, intacta. Havia vida entre os móveis e as paredes da sala. 

Com o tempo, surgiu em mim uma certa inquietude. Como aquele arranjo era tão resistente ao tempo?!!! Dias depois, ainda sob essa inquietude, resolvi me aproximar desse arranjo e... Oops, surpreendi-me com a plasticidade do arranjo.

Enfim, quem nunca tinha uma aparência como certeza e, ao se dar conta disso, deparou-se com tal engano?!!! Na vida, é impossível não enganar-se, independe da gravidade e da proporção dos enganos. Alguns são remediáveis, podem ser consertados, reparados, já outros... só nos restam a resignação e reconhecer a responsabilidade do erro cometido.   

Deixar-se guiar pelas aparências é sempre um risco certo de enganos e desenganos. Façam as suas apostas!!!

Reação precipitada x Prudência



No calor do momento, as pessoas reacionam de formas diferentes: Algumas são mais prudentes do que outras. Outras são mais tempestuosas e destrutivas do que outras. As diferenças de temperamento e de caráter se fazem presentes aí, apesar da apatia/frieza ou explosão/acaloramento de sentimentos e reações que possam ocasionar.






Naturalmente, algumas pessoas são mais reativas, mais instintivas na hora de responder um estímulo negativo, um acontecimento traumático. As "feras" fazem da sua defesa o ataque, reflexo instintivo - os humanos também agem por seus impulsos, seus instintos, porque também fazemos parte dessa diversificada fauna animal. E, nestes momentos, a parte ansiosa ou culpada dos outros, que esperam de nós uma compreensão quase transcendental, magnânima, justa dos compreensivos, esperam ser compreendidos e perdoados quase que no mesmo instante. Conceder um perdão não seria muito pronto?!!! Conceder uma absolvição também não seria precoce demais para quem se sente ferido e enganado?!!!

Alguns eventos pós-traumáticos e/ou inesperados precisam ser processados com o decorrer do tempo. Diante da dor e da indignação, da perplexidade de que um incidente ou um mal entendido podem provocar, algumas pessoas precisam de mais tempo do que outras para tentar compreender e aclarar os fatos, as dúvidas e incertezas. Caso contrário, tirar conclusões precipitadas ocasionam leituras equivocadas de realidade  e erros de interpretação.   

O ideal é dar tempo ao tempo para elaborar subjetivamente a realidade, tentar compreender os fatos como são, para depois agir como se deve, com certeza e convicção. Toda precipitação é daninha para se realizar um julgamento de valor e não se deixar guiar apenas pelas aparências e "achismos".  Enfim, cada um tem um tempo de reação e não cabem pressões, por isso, é bom deixar passar o calor do momento e acalmar os ânimos para poder agir com prudência e sobretudo com inteligência emocional.  


 

Tornando-se escravo das suas paixões

 
 
 
O homem e suas paixões. Sejam quais forem elas, elas geram debilidades de caráter e co-dependências afetivas, como também tornam algo num hábito vulgar, comum e corrente. Sem dúvida alguma, por isso, os homens são potencialmente escravos das suas paixões, dos seus desejos mais ocultos, tornando-os num hábito, num costume, num vício.

Algumas são tóxicas, altamente destrutivas.  Outras são platônicas e consideradas impossíveis. Já outras são descartáveis e passageiras. Todavia existem aquelas que tocam fundo, são intensas e profundas. Porém, todas elas estão relacionadas às lacunas emocionais que qualquer um traz consigo, pois elas fazem parte da subjetividade humana.    

Todavia, quem se torna refém das suas próprias paixões, dos seus desejos,  deixa-se aprisionar por elas, chegando ao ponto de perder-se, até ao extremo de abrir mão da sua dignidade e amor próprio e sobretudo da objetividade e consciência crítica. E, dentro desse contexto, a fragilidade humana está diretamente ligada à frustração dos seus  desejos e paixões, aos sonhos não concretizados.
 
 
 
 














Diante das frustrações, quem não sabe lidar com elas, quem não sabe enfrentá-las, acaba por desenvolver um quadro patológico, obsessivo e compulsivo, pondo em risco a sua própria saúde mental como também a integridade física e moral dos outros, considerando que um apaixonado patológico pode ser capaz de tudo, porquê em sua "paixonite" abre mão de critérios, bom senso e consciência. Nada pior do que uma enfermidade chamada paixão, partindo da euforia à depressão. 

Quem não aprende a lidar com suas perdas e frustrações está perdido. Por isso, é preciso ter a claridade necessária para compreender que algumas paixões / desejos / sonhos / vontades podem ou não ser concretizadas, porquê nessa vida não se pode tudo - ganhar e perder, avançada e retroceder fazem parte da dinâmica da vida.

Tornar-se escravo e refém das suas paixões representam danos, riscos e equívocos. Somente com equilíbrio emocional pode-se romper os grilhões de suas paixões e libertar-se da sua própria prisão emocional.  










 
(...) Baby take a seat, eyes on me, this is my show
Fantasy, courtesy, on me, baby let's go

Heels 6-inch, makes a boy want to bite his lips
Look but don't touch, unless you want to loose your innocence
Can't take it no more, I've got to have more tonight
This feeling so strong, I'm puttin' you on tonight...

(Lace And Leather)

 

O dono do mundo e o marionete




Tanta complexidade em suas ações e reações faz da raça humana uma eterna fonte de análise e caos. E, dependendo de quem, pode ser um rico material de contradições. Uma destas é quem tem a pretensão de ser Deus, tendo a falsa ilusão de ter o poder de controlar a vida dos outros a partir de seus próprios critérios (independente de serem éticos ou não, coerentes ou não) e caprichos e vontades.

Talvez seja coisa de sádicos ou ditadores... quem sabe, também seja coisa de lunáticos ou déspotas, quiçá de paranoicos ou esquizofrênicos. Seja o tipo que for, uma coisa é certa: Por mais controlador que se seja, essa vontade de querer controlar tudo e todos, até os sentimentos dos demais, nada mais é do que uma falsa sensação de ser o "dono do mundo, do tempo e das vontades"

E o mais patético nisso tudo é que: Quem geralmente traz consigo esse tipo de  perfil psicológico, mal pode gerenciar a sua própria vida. Se você não pode consigo mesmo, com as suas próprias demandas, quem dirá controlar a vida alheia. Definitivamente, tem louco para tudo.






 Todavia, considerando o outro lado da moeda, também é patético quem se deixa controlar como um mero "marionete", facilmente manipulável e sem vontade própria. Tanta passividade na vida e submissão aos mandos e desmandos do seu algoz, do seu manipulador, também é uma conduta que gera em mim um misto de asco e lástima.       

Tanto um (controlador) quanto o outro (controlável) são tipos humanos que expressam as suas complexidades e contradições e, se estiverem em momentos cruciais, podem ter como efeito colateral o dano para quem causa e quem é lastimado. Quem controla é gerenciado pela soberba, pelo orgulho. por um caráter controlador. Quem se deixa controlar, permite que a sua vida seja gerenciada pela altivez e força do outro, por seu caráter passivo, submisso e sua debilidade de não ter autonomia e controle da sua própria vida.

Enfim, ambos os casos (o dono do mundo e o marionete) apresentam as suas debilidades e os seus momentos patéticos, seja porquê o primeiro é sobestimado, pretensioso e nada modesto e o segundo é subestimado. covarde e servil.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Perdón by Camila





(...) No espero amor ni odio
Ya tengo bastante con mi dolor
Maldigo el episodio
Lo peor es que yo fui quien lo escribió
Me esperan los demonios
Que deja tu olvido que juegan conmigo...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Exorcism by Clairity





(...) You're no longer my religion
So I take on a whole new energy
Manifest a better part of me
Gotta rid you from my system
It's time for an exorcism...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Por tu amor viveré by Carlos Torres




(...) Hay amor 
Te vas alejando 
Y no te puedo detener...

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."