quinta-feira, 7 de julho de 2016

Será que o meu olhar está equivocado?!!! Ou será o seu?!!!




Do planeta de onde eu venho, nós temos uma outra percepção do amor e das suas relações. Primeiro, as pessoas não são coisas ou objetos para serem concebidas e minimizadas através da posse. Ninguém é de ninguém e o que une duas pessoas que se amam é a legítima e a espontânea vontade de estar juntos, sem pressão e/ou imposição.

Segundo, ninguém está obrigado ou forçado à corresponder um sentimento alheio que não se sente. Se eu não te amar, o seu amor não tem força e significado para mim. As emoções e os afetos fluem naturalmente e não podem ser manipuladas por um controle remoto ou de acordo com a nossa vontade e capricho.

Terceiro, o que deve unir um casal não é o dever, a obrigação ou o compromisso de uma palavra dada e/ou algum tipo de interesse a ser atingido, resumindo-se como uma mera prática à ser cumprida, mas, principalmente por causa do sentir, do sentimento envolvido e de preferência correspondido.

Quarto, numa relação à dois, o sentimento tem que ser de dois. Ninguém é autosuficiente para amar sozinho e pelos dois. Aquele clichê de que "o meu amor é suficiente para nós dois" é pura enganação e depois de um tempo não passará de uma mera promessa ou desespero de quem usa de qualquer justificativa para ter quem se ama ao lado.

Assim, se é para viver uma grande história de amor, que todos os equívocos assinalados anteriormente não sejam vivenciados. Será que o meu olhar de allien está equivocado ou os valores terraquianos é que estão?!!!      

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Qual das duas hipóteses você optaria?!!!




Entre esperar você resolver a sua vida ou me casar por despeito e sem amor qual das duas opções escolher?!!! Sem dúvida nenhuma, a primeira. Sob a seguinte circunstância: Eu posso até esperar, mas consciente de que até lá, muita água poderá passar por debaixo dessa ponte, inclusive nesse intervalo surgir um novo amor. Se surgir, um risco que gera até uma certa adrenalina, não é mesmo?!!!

Entre sofrer por esperar o inusitado, sem garantias de que irá chegar, e sofrer o infortúnio de um relacionamento fadado ao fracasso e ao desamor, a primeira opção ainda é menos fastidiosa apesar de saber que esperar e estar à mercê da incerteza é de "matar o guarda", sobretudo para as almas ansiosas e inquietas como eu.   

Apesar de tratar de uma hipótese, de uma suposição, na vida é preciso saber esperar (muita yoga nessa causa) e, enquanto se casar por outros motivos diferentes que não seja por amor (cursi, não é?!!!), brindar por intermédio de um sacrifício sempre gera uma fatura muito alta para ser paga. Se casar estivesse nos meus planos, somente se justificaria se eu estivesse enamorado e jamais por desespero e frustração. Se casamento com amor já é complicado, imagine sem.  




Enquanto isso... vou esperando... 

O quê?!!! De quê?!!! Ou o quê?!!! Eu não sei e não faço à mínima ideia.

Você pergunta, eu respondo (VIII)





Assunto: Trata-se de um amor impossível.



(...) Eu sei que se trata de um impossível, mas eu necessito dele junto de mim.  É tão dolorosa essa separação. Eu não sei o que fazer.



Filhinha, eu tenho certeza que você sabe muito bem o que fazer, apenas não tem coragem de tomar A ATITUDE. Nada adianta eu te dar 1000 argumentos se na hora de agir, você não fará nada. Okay, okay, okay..., talvez sejam palavras postadas ao vento, mas darei o meu ponto de vista em consideração ao seu pedido.

Se você sabe que esse amor é impossível, para quê manter ele próximo de você se essa proximidade lhe tortura?!!! Qual é a finalidade de ficar alimentando uma ilusão e um sentimento que não vai prosperar?!!! Se por um lado, você está alimentando uma relação de co-dependência, por outro, é investir num sofrimento que poderia ser evitado. Se você pretende não evitá-lo, é porquê você está dando o aval da sua fragilidade emocional e da sua falta de coragem para se libertar de uma relação que te degrada.

Eu sei não dá para controlar os sentimentos e nem superá-los de uma hora para outra. É preciso deixar o tempo agir para tentar matar esse sentimento que te aflige, te inquieta e dói. Se não for indestrutível, aprende-se a lidar com ele - Ora, adormece. Ora, acorda e desespera.

Todavia, é preciso que você coloque um pouco de vontade da sua parte para tentar superar os seus sentimentos e essa relação de dependência, como também de consciência para não ficar alimentando uma situação que te faz mal. Deixar de fazer algo significativo por você, em prol da sua saúde emocional, e insistir num ciclo vicioso é permanecer estagnado, parado no tempo e no espaço, e reforçando um erro.

O que você deve fazer?!!! O óbvio: Afaste-se, ocupe o seu tempo e invista em você. Se você não tem forças para iniciar esse processo sozinha, peça ajuda especializada. Terapia é um excelente caminho e faz tão bem. Terapia, eu recomendo.

Tudo depende do seu interesse de buscar um amor que seja possível para você. Esse caminho só pode ser trilhado por ti mesma e mais ninguém. Mas, para isso, todo e qualquer vínculo precisa ser cortado, rompido, esquecido e superado.    




Se você quiser fazer a sua pergunta, deixe-a no quadro de comentários do próprio post "Você pergunta, eu respondo" ou envie para o e-mail danieligorce@gmail.com  com o mesmo título do post.

Desconstruir para construir








Em alguns momentos, é necessário desconstruir para construir. Mudar um padrão, um conceito, um olhar, uma percepção, um gesto, uma compreensão, um sentimento, um plano, uma regra, uma circunstância, uma ilusão..., enfim, promover uma transformação que possa romper com um paradigma anterior.

Todavia, uma transformação necessita de um tempo prudente para acontecer, de um processo de mudança. Diante disso, o que era estabelecido anteriormente, tido como verdade e estrutura, cai por terra, precisando ser superado, reconstruído. Como foi dito anteriormente: desconstruir para construir o novo, apesar das dúvidas, das incertezas e temores que possam ser geradas a partir daí.

Um prédio condenado, com a sua estrutura defeituosa, supõe um derrube, uma desconstrução, para que possa ser construído um novo projeto, uma restauração. Um exemplo palpável como esse também serve para a vida, para a transformação social e das nossas vidas. Assim, apenas abandonando velhos costumes, hábitos e rotinas podemos desfrutar de uma mudança, de uma nova oportunidade, de um renascimento. 

Eu me resignei.





Eu me resignei estar só. Essa aceitação não aconteceu de um dia para o outro, mas foi um processo, um somatório de acontecimentos que forjaram em mim essa sensação: Um misto de silêncio, conforto e tranquilidade. Tem dias que a carência bate ou me encontro emocionalmente mais frágil e suscetível e a resignação vai para o espaço por alguns instantes, mas depois tudo volta ao normal. Com o tempo você vai se resolvendo e aprendendo a lidar com a temida solidão.

Eu até lido muito bem com ela. Desde muito cedo, eu aprendi a andar de mãos dadas com ela e no final dá tudo certo: Adoro a minha própria companhia e o meu temperamento introspectivo pede isolamento e discrição. Por ter sido uma criança solitária, por ter explorado demasiadamente o meu universo lúdico e particular infantil, aprendi a saber o que esperar e não esperar do por vir. Sempre gostei de ser surpreendido, embora nunca esperei muito do destino.

Quando me deparei com as minhas primeiras desilusões amorosas e alguns sonhos foram ficando pelo meio do caminho, também fui perdendo a fé em mim, nas pessoas e nos relacionamentos. Vivenciar o amor nunca foi fácil para  mim, mas, apesar dos obstáculos, a minha teimosia era maior e, mesmo assim, insistia prová-lo como qualquer um que anseia experimentar as duas vias do amor: amar e ser amado. Posso dizer sem medo que amei.

Todavia, chega um momento em que tantos desencontros te deixam cansado e calejado para buscar uma ilusão. Oásis?!!! No meio do deserto provavelmente você encontrará mais uma miragem. Mas, quando se tem fé, encontra-se algo depois de tanto buscar. Eu deixo a busca para quem ainda acredita.

Soa pessimismo, não é?!!! Mas, quando eu penso nos obstáculos de uma relação, as minhas inseguranças e os meus dilemas, as complicações dos outros, a dificuldade das relações de hoje em dia por falta de sinceridade e transparência, da ausência de ética e princípios de algumas pessoas, do acoplamento e da adaptação dos meus problemas com os seus, do meu modo de viver com o seu, das nossas diferenças de pensar, agir e sentir, da falta de critérios..., das expectativas, ... putz, cansei. rs... Não sei se quero sair da minha zona de conforto.

É mais simples abrir mão do que insistir num erro ou numa dinâmica em que você não acredita mais. Deixei de buscar, de fazer viagens insólitas e expedições mirabolantes. Me falta brilho nos olhos para buscar mais desilusões, mais frustrações, mais desenganos. Deixo as minhas lágrimas exclusivas para o que me toca e acessa a minha sensibilidade blindada, o que ainda me faz sentir. 

O que em sã consciência não faço, deixo por conta do destino - se ele conseguir me surpreender. Se não, sigo como até agora: Construindo a minha resignação sem culpa ou exigências e até sem rebeldia. Meu coração não quer mais nadar contra a maré. Apenas me pede paz e tranquilidade, porém, quando me pede emoções mais fortes, ele mesmo se policia, resigna-se. Independente do que eu me proponha, o que tiver de ser será, seja sozinho ou acompanhado.  Enquanto houver vida, tudo pode mudar.




Se tu me amaras...






- "Se tu me amaras, não me trairia. Se tu me amaras, não me maltrataria".


Há quem não saiba amar sem a presença da dor e do sofrimento. Nem todas as experiências amorosas são sanas, plácidas e correspondidas, por isso, há quem "ame" com o grau de destruição de um furacão, respondendo em ações destrutivas conforme às suas emoções em conflito. Okay, compreendo a dor e o desespero de quem sofre e não sabe lidar com as suas frustrações e rejeições.

Todavia, o tipo de amor que eu concebo e idealizo, não pretende nem o sofrimento e muito menos a dor, por serem a essência do desamor. Amores destrutivos - eu deixo por conta dos sádicos e dos masoquistas. O meu prazer não está associado à dor, apesar de compreender que o (des)amor está amparado no sofrimento, no conflito e na infelicidade.

Um "amor" que proporciona traição e maus tratos, para mim, não posso considerar como amor, talvez um sentimento de posse, uma obsessão, uma dependência afetiva, uma enfermidade. Uma relação doentia, onde ambos os envolvidos estão doentes, alimentando uma relação de co-dependência destrutiva: Algoz & vítima.

Desde o momento em que a minha afetividade se despertou e eu comecei a me deparar com o desamor, nunca me permitir à ingressar numa relação destrutiva. Amores assim não me interessam. E para quem está aprisionado numa relação assim, precisa de amor próprio e de tempo para se libertar, onde essa prisão tem muitas chaves e calabouços para encarcerar.

Estou seguro e convicto de que a minha rebeldia e o meu atrevimento são as chaves da minha própria liberdade e não submissão. Também traz como ônus a solidão, todavia a gente se entende muito bem. O que eu sei é que: Até o sofrimento é opcional. E eu não contemplo essa opção.    

terça-feira, 5 de julho de 2016

Uma data para te festejar, mesmo se póstuma.




A sua presença ausente, mesmo através de sonhos e lembranças, supera o silêncio, o tempo e a distância. E até a partida definitiva e inevitável: A morte. Quando se é especial para alguém como você é para mim, as folhas do calendário vão sendo descartadas, os ponteiros do relógio vão girando, virando e girando, as marcas do tempo vão surgindo e o ritmo da vida segue o seu rumo... e você sempre ali, viva e presente em mim.

Da nossa convivência ficou apenas uma saudade imensa e a certeza de que você estará comigo até o dia do meu último suspiro e a promessa de um próximo encontro numa próxima vida. O nosso encontro será sempre mediado pela eternidade. Um amor infinito.

Para festejar o seu dia, deixo registrado o quanto a sua importância ainda significa para mim e o quanto a sua ausência continua presente e insubstituível. Não há dia algum que eu não sinta a sua falta em minha vida, jamais te esquecerei.       

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Unapologetic Bitch by Madonna





(...) You know you never really knew
How much you loved me 'til you lost me
Did you?
You know you never really knew
How much your selfish bullshit cost me
Well fuck you!!!

O tamanho do meu orgulho





O meu orgulho tem 1.74 de altura, quase 80 kl. Então, ... Sou orgulhoso demais para ocultar a minha essência e não me é motivo para crise e/ou conflitos. Eu lido muito bem com isso. Gracias y te felicito!!!

Nesses dias, fazendo um inventário da minha vida amorosa, perguntei-me se o meu orgulho fez algum estrago afetivo ou me gerou algum arrependimento. Saldo geral?!!! Positivíssimo. Se no momento de algumas rupturas, eu agi impulsivamente por conta do meu orgulho, mesmo sem saber, à longo prazo, não poderia ter agido melhor.

Todas as vezes que o meu orgulho falou mais alto, sempre foi em prol do meu bem-estar. Talvez por isso, nunca me mantive encurralado por uma situação de degradação, pelo menos, não por muito tempo. Se não bastasse o meu temperamento, eu não fui educado para ser subserviente sobre nenhum aspecto, talvez por isso me falte humildade e a generosidade necessária para perdoar. Em alguns casos, nem modo. Total!!! rs...

Orgulhoso ou não, algo nunca mudará: Nunca deixarei de optar por mim mesmo, seja em que momento e por qual circunstância for. 

Você pergunta, eu respondo (VII)





Assunto: Precisando de "estepe".


 
(...) Não quero deixar claro que eu estava gostando dele, mais quero que lá no fundo ele saiba o pq de eu estar me afastando. Aí Dani q triste né, vou me afastar, mais ele vai querer saber o motivo, não sei o q dizer.. Me ajuda pleasee!!! 
 


Caríssima, Rô, em primeiro lugar, antes de eu dar o meu ponto de vista e tentar te ajudar, eu acho importante e pertinente você se perguntar: "Será que vale a pena eu me envolver com um homem que ainda está tão sentimentalmente ligado à sua ex-namorada e, mesmo ssim,  já está namorando com outra?!!!"

Partindo dessa pergunta e se ele está querendo se envolver com uma mulher nesse momento, eu acredito que ele está buscando um "estepe", alguém para substituir a ausência deixada e amenizar a dor deixada por ela. Cada um enfrenta os términos dos seus relacionamentos à sua maneira, embora eu faça diferente, respeito. Mas, em se tratando de sentimentos, será que ele está sendo fiel aos sentimentos dele?!!! O que ele pode oferecer afetivamente para uma outra mulher, que espera tudo dele (no mínimo, disponibilidade para se envolver completamente) e não migalhas de afeto e de atenção. As regras estão claras, submete-se à elas quem quer e que esteja em condições para aceitá-las e arriscar-se. É entrar numa relação já com desvantagem e o desafio de fazê-lo esquecer a ex.

Eu penso diferente de você sobre esse aspecto. Eu até acho que ele sinta confiança e carinho por você e se sinta à vontade para confidenciar as coisas dele com você, compartilhar as emoções dele. Mas, ..., se ele realmente estivesse interessado e te levasse à sério, não estaria com outra, mas com você. Suponhamos que ele sinta atração física por você, seria um ponto ao seu favor, mas, ele preferiu estar com outra. Será que ele não te vê como amiga?!!! Como confidente?!!! Nada mais do que isso?!!! Reflita sobre isso.

Eu não creio que uma mulher dona de si, emocionalmente estável e com personalidade aceite um homem pela metade e com dúvidas. Vai lá entender o que se passa na cabeça e no coração de uma mulher, não é mesmo?!!!   O que poderia ter acontecido entre vocês, não aconteceu. Agora, ele está se envolvendo com outra.

Sim, você tem todo o direito do mundo de querer manter-se distante, concordo e acredito ser o mais prudente para você e seus sentimentos, mas porquê ocultar os seus sentimentos diante dele?!!! Por medo de se expor?!!! Bobagem. Lembre-se que, por ter escondido antes, ele optou por estar com outra. Isso é motivo o suficiente para manter-se distante e por em dúvida os sentimentos dele por você.

Todavia, agora, faria alguma diferença ou sentido confessar os seus sentimentos por ele?!!! Além dele não ter confessado os deles por você (supostos sentimentos que você crê que ele sinta) e já estar com outra, não teria um motivo para fazê-lo. Eu não o faria, porquê tem algo para ser esclarecido?!!! Ele quer esclarecer algo contigo?!!!  

O que você deve fazer?!!! Se você se sente desconfortável com a situação, afaste-se, eu também me afastaria. Se ele te perguntar os seus motivos, seja sincera, diga-os. Até para esclarecer se existia de fato algo concreto acontecendo entre vocês ou se era apenas uma fantasia da sua parte. Nada melhor deixar tudo às claras do que ficar refém do "o que poderia ter sido". Se você escolher em ocultar os seus sentimentos, a escolha é só sua.

Ouso em dizer que você merece ter ao seu lado alguém tão disponível quanto você, que não esteja na vida precisando de "estepes" para enfrentar a dor de um coração partido e de um relacionamento terminado. Pessoas emocionalmente complicadas e instáveis, relacionamentos na mesma proporção. 




Se você quiser fazer a sua pergunta, deixe-a no quadro de comentários do próprio post "Você pergunta, eu respondo" ou envie para o e-mail danieligorce@gmail.com  com o mesmo título do post.

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

The Verve - Bitter Sweet Symphony (with lyrics)

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."