Os pensamentos, as impressões, as sensações, os desejos e devaneios que permeiam a minha essência e habitam o meu EU: Quando eternos e autênticos forem, até o dia que deixarem de ser, porque eu me permito à possibilidade de ser livre e flexível para mudar, descobrir, errar e surpreender-me!!! Um encontro comigo, contigo, conosco... e com a vida - tal e qual como ela é.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
I always know!!!
Little House by Amanda Seyfried
O nosso ponto final
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Eu também!!!
Popcorn 3: Dear, John
Esperança & Descrédito
"Eu queria sair por ai e conhecer alguém. Assim, sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém comum, sem destaques evidentes, sem cavalos brancos ou dentes perfeitos. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém com quem eu pudesse conversar sobre música, política ou simplesmente sobre o meu dia.
Alguém a quem eu não precisasse impressionar com discursos inteligentes ou com demonstrações de segurança e autoconfiança. Alguém que me enxergasse sem idealizações e que me achasse atraente ao acordar, de camisa amassada. Alguém que me levasse ao cinema e, depois de um filme sem graça, me roubasse boas gargalhadas. Alguém que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse..."
Vasculhando os meus arquivos antigos, eu havia postado essa citação anos atrás no meu perfil do orkut (hoje em desuso). Não me recordo ao certo, se já naquela época, eu acreditava piamente nisso, mas, hoje eu posso dizer que: "O que eu gostaria é inversamente proporcional ao que eu acredito".
Depois de tantas tormentas pelas quais eu passei, ao ler essa citação que me parece tão distante de mim, o que ficou foi o desejo incerto e não a certeza. Em sã consciência, talvez, nem eu mesmo acredite nisso, porém, contraditoriamente, esse desejo ainda permaneça adormecido em mim, dando sentido aquela esperança oculta no meu (IN)consciente.
Quantas partes de mim ficaram pelo caminho, quantas delas caíram em descrédito...
Desejo by Victor Hugo
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
Firework, o melhor videoclip do ano (MVA)
- "Sim, deixe a sua luz brilhar!!!"
domingo, 28 de agosto de 2011
O direito de escolha
A primeira delas seria o grau de exigência. Até que ponto as suas exigências são viáveis?!!! Não daria para abrir mão de algumas em troca de outras?!!! Será que a perfeição só não existe no seu desejo?!!! Há pessoas que passam a vida inteira buscando no outro uma ilusão e se tornam escravas afetivas daquele personagem que só reside no seu imaginário.
- "Eu já escutei algumas vezes que eu deveria baixar o meu padrão de exigência. Numa época, eu até concordei, mas, hoje eu vejo que eu não sou nem tanto exigente com a questão estética, mas, algumas questões de caráter e de atitude e, em relação à isso, eu não tenho como barganhar e nem poderia. O fato é que com o passar do tempo, é natural nos tornarmos mais exigentes e ter a plena consciência do que queremos e de tudo aquilo que nos faz mais felizes."
Todavia, é bom fazer essa autoreflexão se não estamos buscando no outro a nossa imagem e semelhança e obcecados por uma personagem de ficção. É muito perigoso quem a gente inventa e tenta projetar no outro, pois, no final, é duplamente injusto: para nós, que corremos o risco de nunca encontrar essa ilusão personificada, e para quem cruzar o nosso caminho, tendo um fardo para carregar e ser comparado constantemente.
Segundo, é ter a plena consciência de que, apesar de tanta escolha e de tantos critérios de seleção, corre-se o risco de se deparar com quem não tem nada a ver com a gente. Enfim, erros de leitura e de percepção acontecem, principalmente quando estamos encantados. A paixão e a carência cegam e nos induzem aos erros - fato.
- "Apesar de ser seletivo, eu já cometi tantos equívocos nessa seleção. Não vale nem a pena recordar. Porém, ninguém está imune de se enganar, muito menos eu. Se sendo seletivo como eu sou, apareceu cada figura no meu caminho, imagine se eu não fosse. No entanto, fazer essa tal escolha, não é tão simples e fácil assim, porquê o coração (prefiro usar a subjetividade do que esse clichê patético) também é passível de erro."
Errar faz parte. Todo mundo já se equivocou alguma vez. Agora, equivocar-se sempre demonstra que algo está errado e, se há tantas repetições, existe algo que precisa ser notado e aprendido para evitar sucessivos e futuros erros. Alguns podem ser evitados sobretudo aqueles recorrentes de teimosias e tonterias.
Terceiro, é preciso ter cuidado com tanta escolha, pois, quem sempre muito escolhe acaba só. Torna-se escravo desse ciclo vicioso da escolha. É importante exercê-la para buscar um padrão que se aproxima de nós, em desejo e afinidades, porém tanta rigidez acaba por trazer ausência de opções.
- "Faço as minhas escolhas, procurando aproximar do meu universo particular, pelo menos, aqueles perfis que tem a ver comigo e dá para estabelecer vínculos não apenas afetivos, mas, também socioculturais. Já experimentei desnível cultural e, posso afirmar, gera uma série de atritos, sobretudo no modo de agir e pensar. Água e óleo não se misturam."
É preciso ser flexível nessa escolha. Os atributos que podem ser postos de lado, por de repente nem serem tão vitais assim, e outros que realmente são impossíveis de abrir mão. Afinal ninguém é obrigado a ter todos os atributos que você busca em alguém.
Por essas e outras dificuldades no que tange o direito de exercer a livre e democrática escolha é preciso ter a consciência se você está sabendo escolher e se tanta escolha não está te atrapalhando na hora de se relacionar.
- "Às vezes, eu penso que sim. Outras não. Mas, pra mim é muito nítido quem se adequa ou não ao meu universo e, caso não tenha nada a ver comigo, eu não vejo muito sentido em insistir num aproximação que eu sei onde irá chegar - em lugar nenhum."
Porém, no meu caso, eu não estou buscando, o que por si só limita as possibilidades. Até porquê eu prefiro que o que tiver de acontecer, aconteça naturalmente, sem pressa, sem cobrança, que flua espontaneamente.
Há long long time, Darwin já apresentava a sua teoria da seleção natural e como pertencentes dessa grande fauna, não fugimos a regra, por isso, é afetivamente normal estabelecermos as nossas triagens. Portanto, é preciso que cada uma de nós exercitemos o nosso direito de escolha, mas, não complicando algo cuja a dinâmica já é complicada: Os desencontros afetivos estão aí e não é apenas a escolha que define o sucesso de uma relação, pois não basta apenas a dupla escolha (eu e você nos escolhemos mutuamente), mas, principalmente, definitivamente e pontualmente se os interesses convergem num mesmo sentido, porquê é preciso caminhar juntos, no mesmo sentido, numa mesma direção, caso contrário, não haverá escolha no mundo que seja eficiente.
Sim, sim, sim... Eu não posso me esquecer de algo fundamental para finalizar essa reflexão: Além do legítimo direito de escolha, também é importante respeitar o direito de escolha do outro, mesmo que o seu ego ferido se sinta desprestigiado. A questão não é nem autopunição ou você encarar como um chute na sua auto-estima, mas, como existem aqueles que não se adequam aos seus critérios, a recíproca também é verdadeira. Há de se respeitar o seu direito e o direito de escolha do outro.

