sexta-feira, 31 de outubro de 2008

E quando a ficha cai?!!!


Eu percebo que alguns sonhos não foram concretizados e, apesar do meu imediatismo, não é corrompendo-os que eu me sentirei mais feliz... Sonhos são sonhos e a magia deles está no tamanho que os desejamos.

- "Ninguém almeja um sonho pela metade... nem eu!!!"



E não é forçando a barra que eu vou encontrar o que eu quero, quem eu quero e como eu quero.

- "Cada vez que a ficha caí, forma-se junto dela uma lacuna imensa. Lacuna esta que me coloca em xeque e me faz rever alguns impulsos, pensamentos e atitudes. E o desespero maior por sua vez é constatar que: Não tem para aonde correr, todo sonho tem um grande preço a ser pago, seja em forma de renuncias ou de resignações ou de prantos."



E o alto preço se configura quando o sonho, independente de qual seja, não é realizado. E daí, cada um de nós precisa lidar com o seguinte infortúnio frustrante: "Nem sempre se pode ter tudo o que quer e na hora que se quer".

- "Viver também é aprender a lidar com as frustrações."

Baby Love



No mês passado, despretensiosamente, eu participei de uma promoção para ganhar 2 ingressos para assistir o filme Baby Love no cinema. A promoção consistia em opinar sobre a importância da adoção de crianças, tanto para casais heterossexuais quanto homossexuais (um assunto bastante polêmico e bastante atual, colocando em xeque a atuação das varas de família e dos órgãos responsáveis e a cidadania LGBTT).

Essa questão é bastante complexa, porque vai além da vontade de querer adotar uma criança pelos casais, independente das motivações que impulsionem a adoção, mas, perpassa por questões burocráticas, aceitação e organização social. Mas, ao pouco, a sociedade civil está se tornando mais sensível e menos intolerante sobre essa temática.

- “Particularmente, eu creio que a adoção de crianças uma grande demonstração de amor, onde você perfilha o seu escolhido, muitas vezes, movido pela solidariedade e o amor. Todavia, independente do tipo de casal que venha realizar esse passo, um passo muito corajoso nos dias atuais, o que deve estar em mente é que se trata de um ato de responsabilidade, tendo em vista que é um ser que está sobre a tutela do casal e um vínculo estabelecido para o resto da vida. Esse ato de amor é sobre tudo um ato de responsabilidade – criar um filho nos dias atuais não é uma missão nada fácil.”


Se a adoção já é complicada para os casais “heteros”, imagine o quão é complexo também para os casais “homos”, agregando a burocracia do processo de adoção, o seguinte ingrediente amargoso: O preconceito social. Nesse sentido, o filme aborda além da questão da adoção infantil, como também esterilidade masculina e mãe de aluguel, retratando a vontade do “Emmanuel” (Manu) em ser pai.

- “O filme é muito bom, onde a dinâmica e a trama do filme são bem articulados, não sendo nenhum pouco tedioso, tratando de outros aspectos humanos e interpessoais. Eu recomendo, fugindo do clichê superficial do mundinho gay.”

A Falsidade




Numa noite dessas, eu estava de bobeira em casa, assistindo o “Todo Seu”, o programa do Ronnie Von na TV Gazeta, e a pauta da noite girava em torno da falsidade. Falsos a parte, estão por aí, aos montes, mas, não vem ao caso falar sobre eles, outro aspecto me chamou a atenção: Qual é o principal mecanismo que o rege.

Quando eu pensava sobre esse tema, eu sempre atribuía os seguintes aspectos para a sua existência: falta de empatia e simpatia, ausência de amizade, competição potencializada, falta de caráter, ética e moralidade e outros sentimentos degradantes que podemos ter pelos nossos desafetos. Todavia, um especialista foi categórico em dizer que o seu principal elemento desencadeador é a inveja.

- “Parando para pensar nesse fator, a inveja se torna a sua extensão, porque ela consegue abranger todos os motivos como os falsários agem.”


E no meio do caminho, um determinado psicólogo que também dava suporte ao debate, apresentou o perfil psicológico do invejo e as formas como identificá-lo – já que cada um de nós pode ser algo da inveja e da falsidade alheia.

- “Cruzessssss, sai de retro, coisinha do demo!!! Deus é mais, muito mais!!!


Como perfil, o invejo apresenta: Possui baixa auto-estima; tem um comportamento terminantemente agressivo e na defensiva; tem preguiça para ler, pensar e realizar, querendo que tudo lhe chegue as mãos da maneira mais fácil e que o mundo gire em torno do seu umbigo; gosta de copiar o seu invejado, chegando a paranóia máxima de querer viver e ter a vida do outro; procura-se fazer presente em todos os momentos, para saber o que você está fazendo e prioriza as coisas dos outros do que as suas próprias.

- “Já pensou viver em função do outro?!!! Sem vida e luz própria?!!! Eu heim... Eu quero distância de gente assim!!!


Para detectá-lo(a) observe: O invejoso nunca lhe olha diretamente, no fundo dos olhos, sempre desvia o olhar para cima e para os lados (Na psicologia, esse sinal indica que a pessoa está pensando o que é estrategicamente viável para ele falar e que ele não venha se comprometer), geralmente, inventando alguma desculpa ou algo para falar; sempre usa críticas e ironias para lhe depreciar, por achar que é melhor do que o outro, e descordar deliberadamente das suas opiniões; é um fino bajulador, onde em muitos casos, acaba querendo criar uma intimidade de forma forçada; e adora repetir tudo o que você faz, do pensamento a ação, da roupa ao objeto consumido.

- “Como diz o próprio psicológico, são pessoas doentes do corpo, da mente e da alma. Existem casos, que a inveja atua de forma inconsciente, onde o invejoso não consegue detectar o seu desvio de caráter e de conduta, pois, geralmente, possuem dificuldades de relacionamento.”


E a melhor maneira de evitar situações de falsidade, da ação do invejoso é manter distância da sua vida e do seu ciclo de amizade. Pois, o invejo quer destruir você, porque você pode ser o espelho dele – simbolizar tudo o que ele gostaria de ser e não consegue ser, passando por níveis mais banais até destrutivos, culminando até em casos de homicídios.

- “Xô, uruca!!! Isola... bangalô, pé de pato, três vezes... Menino, traz aí o meu patuá, correndo!!! São Jorge, prepare a sua lança pontuda!!!” rs...




quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Quanta leviandade...




- “Gente, aonde é mesmo o botão que se desliga a volúpia, heim?!!!”

- “Caraca, maluco, vai estar assim no “osso” lá na casa do tinhoso... Nem!!! E o pior é que o senhorzinho aí ainda provoca. Vai, mexe... bole-bole... tira o juízo... de quem está em outro continente (na Europa), vivendo na tranqüilidade (na inércia lusitana), reatando um antigo noivado (de quase há 10 anos atrás) e ainda tem uma quedinha por você (embora você não tenha apostado no ano passado por causa da distância). Seu leviano!!!”

- “Pois, num é?!!!” rs...

- “Olha que você vai queimar no mármore do inferno.”

- “Sim ou não, há muito tempo que eu já estou em chamas... em brasa... Ousadia pura!!!”

- “Owww, e como dá para perceber!!!”

- ;)



Sabe quando a gente reencontra uma paquera antiga nas madrugadas solitárias?!!! Então, por esses dias eu reencontrei. E, ao saber do seu casamento no ano que vem, meio que trouxe átona em mim dois ingredientes: Primeiro, um tesão adormecido, justamente porque não foi posto em prática (“na cama, na lama, na grama”, como diria Gonzaguinha), apesar das “brincadeirinhas” que fazíamos via webcam, MSN e celular, um pouco mais de 1 ano atrás; e, segundo, aquela velha sensação humana e egoísta, nada nobre e muito comum, a sensação de perda.

- “Ai, ai, ai... Carência misturada à tesão adormecido e a sensação de perda, não dá certo. A gente acaba ultrapassando todos os limites do bom senso, nos levando a dizer coisas que podem trazer conseqüências graves, apesar delas terem sido sinceras no calor do momento. É claro, que eu não cheguei a “plantar a semente da discórdia”, prometendo mundos e fundos, mas, quando a gente diz certas coisas, que quem está do outro lado de lá quer escutar, ocorre aquela confusão mental e embaralha o meio de campo.”


Será que eu cometi alguma leviandade?!!! Se cometi, acho que sim, não foi com aquele tom de pura sacanagem e irresponsabilidade – tipo, estou te dando corda para depois te enforcar e tirar o meu corpo fora. Sinceramente, só reafirmei o meu legítimo desejo. Rs...

- “Quanta leviandade, senhorzinho!!!”


Ahhhhh, mas, é tão bom saber que, apesar de eu estar do fora do alcance, eu ainda provoco ótimas sensações... Considerando também que eu estava precisando levantar o meu astral, ainda mais aqui, que ultimamente nem gripe eu estou pegando, quem dirá catando papel na ventania ou encontrando uma cédula de R$ 1,00 perdida na calçada.

- “É fio, a situação está precaríssima, diga-se de passagem. Nossa, nunca foi tão difícil beijar, abafa o caso.”


Mas, eu prometo que eu não vou me interpor entre ninguém, muito menos desfazer qualquer casamento que seja, até mesmo porque, a decisão de se casar ou não, não é minha, e além do que existe o Oceano Atlântico de distância nos separando. Se, na época “M” (2006), eu não me joguei de cabeça, por mais que eu quisesse bastante que desse certo, mas, apenas querer não é poder e nem resolve a situação, imagine agora, que “F” está reatando o noivado.

- “O fato é que eu nunca tive talento para ser destruidor de lares. Mas, eu prometo que não irei cometer coisas que eu possa me arrepender depois e prejudicar terceiros na parada. E, eu também não estou apaixonado para dar uma de Wanderléa: “Senhor Juiz, PARE, AGORA!!!” rs... Só rindo!!!”


Leviandades a parte, pelo menos, o ensaio sensual foi devidamente aprovado!!!



Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Nazaré)

Mensagem do FDS


Ensaio Sensual by J. R. Dan Dan



Hoje eu acordei querendo levantar um pouco mais a minha auto-estima. Então, eu resolvi fazer um ensaio sensual para me sentir um pouco mais desejável e, principalmente, fazer as pazes comigo mesmo, com o meu corpo. Esse ensaio foi super “light”, contendo aproximadamente 154 fotos.

- “Não se preocupem meus amigos, polêmicas a parte, não se tratou de flashes pornográficos, mas, sensuais – apenas insinuações ingênuas, saca?!!! Não precisam se chocar e nem esperem um ensaio da “G Magazine”, porque a proposta das fotos não foram estas.”


Tanto a produção, quanto o conceito e a execução das fotos, foram feitas pelo fotografo J. R. Dan Dan, mais amador impossível!!! Rs... O resultado geral me agradou, embora muitas das fotos tiradas serão deletadas, já que eu farei uma triagem exigente das melhores, já que eu não irei “pagar pau” sob nenhuma hipotese, né?!!!

- “Naturalmente, que eu não irei colocar essas fotos na praça, né?!!! Talvez, dependendo do resultado final, eu post alguma foto no meu Orkut, só para matar a curiosidade de poucos amigos, já que eu não vou expor a minha figura na Medina. Lembrem-se, até que se prove ao contrário, eu ainda sou um rapaz de família e um rapaz pra casar!!!” rs...


Falando em casar... EU QUERO!!! Mas, está tão complicado!!!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Eles estão voltando...




OBA!!!


(Estréia em novembro na Rede TV)



Ainda me lembro como se fosse ontem, quando o episódio piloto do "Barrados no Baile" foi exibido pela primeira vez na Rede Globo, no Temperatura Máxima. E logo depois, estreiou como série teen nas tardes de terça-feira, senão me engano entre os anos de 91/92.

- "Nem preciso mensionar que Brandon & Cia fizeram parte da minha adolescência, já que eu não perdia nenhum episódio, sob hipótese alguma - faltando até as aulas de laboratório do colégio. Não tenho como negar, é uma das minhas séries favoritas."



É claro que eu adorava as temáticas retratadas, sobretudo as tramas amorosas. Torcia demais para que: a Brenda (minha personagem preferida) namorasse o Dylan (o "top cat" da década de 90), a Andréa superasse o seu amor platônico pelo Brandon, a Kelly se acertasse com o Brandon, no decorrer de sucessivos vai-e-vens, a Donna voltasse para o David, após o último rompimento... Enfim, tantas e tantas histórias...

- "Claro, sem me esquecer da Valerie e suas armações, com a sua entrada na segunda temporada da série."



Mesmo com a saída da Brenda, algo que eu lamentei profundamente pós o primeiro ano, o seriado conseguiu se manter interessante, durando mais 7 temporadas, com a entrada de outros personagens e a transformações dos personagens principais, onde boa parte deles sairam.

- "Enfim, eu adorei essa novidade... Será muito bom rever e recordar os episódios e voltar no tempo, lembrando-se um pouco mais de mim. De fato, Beverly Hills 90210, marcou a minha adolescência."

Nitidez nessa manhã cinzenta




Bom dia, Sol!!!

- “Sol?!!! Que nada!!! O dia está abafado e cinzento. De certa forma, representa o meu estado de ânimo ultimamente, CINZENTO demais para o meu gosto. Mas, tudo bem, com certeza, dias melhores virão.”


Então, nessa manhã cinzenta, eu fui resolver alguns assuntos de ordem prática. Não consegui resolver todos, mas, o que eu não consegui resolver, realmente, não era importante. E no vai e vem, andando de um lado para o outro, algo ficou muito nítido para mim: "Aonde eu quero estar, se definitivo, eu não sei, mas, é pelo menos a sensação dessa manhã".

- “Assim, “oizeiros” de plantão, eu não irei me render aos encantos da chegada da OI em São Paulo. Pensei bem, revi algumas prioridades, e percebi que essa promoção não me representa – eu não tenho motivos contundentes para render-me a ela. No mais, não é por causa de um chip promocional que não iremos manter contatos, né?!!! Até mesmo porque, eu odeio blá blá blá desnecessário em telefone/celular.”


Tão cinzento quanto eu estou, também estou cansado demais para qualquer coisa que me demande entusiasmo e esforços, estendo além da minha reserva, da minha cota de energia.

- “Com certeza, a minha energia está bem abaixo da reserva, quase no vermelho.”


Quanta fadiga... Eu queria hibernar profundamente e acordar apenas no dia, só no dia, em que: a lucidez não me atormentasse, a nitidez não me cegasse e o suspiro não pesasse no translado dentro do meu peito. Talvez, eu gostaria de acordar apenas no ano que vem, estando envolvido nos braços que eu tanto sonhei e nada sei, nem sequer se existe e se um dia irá chegar.

- “Vixe, eu acho que eu estou precisando de glamour, tórridos beijos (dos pés a cabeça) e chocolate. Quanto azedume, Dio mio!!!” Rs...

Dá-lhe Kassab!!!




Porque será que não me surpreendeu a vitória do “gorduxito dos olhos azuis” para a prefeitura de São Paulo?!!! Podem dizer o que quiser, mas, o gorduxito tem carisma e soube se portar muito bem contra os apelos, ataques e desesperos da Marta.

- “Mas, de toda forma, agora sim, governando num mandato de 4 anos, ele poderá provar se tem vocação administrativa ou não, porque governar São Paulo por apenas 02 anos, sendo vice do Serra, não foi tempo o suficiente para dar conta da cidade e dar a dimensão exata da sua capacidade, mesmo porque, governar São Paulo não é uma missão nada fácil, talvez nem mesmo ao Bond, James Bond.”


Já que o povo o elegeu, vamos torcer e fiscalizar se a sua administração está sendo eficiente e sadia para a cidade. Agora sim, ele pode assinar a sua passagem pela prefeitura, não mais como substituto, mas efetivo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Eu quero entender...


DBLACK - EU QUERO ENTENDER



O silêncio
Corta a alma
E apressa o coração
Já se passam duas horas
Desde que bateu na porta da minha casa
Da minha vida


(Muito mais do que duas horas, dois dias, duas semanas, dois meses...)


Eu continuo no mesmo lugar
No meu sofá
Na minha ilha
E os meus olhos molham o retrato
Dos tempos que não voltam nunca mais


(De fato, ainda continuo em mim e esses tempos perderam a razão de ser)



Enfeitei as tempestades
Desse amor
Me dediquei de coração
No fio que restou


(É preciso enfeitar a dura realidade e se apegar ao algo que possa dar algum sentido a lacuna deixada)


É melhor amar que ser amado
É melhor doar que receber
Isso é verdade
Eu quero entender

É melhor amar que ser amado
É melhor doar que receber
Isso é verdade
Eu quero entender


(Eu preciso me convencer disso, porque eu quero SER AMADO e RECEBER)



E nos momentos em que você estava triste
Eu te levantei
(Você não fez nada mais do que a sua parte.)
Larguei os meus amigos (Porque quis.)
Mudei meu mundo,
Meu futuro
(Conseqüência direta das suas próprias ações.)
Meu modo de ser (Tonto!!!)
O que ficou pra trás
E agora tanto faz (Tanto faz mesmo, PONTO.)


“MEU DESEJO É SER FELIZ”

(MEU TAMBÉM!!!)



Enfeitei as tempestades
Desse amor
Me dediquei de coração
No fio que restou


(Deixa essas lembranças partirem de vez...)


É melhor amar que ser amado
É melhor doar que receber
Isso é verdade
Eu quero entender

É melhor amar que ser amado
É melhor doar que receber
Isso é verdade
Eu quero entender

Eu quero entender, eu quero entender
Eu quero entender, eu quero entender
Eu quero entender

(EU PRECISO ENTENDER!!!)

Vamos “pagar pau”?!!! Yes, Sir!!!




Conversa vem, conversa vai...

- “Garçom, traga uma breja estupidamente gelada!!!”


E a pança?!!! No mundo... Os “gorduxitos” estão na moda, sim. A comunidade dos ursos que o diga. E, nesse final de semana que passou, os fofos, o fofo e a fofa, chegaram à seguinte conclusão: “Como já chegamos a certo patamar, pois, não temos mais tempo a perder e nem temos mais paciência para grandes e cansadas enrolações e hesitações alheias, a ordem do dia é “pagar pau”. Vamos pagar todos os paus necessários para descomplicar as nossas relações”.

- “Com assim?!!!”


Chega de joguinhos e perca de tempo. Objetividade já!!! Se quer, quer... Se não quer, cai fora!!! Se você estiver com vontade de ligar no dia seguinte porque não?!!! Se você quer demonstrar a sua insatisfação porque não?!!! Se você quer fazer um convite porque não?!!!

- “Na verdade, a maturidade ensina que não é vergonha nenhuma se expor mais, claro, sem perder a linha ou precisar se humilhar. Bom senso sempre. E ao se expor, você for mal interpretado, “fuck it” quem te mal interpretou. Se mal interpretado for, fatalmente, tal interprete não te merece.”


Se “a fila anda e a catraca é seletiva”, nada mais justo do que agirmos de acordo com a nossa vontade. E se isso não trouxer consigo culpas ou boicotes, melhor ainda. Mais do que ficar refém de uma possibilidade, de uma indefinição, sem dúvida alguma, o melhor ainda é lidar com a situação posta, clara e cristalina, mesmo se o desfecho da situação seja frustrante.

- “A partir daí você não fica dependendo da escolha do outro, mas, da sua própria escolha.”


Então, mesmo se diante de intenções e atitudes sem sentido, algo mais do que usual nas relações afetivas hoje em dia, se você pode resolver a situação, porque não “pagar um pau” de vez em quando?!!! Se você agir com consciência e autenticidade a sensação de “pagar um King Kong” ou um "miquinho" qualquer, é facilmente superável ou talvez nem provoque ressaca moral.

- “Tá, tudo bem, eu sei que se expor não é um exercício fácil ou indolor, mas, ter autonomia de ação e ser dono da sua própria vida faz completa diferença e evita uma série de embustes, desagravos, chateações, trambiques e pura perda de tempo.”


Que tal?!!! Vamos “pagar pau”?!!! Isso pode ser feito de forma sedutora, inteligente, bem humorada e revertendo a situação ao seu favor, conquistando alguns pontos para você. O que não podemos é dar crédito a quem de fato não merece.

- “No meu caso, por exemplo, tolerância zero!!! Nem preciso explicar porque né?!!!”

TOP 5: Os passamentos do mês de outubro/2008




“Mon die”, como diria a Cidoca, foram tantos passamentos nesse mês dos librianos...




5º Lugar:

(Categoria: O passado não morreu... O FANTASMA bate a sua porta!!!)



Eu, heim!!! Dos meus fantasmas eu quero distância. Ainda bem que todos eles já foram exorcizados e não a “macumba” no mundo ou sessão de “mesa branca” que os tragam de volta. Mas, se por acaso, por algum motivo inusitado, alguma corrente vier interromper o silêncio do meu castelo medieval, eu chamo o caça-fantasma para dar um jeitinho dessas malas-assombrações.

- “Agora, muié, juízo, não está tudo bem entre vocês, agora, após o último tsunami?!!! Pra que mexer no que está quieto?!!! Não vá fazer lambança não, caso contrário, eu dou na sua cara!!! Rs... Brincadeirinha: Paz, Amor e um pouquinho de sacanagem. Mas, de toda forma, amiga tire esses pensamentos espúrios da sua cabecinha e deixe esse fantasma ir em busca da luz ou vá tirar o juízo de outra pessoa.”




4º Lugar:

(Categoria: A Metamorfose – De mala a cara legal.)




É a primeira vez que eu vejo um cara mala se transformar num cara legal. O que a persistência e a capacidade de reverter a primeira má impressão não fazem, né amiga?!!! Essas coisinhas inusitadas só acontecem quando a dupla se reúne despretensiosamente.

- “Tadinho do careca... rs... Quisemos fugir dele, dá um perdido, ignorá-lo, deixá-lo na pista, mas, não é, que no final ele fez gol. Quando menos esperamos, como sempre, nos acompanharam para o próximo bar.”


Aff, amiga... Isso só pode ser sina. Ainda bem que nos surpreendemos e você finalizou. O ex-mala conseguiu fazer o gol, nos últimos minutos do segundo tempo, mas, mediante a ausência de desfecho, o príncipe voltou a ser sapo, oops, mala. Rs...




3º Lugar:

(Categoria: A Substituição. É, de fato, essas coisas acontecem...)




É claro que os relacionamentos vêm e vão todos os dias... Os namoros também se acabam, alguns noivados são desfeitos, boa parte dos casais briga e depois faz as pazes, quiçá, o juiz de paz consegue impedir as vias de fato – a separação.

- “Mas, toda e qualquer súbita substituição, é no mínimo intrigante e surpreendente. Agora, o que mais me deixa passado não é a substituição em si, em tão pouco tempo, porque essas coisas acontecem todos os dias – quem não teve a sua carta coringa atire a primeira pedra, mas, como um contato banal, voltado para outros fins, resultou nisso.”


O que mais eu posso dizer?!!! Que apesar desse passamento, jovem eu torço que a substituição possa resolver o problema.




2º Lugar:

(Categoria: Roleta russa. Existe, SIM, o tiro sair no pé!!!)




Toda escolha feita demanda um risco. Se a sua escolha foi a mais acertada, só o tempo dirá. Todavia, vamos esperar que essa roleta russa não implique num tiro certeiro no seu pé, pois, não querendo entrar em questão, mas, já entrando, é necessário que, eu como seu amigo, faça a seguinte advertência sob a vida pregressa e das evidências que o rodeiam não podem ser esquecidas, elas evidenciam problemas de relacionamento, etc. e tal – Não vamos tapar o sol com a peneira, isso definitivamente não faz o nosso estilo.

- “É público e notório o quanto eu torço por você. Então, vá com calma, não fique atarantada, pois, toda precipitação faz com que metamos os pés entre as mãos. Sinceramente, espero que você não venha se arrepender desse investimento. Olha lá, cuidado com as quedas das bolsas de valores para não ficar com as calçolas na não, literalmente.” Rs...




1º Lugar:

(Categoria: A Metamorfose – O caso “fura olho”. Uma fissura considerável no cristal.)




É lamentável quando atitudes impensáveis e desastradas colocam em xeque as amizades entre as pessoas. Ainda mais, quando acontece com duas amigas que eu quero tão bem. Sinto-me entre a cruz e a espada, mas, preciso ser justo, dando a Cezar o que é de Cesar.

- “Moralista, eu?!!! Claro que não. Sou apenas pudico com as minhas condutas, pois, evito a ressaca moral do dia seguinte, a todo custo, pior quando o diabo foge da cruz e o vampiro foge da estaca. Mas, de acordo com o ocorrido, não vou mencionar aqui, em detalhes, porque não vêm ao caso e eu acho conveniente preservar o fato, eu apenas diria que: A gente não faz aos outros, aquilo que a gente não quer que faça conosco.”


Cada cabeça é uma sentença, cada um sabe aonde o calo lhe aperta o pé, sendo assim, não me proponho a julgar a ninguém, apenas me reporto ao fato. Se tivesse acontecido comigo, realmente, eu também não iria gostar, ficaria passadíssimo.

- “Mas, o que me deixou mais passado foi que eu nunca imaginei, em hipótese alguma que um caso como esse, “furarar o olho da amiga”, pudesse acontecer envolvendo elas. Até mesmo porque, conhecendo a outra parte como eu conheço, é o tipo de atitude que não a representa. Mas, mediante ao ocorrido, agora passou a ser, depondo contra ela.”


Claro que todo mundo erra, comete equívoco, mas, eu espero que a maturidade e o bom senso nesse caso imperem para que esse acontecimento seja superado com sucesso, sem qualquer ressentimento ou sujeira posta debaixo do tapete. Se algo deixou de ser dito, precisa ser dito. Se algo ainda ficou inteligível, precisa ser compreendido. Se o assunto traz incômodo, esse mal estar precisa ser dissipado. Tudo é válido em prol de se resolver a questão, até mesmo para evitar que a trinca não abale profundamente a estrutura do cristal, da amizade.

- “Administrar amizade não é fácil. Requer muito mais do que querer bem, requer acima de tudo administrar conflitos, sem deixar que o respeito, a confiança e a parceria se percam.”


Por essas e outras, que eu adoto a política de ficar quietinho na minha quando os objetos de desejo convergem. Sobre mim, eu só posso dizer que, até agora, que eu me recorde, eu nunca protagonizei casos de “fura olho”, até mesmo porque o meu gosto é tão peculiar, que não gerou atrito com os meus amigos. Mas, eu acredito que esse fato, foi um fato isolado e não uma regra.

- “Valha meu Deus, como o mês de outubro foi repleto de passamentos. Os meus conflitos foram egoístas, só implicavam em questões internas, intrínsecas a mim mesmo, sem resvalar aos outros. Que Ele nos abençoe, amém!!!”

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Faxinando, faxinando, faxinando...




Acordei. Eu aumentei o som e comecei o meu dia tirando a poeira dos móveis, as impurezas acumuladas entre as frestas dos tacos e os tufos de pelos espalhados pela casa, retirando o lixo e faxinando o ambiente e a energia da casa (Ooops, um minutinho apenas, me deixa correr até o quarto para ascender o meu último incenso de cereja) para perfumar o lar e purificar a minha mente dos meus pensamentos críticos e mundanos e fortalecer a minha alma.

E, nessa estufa abafada, abri as janelas para ventilar os cômodos e refrescar eu e as duas gatinhas desse calor infernal, além de hidratar o meu corpo ainda ébrio do final de semana.

- “Quanto calor, Ui!!! Meu corpo está queimando em diferentes aspectos. Amém, Desejo... Amém!!!”


Faxinando, faxinando, faxinando... faxinando, eu percebi que eu preciso polir os meus conceitos e as minhas regras, livrando-me do dilema afetivo entre ter que escolher o “sonho”, aquele que se persegue por uma vida inteira, tal e qual aquele sonho, sonhado do jeitinho que eu sempre sonhei, ou ter que me contentar o que é possível ter.


- “Como se contentar com o que é possível ter, se o meu corpo não responde e as minhas mãos querem tocar nas estrelas?!!! Como desprezar tudo aquilo que te deixa excitado, elétrico, pulsante?!!! O que me martiriza é que o “sonho sonhado” sempre me remete a frustração e esse preço é cruel demais, quando se quer ter um sonho que lhe caiba dentro das mãos.”


“... Eu quero entender...

É melhor amar do que ser amado
É melhor doar do que receber
Isso é verdade!!!

Eu quero entender...”

(D’Black – Eu quero entender)


E quando não representamos os sonhos dos outros, ficamos alheios a escolha e nuamente expostos a rejeição e refém dos nossos sonhos frustrantes. É muito fácil criticar o outro quando nos sentimos desprestigiados, mas, quando ocorre o oposto, quando os outros não conseguem representar os nossos sonhos, nos contradizemos no discurso.

- “Digladia-mo comigo mesmo quando estou nessa situação. Eu sempre me proponho a dar pelo menos uma chance, mesmo, sabendo que não adianta andar na contramão, porque o que é morno, insosso, sem gosto, sem brilho e sem cor, não me preenche a alma, o desejo e o coração.”


E nesse meu jeito “lispectoriano” de ser, porque sim, “eu quero a minha realidade inventada”, sinto-me no direito de sonhar, de ter ao meu lado quem possa:

Irremediavelmente,
Abalar as minhas estruturas
Destruir as minhas resistências
Dominar os meus ímpetos
E descontrolar o implacável
Em momentos onde o descontrole se faz necessário

Preencher os meus dias,
As minhas horas,
E os meus pensamentos mais caviladores e sórdidos,
Deixando aquela sensação gostosa
De que não existem lacunas

Provocando-me muitos arrepios eletrizantes,
Muitos suspiros
Deixando-me ofegante e com as pernas bambas,
Iluminando os meus olhos
Refletindo-lhes estrelas e cometas
Arrancando-me sorrisos bobos e sem motivos
Aguçando todos os meus sentidos
Acelerando o meu órgão pulsante

Enfim,
Alguém que me tire do eixo
E me dê um beijo
Fazendo-me experimentar
O que eu ainda desconheço

(Daniel Igor, 27/10/2008)


- “É, meus amigos, eu quero alcançar o Oasis chamado felicidade.”


E entre o querer e o que é possível ter, eu sigo buscando exemplos, desculpas e ações que possam anular o comportamento que eu sempre sou combatível: “Não se permitir à”. Mas, para eu me permitir é preciso que eu esteja convencido de que é possível a tentativa, porque a química precisa despertar o vulcão adormecido dentro de mim. Não há o menor sentido reproduzir um discurso, passando de combatente a combatido.

- “Começo a crer, piamente, de que não devemos buscar o amor, mas, deixar-nos ser encontrado por ele, por mérito do merecimento. Porém, todavia, contudo, puta que pariu, “caralho de asa”, será que eu mereço?!!!”



... “A culpa não foi sua
Os caminhos não são tão simples
Mas, eu vou seguir...

Viajo em pensamentos
Numa estrada de ilusões
Que eu procuro dentro
Do meu coração

Toda vez que eu fecho os olhos é para te encontrar
A distância entre nós não pode separar
O que eu sinto por você
Não vai passar

1 minuto é muito pouco pra poder falar...”

(D’Black – 1 minuto)

Coisas que eu sei...


(Coisas que eu sei - Danni Carlos)


Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar

Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia... (2x)
Agora eu sei...

PIFE, PAFE!!!



Ui, a jogatina no mundo...




- “Sorte no jogo, azar no amor?!!! Eu, heim... No meu caso, o fator sorte me abandonou em ambos os casos. Rs... Eu fui inventar de jogar “pife, pafe”, é o novo, e perdi na maior... Jogo de sorte?!!! Balela. Usar a massa encefálica, isso sim, para estar atenta a jogada dos seus oponentes.”


Mas, só digo uma coisa... “C” ligou para mim!!! Huahauhuahauhua... :p

Muitos bafões...




Abafa o caso, melhor, abafem os casos!!!




Quase 1 mês afastado da USP, da turminha da pá virada, muitos acontecimentos foram narrados e confidenciados para mim. Realmente, o ritmo de vida em São Paulo é acelerado. As histórias aqui não acontecem, mas, urgem.

- “Nooooooooooooossa quantos passamentos!!! O top 5 do mês de outubro estará repleto.”


Da quinta-feira para cá (domingo), posso dizer que: “Eu experimentei sensações que eu deixei de ter no decorrer do mês. Talvez, eu esteja frágil demais para não me deixar chocar, contagiar-me sobre”.

- “Pois é, my friends, eu tive vários passamentos, mas, pelo menos, eu fui poupado de alguns chutes na canela. Embora, alguns fatos não tenham acontecido diretamente comigo, como amigo, é impossível não senti-los. Ui, esse chute doeu... aquele também.”


Cada casa é um caso. Cada caso é uma aprendizagem a ser aprendido. Mas, por via das dúvidas, é melhor abafá-los. Já que eles não me pertencem.

- "Cada um é a delícia de ser o que é. PONTO."

domingo, 26 de outubro de 2008

Constatações de domingueira


No lastro da entrada principal estava escrito: “Universidade de São Paulo”. Eu ali, escutando “Manhattan Skyline”, rendido ao seu tripé. Quantas falácias desmoronaram rentes aos meus pés. Algumas sensações ficaram no ar, uma delas foi o alívio.

- “Entre idas e vindas dos transeuntes, ficava muito nítido: Eu já estou ficando cansado de brincar de São Paulo.”


Além dos meus amigos estarem locados aqui, alguns bem estabelecidos, com vida própria, nada mais me prende aqui ou que, realmente, tenha um significado forte para eu ficar.

- “Hoje, algo é muito factual para mim, só um motivo muito forte, muito estrutural me faria ficar. Talvez um emprego?!!! SIM. Mas, eu me sinto muito cansado e pouco estimulado para ir buscar. Talvez, um amor?!!! DEPENDE. Teria que ser, no mínimo contundente, mas, eu não tenho condições e elementos suficientes para especular.”


Não sei se o cabalístico nome, “C”, o pontapé inicial de tudo, muito em parte do que eu sou (menção ao nome), do que permeia o meu universo afetivo, que eu dialoguei na sexta, no sábado, irá dar em alguma coisa concreta (Sinceramente?!!! Eu gostaria que sim). Aparentemente, apesar de uma fagulha de interesse estejam acesas de ambas as partes, até então, não passa de nada mais do que promessas.

- “Crer em que?!!! Sobre essa semana quente, abafada, praticamente uma estufa paulistana, eu me sinto muito cansado até mesmo para imaginar. Namorar aqui?!!! Esquece. É complexo demais para se acreditar.”


Essa semana que passou, uma amiga me disse que estava preocupada comigo: “Dan, você está muito quieto, muito “mo-li-nho”. Esse aí não é você”.

- “De fato, na essência, esse aí não sou eu, mas... Eu não tenho motivos para estar?!!! Acredito que os tenho. Todavia, depressão seria muito forte para considerar, porém, por esse momento, eu esteja desestimulado e cansado para “n” coisas.”


Faltam-me forças, sinto-me exaurido. Falta-me criatividade, eu estou desprovido de fantasias até mesmo para enfeitar a vida. Sei que é uma fase a ser transposta, um ciclo a ser concluído, uma novo caminho a ser trilhado.

sábado, 25 de outubro de 2008

"Chaplin(ando)"...


"Já perdoei erros imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, Já chorei ouvindo música e vendo fotos, Ja me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade Ja tive medo de perder alguém especialMas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida...e você também não deveria passar! Viva!!! Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, por que o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante."


(Charles Chaplin)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Uma singela homenagem à Eloá



D'Black & Negra Li - Um Minuto


Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre...
A culpa não foi sua
Os caminhos não são tão simples
Mas, eu vou seguir

Viajem e pensamento
Numa estrada de ilusões
Que eu procuro dentro
Do meu coração

Toda vez que eu fecho os olhos é pra te encontrar
A distancia entre nós não pode separar
O que sinto por você
Não vai passar

Um minuto é muito pouco pra poder falar
A distancia entre nós não pode separar
E no final, eu sei que vai voltar.

Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre
A vida continua
Os caminhos não são tão simples
Temos que seguir

Viajem e pensamento
Uma estrada de ilusão
Que eu procuro dentro
Do meu coração

Toda vez que eu fecho os olhos é pra te encontrar
A distancia entre nós não pode separar
O que sinto por você
Não vai passar

Um minuto é muito pouco pra poder falar
A distancia entre nós não pode separar
E no final, eu sei...

No meu coração
A onde quer que eu vá
Sempre levarei o teu sorriso em meu olhar

Toda vez que eu fecho os olhos é pra te encontrar
A distancia entre nós não pode separar
O que sinto por você Não vai passar

Um minuto é muito pouco pra poder falar
distancia entre nós não pode separar
E no final, eu sei...

Eu sei que vai voltar
Eu sei que vai voltar

Recorte de Realidade


(Na madrugada do dia 21/10/2008)




Pós o pronunciamento de Dona Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, ainda velando o corpo da filha, dentro da sua coerência e dor, ela conseguiu dar uma resposta reconfortante para a sua morte: “Minha filha está muito feliz, ela deu vida a sete pessoas... O espírito dela está junto de Deus”. E de fato, diante de uma tragédia, a forma como o fato pode ser interpretado e a fé individual, fazem toda a diferença. Realmente, como diria a Pitty: “É uma questão de opinião”.

- “Diante desse depoimento, não tem como não se sentir reconfortado pela pessoa, que neste momento, a mãe, precisava ser totalmente reconfortada. De fato, a força reside em cada um de nós e ela surge quando menos esperamos, quando não acreditamos que ela possa surgir.”


A simplicidade também traz a sua sabedoria popular.

- “Diante desse relato, desse testemunho de vida, quem sou eu para contestar o desígnio de Deus?!!! Ninguém. Compreender essas engrenagens da vida, das perdas e despedidas são maiores do que qualquer compreensão que eu possa ter.”

Como não se emocionar?!!!


Por mais que se tenha outra dimensão sobre a vida, baseada na espiritualidade, quando a morte chega, da sua maneira mais implacável de ser, promovendo a “passagem” e deixando a dolorosa lacuna da perda, a grande verdade é que ninguém consegue ser indiferente a ela. Perdas são perdas e elas são chagas abertas que só são amenizadas com o tempo, embora jamais esquecidas.

- “E diante de tudo o que acompanhamos no decorrer da semana, com a Eloá, eu lhe pergunto: Como não se emocionar com o drama dessa moça?!!!”


Hoje o seu corpo está sendo velado (20/10/2008) e (agora já sepultado, 21/10/2008) a sensação dessa perda coletiva, pois, esse fato não abalou apenas as famílias dos envolvidos nesse drama, mas, a toda a sociedade brasileira que comungou com a dor da família Pimentel, em especial, indignando-se com esse lamentável desfecho e com o ato premeditado do assassino-agressor – ninguém vai ao encontro da ex-namorada armado, se não tiver alguma intenção funesta para realizar.

- “Eu não tenho como ficar indiferente ao terror físico e emocional que essa menina de 15 anos passou, sendo pressionada para ceder aos caprichos egocêntricos do agressor (buscando convencê-la de reatar o namoro de qualquer forma, sobretudo através da violência), agredida fisicamente e assediada – forçando-a a beijá-lo. Como não compadecer do seu drama pessoal?!!!”


No meu caso em especial, eu penso logo na minha sobrinha. Que essa experiência funesta poderia ter sido vivenciada por ela. Não apenas eu, mas, todos nós, estamos expostos a esses eventos de violência ao nosso redor – desgraças não são específicas apenas da periferia das cidades, do contexto urbano.

- “Torço para que não tenhamos que enfrentar esse inferno passional em nossas famílias e entre os nossos amigos, inferno esse que acomete e degrada muitas mulheres.”


E aonde está a parcela de responsabilidade de Deus que não impediu que uma moça tão jovem, tão bonita e tão cheia de vida tivesse que passar por esse calvário?!!! Qual é a explicação convincente para que uma pessoa de bem como ela (simpática, solidária, amigável, meiga, sorridente, extrovertida, boa filha) possa merecer um desfecho tão absurdo desses?!!!

- “Porque Senhor, em certas situações você se omite e permite que tragédias como essas aconteçam?!!! Porque interromper uma vida precocemente dessa forma?!!! Dizer-me apenas que “foi chegada a hora”, cá entre nós, pra mim, é pouco, é minimizar a grande dádiva de estar vivo.”


O fim só tem sentido se for para sanar e encerrar sofrimentos irreversíveis, mas, para interromper vidas de forma precoce e inesperada demonstra ser um grande atentado contra a vida, com todo o contexto absurdo, inexplicável e revoltante que isso representa. Não tem como se resignar contra o que não possui uma explicação lógica e convincente.

- “Como eu não posso mudar a engrenagem da vida, muitas vezes, fugindo da minha reles compreensão, emociono-me com essa vida negada e dou o meu abraço solidário à família violentada. De certa forma, nós fomos todos violentados na alma, na esperança e na vida social.”

domingo, 19 de outubro de 2008

Duas Surpresas Dominicais




Apesar de a minha voltagem estar oscilante, alternando entre momentos de altos e baixos impactos, essa manhã eu fui surpreendido com dois estímulos vitais para mim, dois contatos muito importantes para mim – ambos mexeram demais com a minha subjetividade, com aminha sensibilidade.

- “Acaso ou não, merecimento ou não, ambos os contatos foram uma bênção divina. Já ganhei o meu dia por isso.”



A LIGAÇÃO


Inesperadamente, o meu celular toca as 9:30 (horário de verão) e a chamada é destinada de Fortaleza. Ainda meio sonolento, eu digo: “Alô?!!!”

- “Meninas, que surpresa boa, viu?!!! Adorei... Logo logo, eu estou chegando para a gente matar as saudades, colocar a conversa em dia, ver o pôr-do-sol juntos na praia e fazermos aquela bagunça tão aguardada. Meu celular sempre está pronto para receber a ligação de vocês, seja em que hora for. Não tem como não me emocionar com o carinho, a torcida, a preocupação e a amizade de vocês – sempre demonstrados em momentos que eu nunca espero. Isso sim, é um “insight” de Deus. O “padrinho” aqui as ama de paixão!!! Obrigado por vocês existirem na minha vida.”



A PRESENÇA


Depois do telefonema, eu fui me deitar um pouco mais e o melhor ainda estava por vir. E nos encontramos em sonho, após um intervalo sem nos ver.

- “Oi, meu filho!!!”

- “Oi, mãezinha!!!”

- “Lamento por não estar com você em seu aniversário”.

- “Que é isso mamãe.”


Com os olhos marejados, me aproximei e dei um forte abraço. Abraçados choramos.

- “Mãezinha, quantas saudades eu sinto da senhora. Quantas saudades...”

- “Eu também meu filho.”



Nem preciso mencionar que após desse breve contato, eu acordei chorando e extremamente tocado. Mas, esse encontro não foi apenas um simples sonho, de fato, eu senti a presença física dela de tal forma que quando eu despertei, eu fui literalmente abraçado. Eu senti o abraço dela nitidamente.

- “Mãe, esses nossos encontros são tão importantes para mim, cada sonho, cada vez que eu tenho a dádiva de sentí-la nitidamente, só reafirma que ainda continuamos ligados. A nossa ligação ainda é tão forte que conseguimos atravessar o limite existencial, essa linha é muito tênue e a minha sensibilidade está aberta para isso. De forma alguma eu quero perder essa conexão espiritual contigo – Já que eu sou o único dos três que esteja conseguindo experimentar isso.”


É tanta saudade... É tanto amor que jorram dentro de mim, que seria injusto não agradecer a Deus a esse canal de conexão. A minha sensibilidade em relação a você, se aprimora cada dia mais, e isso é um motivo de grande alegria para mim.

- “Pode ter certeza, aonde você estiver, as minhas lágrimas não são de dor, de revolta ou de sofreguidão, mas, a mais pura expressão de amor e de saudade, que eu sinto uma alegria em poder estar contigo mais uma vez, não mais neste plano.”



... “Me sinto só
Mas, sei que eu não estou
Pois levo você no pensamento
O meu medo se vai
Eu recupero a fé
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou tarde...

... Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar
Tenho certeza
Numa bem melhor
Sei que quando eu canto
Você pode me escutar...”




Talvez eu não tenha o direito de estar cabisbaixo após esses presentes no dia de hoje, mas, sei que estou precisando vivenciar esse ciclo, expurgar alguns fantasmas que me rondam. E, com certezas, essas nuvens cinzentas irão dissipar de cima da minha cabeça, mas, embora o sorriso esteja tímido, falhando por hoje, por dentro eu estou radiante por essas duas surpresas dominicais.

- “Pessoa, cabrita doida e meu alicerce maior, só tenho agradecer a Deus e a vocês por não me deixarem sozinho no decorrer dessa árdua jornada e, apesar da distância quilométrica e astral, vocês se fazem presente na minha vida, no momento certo, na hora certa, quando eu menos espero. Meus mais sinceros e genuínos agradecimentos.”




“... E depois que a tarde nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse, eu não resistiria
E a madrugada acalentaria a nossa voz

Fica
Oh brisa, fica
E talvez, quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim queira ficar...”

Hexacampeão, futsal



"Ninguém tem os três melhores jogadores da copa em vão, né?!!! Parabéns, Falcão & CIA, por mais esse título para o nosso futsal e mais essa alegria para o esporte brasileiro."



Agora, o desabafo de um torcedor brasileiro: "Porque todo título da seleção brasileira é sofrido, heim?!!! Haja coração!!!"

Exemplo de amizade e Luto por Eloá...


"Definitivamente, amizade não tem preço."

- "Toda passagem deixa marcas e infinitas saudades... Que seu padecimento seja abrandado ao lado do Senhor e que a sua estrela não se apague, nem na mente e nem nos corações daqueles que te amam e, com certeza, precisam encontrar forças para aprender a lidar com a sua ausência até o dia do grande encontro. Siga em paz menina-mulher, o seu merecimento contraria qualquer surto absurdo ou comportamento doentio, pois, os porques dos seus últimos dias, só Deus pode explicar."

Noite atípica


Até pensei em sair hoje à noite. Pensei, pensei, pensei, ensaiei, ensaiei, ensaiei, busquei inspiração pela janela, olhando o movimento na rua, recebi alguns convites, mas,...

- “Cadê o ânimo, a coragem, o entusiasmo?!!!”


Não apareceram. O tempo passou da hora e eu desisti. Na verdade a minha bateria está descarregando, minha voltagem está baixa e sinto-me cansado, irremediavelmente cansado – de todas as maneiras que o verbo “cansar” pode assumir.

- “Eitchaaaaaaaaaa, se joga na pista, na praça, na vida, garoto!!!”


Porque ela não se joga em mim?!!! Sabe de uma coisa, no final das contas, não me adiantaria muito sair para “baladar” desanimado. Não me adiantaria criar expectativas sobre a “night”, se ela não iria me dar o que eu gostaria de ter. O que me adiantaria me produzir, ficar extremamente cheiroso, encher-me de esperança e voltar para casa com os pés moídos e calejados, com o sorriso amarelo e frustrado?!!!

- “Meu, não é ficando em casa, cabisbaixo e aprisionado em seu passamento que a surpresa baterá a sua porta!!!”


Porque ela não bate?!!! Porque ela não invade a sala e inunda o ambiente?!!! Porque ela não me surpreende?!!! Porque ela não me enche o peito, o sorriso e os olhos?!!! Porque não?!!!

- “Porque, ao invés de esperar o fator surpresa acontecer, você não arregaça as mangas e faz acontecer?!!!”


Talvez, porque hoje eu esteja precisando ficar um pouco sozinho, um pouco debruçado em mim mesmo, sentindo a melancolia e a “deprê” que estão circulando nas minhas veias, no meu íntimo. Hoje eu estou muito mais para “Sem Ar” do que “Give it to me”. Hoje eu estou mais “in” do que “on”.

- “Vixe!!!”


Como eu disse ontem as meninas: “O tempo pesa. Nós não temos mais o biorritmo e o metabolismo de outrora. Nem os cântaros são os mesmos”. Faltam-me estímulos significativos, bem significativos, diga-se de passagem.

- “Não está faltando para você comer chocolate, “colocar a escrita em dia” e praticar o seu esporte preferido?!!!”


Com certeza, está me faltando isso e muito mais. Mas, por enquanto, eu estou resignado e em paz, apesar do desânimo e do vazio no meio do meu peito. Por hora, eu me contento com uma caneca de chá, escutar D’black, “bloggar”, pensar um pouco mais sobre o meu caos e sonhar com alguns sonhos, em parte não dependem apenas do meu querer.

- “Aprender a lidar com as próprias frustrações traz consigo aprendizagens e sabedoria.”


Eu preciso nesse momento, sentir-me um pouco mais. Estar um pouco mais conectado comigo mesmo, integrando-me ao silêncio, mesmo estando cercado de sons, resgatando a minha paz, mesmo estando cercada de inquietações, abrindo mão provisoriamente do movimento, mesmo estando cercado por ele.

- “Trata-se de uma noite de sábado atípica, completamente atípica.”


Verdade. Mas, é o que temos para hoje.



... “Perdi o jogo e tive que te ver partir
E minha alma sem motivo para existir
Já não suporto esse vazio
Quero me entregar...

...E eu corro pro mar para não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer...

... Permaneço sem amor, sem luz, sem ar...”

Ensaio sobre a Cegueira, O Filme


Ontem eu e 3 amigas fomos assistir “Ensaio sobre a Cegueira” - Filme baseado nos escritos do José Saramago e direção do Walter Salles. O enredo do filme é denso, reflexivo e faz uma metáfora sobre os caminhos que a humanidade está seguindo, levando-nos a mais completa degradação e sufocamento.

- “Se não bastasse o desfecho fatídico do caso de Santo André, o filme também contribuiu para aumentar ainda mais o meu estado de passamento do dia. Será que “passar” se faz necessário?!!! Acredito que sim.”


Indiscutivelmente, nós somos cegos de diversas formas, cegos de visão, de percepção, de afetividade e de cidadania. E tanta ignorância, egoísmo e apatia nos fazem cegos. E a filosofia do filme vai retratando todo o caos, a dialética e as contradições que o ser humano vive no seu cotidiano, seja em casa, no trabalho, nas suas relações familiares e pessoais, no bairro, na cidade, no país e no mundo afora.

- “A proposta do filme é nos fazer refletir sobre a nossa realidade humana e social, propondo-nos a tirar as vendas ou o horizonte branco (a cegueira branca) dos nossos olhos.”


Para quem eu recomendaria o filme?!!! Pensando melhor, a todos, mas, prevenindo aqueles que são frágeis e alienados que se negam a enxergar além do seu próprio nariz e exaltam a futilidade e buscam viver num mundo cor-de-rosa. O filme é denso, crítico e chocante. Se eu fosse destacar aspectos dele, exaltaria: o processo do confinamento via quarentena epidêmica, que evidencia o descaso com epidemias, a degradação humana, a condição feminina e a discussão sobre a ética e a moralidade.

- “Até a moral é discutível quando se trata do limite final da sobrevivência.”


Quem quiser refletir e analisar a nossa condição humana e social, precisa assistir essa metáfora tão atual e pertinente.

- “A iluminação se faz necessária e urgente.”


É claro que após o filme, a trupe reflexiva precisou se recompor no “Bossa Nova”, tomando alguns choppinhos deliciosos e debater sobre o filme e, naturalmente, sobre a nossa vida e amenidades, sim, porque nós merecemos desopilar!!!

Surto ABSURDO!!!


O que eu posso dizer sobre o desfecho fatídico do caso de Santo André?!!! Nada além de lamentar profundamente, mais uma vez, pela ação desastrada da polícia, que não conseguiu evitar a violência cometida pelo agressor contra a integridade física das meninas, onde ambas foram alvejadas a queima roupa; pelo estado de coma irreversível da menina Eloá, com a bala alojada em seu cerebelo e o seu quadro médico não-respondente; e, graças a Deus, a pronta recuperação da Nayara, após a remoção da bala na sua boca.

- “Quanto passamento... Perplexo diante do inesperado, apesar de existir sinais da sua possibilidade de acontecer por, embora pairasse no ar uma esperança que o desfecho fosse outro, bem mais feliz, e diante desse absurdo que acompanhamos nessa última semana.”


Como se resignar mediante o sofrimento do outro, principalmente, quando se trata de uma moça tão jovem e bonita, que tinha uma vida inteira para viver, descobrir e realizar, se não fosse barbaramente interrompida ou quase (porque nessas últimas 6 horas, novos exames serão refeitos para constatar se a paciente está com morte cerebral) por um ex-namorado emocionalmente perturbado.

- “Mais uma vez, o nosso país está de luto, pela a violência urbana que se abate sobre nossas cabeças e nossos lares e a estupidez humana, aspectos que indicam a barbárie humana que se reafirma a cada dia, em maiores surtos, absurdos e proporções. Aonde vamos parar?!!!”


Quero deixar registrado o meu repúdio não só pelo desfecho trágico, mas a condição que nós, como filhos da nação somos obrigados a conviver com esse contexto tão degradante e assustador. Particularmente, sobre o estado de saúde da Eloá, se eu fosse Deus por esse momento, preferiria levá-la para junto de mim, para não vê-la imóvel, inconsciente alheia de tudo e a todos que está ao seu redor, em estado vegetativo, prostrada em cima de uma cama. Iria poupá-la desse sofrimento, que segundo os médicos, é inevitável.

- “Quanto à família, aos parentes e amigos de Eloá, eu queria dar as minhas condolências e prestar a minha total solidariedade, pois, mediante a esse surto absurdo, não se pode fazer ou falar muito sobre a dor e o caos familiar que eles estão passando nesse momento. Que tal sofrimento possa ser superado o mais rápido possível. Só Ele, pode acalentar e confortar o coração de vocês.”


E assim nós vamos vivendo expostos a estas situações que denotam o quanto somos frágeis e autodestrutivos de nós mesmos e da sociedade em que estamos inseridos. Que Deus, se não tiver muito ocupado com os seus afazeres, tenha piedade de nós!!!

- “Milagres... Todos nós precisamos de um. Só Ele, até onde sabemos, é capaz de providenciar. Quem crê alcança, mesmo mediante a toda descrença e dúvidas que possam existir dentro de nós.”

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mensagem da semana

SMUAK?!!!


Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(NAZARÉ)




- “Amiga, podreeeeeeeeeeeeeeee!!! “Smuak”, ninguém merece!!!”

Quantas vezes, você virou a suas costas para alguém?!!!



- “Quando eu mais precisava dela, ela virou as costas para mim.
Ela merece o que está passando. Ela está pagando por isso.”


(Lindemberg, jovem de 22 anos que mantém a ex-namorada Eloá em cárcere privado a mais de 72h, na periferia de Santo André, 16/10/2008.)




Diante tal justificativa do rapaz à Rede Record, eu pergunto a você: “Quantas vezes, em situações de conflito, principalmente em brigas e términos de relacionamentos, você não quis conversar ou fazer “D.R.” com ele(a), virando-lhe as costas?!!!”

- “Eu respondo. Várias vezes, eu já virei às costas e apliquei a “Lei da Insignificância”, ignorando ou mantendo-me em silêncio e a distância, porque eu não sou obrigado a conversar ou discutir a relação quando eu não estou afim. Existem situações que a melhor resposta é o silêncio, já que certas palavras e certas justificativas são vazias de significado, sobretudo quando os cristais da confiança, do respeito e do afeto foram quebrados.”


E o diálogo?!!! Sempre. Mas, quando qualquer conversa se transforma em monólogo, isso é muito chato.

- “Já monologuei tanto, que me entreguei ao cansaço e a desistência... Abafa o caso.”


O fato é que ninguém gosta de ser ignorado, ser desprezado e desvalorizado em sua própria dor. “Se ela me amasse tanto como dizia que amava, não me deixaria falando sozinho, desprezado”. Well, meu caro desprezado, infelizmente, os sentimentos mudam e qualquer compromisso com o sentimento alheio ao meio disso perde a sua razão de ser.

- “Mas, qualquer que seja o rompimento afetivo, é complicado de ser digerido. Uma série de sentimentos é potencializada e, da forma como você encara a situação, você toma um posicionamento – Uns são mais frios, mais altruístas (voltam-se para si mesmos, buscando analisar o rompimento e crescer com ele), outros são mais frios, mais ressentidos (a mágoa impede o perdão e o contato mais ameno), outros são mais quentes, mais passionais e vingativos (fazem qualquer negócio para dar o troco) e outros são mais quentes e autodestrutivos (entram em depressão, deixando-se corroer pela dor).”


É cada um sabe de si, sabe aonde reside a sua força e como quer lidar com os desencontros sofridos e as suas rejeições. Mas, cada um é cada um e sabe dos seus problemas, então, a única saída e a mais digna possível é lidar com as situações, por mais densas, complexas e dolorosas que elas possam ser, é através da auto-estima, do resgate do amor próprio, você em primeiro lugar, sem precisar se humilhar, se degradar.

- “Ninguém suporta um ser rastejante aos seus pés... Beira às náuseas, ao nojo profundo. Enfim, dignos de dó.”


Se toda vez que formos nos rebelar, tomando atitudes destemperadas e extremadas, quando o nosso orgulho é afetado e as nossas vontades são contrariadas, aonde nós iremos chegar?!!! Oh, humanidade perdida e voluntariosa, viu?!!!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Apertando a tecla...



- “F.U.C.K.I.T.!.!.!. (PONTO)”

Basicamente, um "ESGANADO DE FOME"!!!


- “A ansiedade é uma... MERDA!!!”

Ai que CALOR!!!



- “Se chove lá fora... Queima aqui dentro, de vontade de...”

Sinto-me, Confundo-me, Perco-me...


... Levanto-me, buscando me encontrar!!!



Sinto-me suspenso em algodão macio (nuvens)
Sinto-me assistindo slides noturnos ao dormir (sonhos).
Sinto-me iluminado em feixes de luz (idéias).
Sinto-me ensaiando vernáculos (palavras).
Sinto-me debatendo em vulcões em erupção (desejos).
Sinto-me vivendo em sucessivas e alternantes fases de hibernação (inércia) e de caçada (movimento).

Confundo-me entre o que está visível aos meus olhos e invisível a minha percepção (realidade).
Confundo-me entre o que a vida me sugere e o que ela deixou de me sugerir (oportunidades).
Confundo-me entre o batimento cardíaco natural que pulsa o meu coração e o estímulo externo que está alheio a ele e o faz pulsar da mesma forma (amor).
Confundo-me entre os cálculos que sinalizam em resultados exatos e os que apontam em resultados errados (certezas).
Confundo-me entre as preces proferidas e as que eu deixei de proferir (fé).

Perco-me em palavras, buscando escrever frases, orações e parábolas.
Perco-me no caminho, buscando trilhar o caminho certo.
Perco-me nos meus sentidos, buscando intuir, escutar, enxergar, tocar, saborear e cheirar todos os prazeres que eu preciso sentir.
Perco-me em sorrisos e lágrimas, alegria e raiva, amor e ódio, paz e guerra, buscando expressar os meus sentimentos.
Perco-me em erros, buscando fortalecer os meus acertos.
Perco-me em idéias, buscando o ápice do saber lúcido.

Levanto-me, a cada 24 horas que se sucedem (dia).
Levanto-me a cada levante (momento).
Levanto-me a cada livro devorado e fato experimentado e observado (aprendizagem).
Levanto-me a cada queda, a cada derrocada (fracasso).
Levanto-me a cada nó no peito (saudade).
Levanto-me a cada fato novo (novidade).
Levanto-me a cada relampejar (reflexão).

Sinto-me, confundo-me, perco-me e levanto-me, buscando me encontrar (conquistando o meu lugar no mundo).

Quanto orgulho, quanta falta de amor próprio...


Se eu fosse me manter refém ou fazer reféns, por cada desencontro amoroso que eu já precisei enfrentar e superar, por cada mágoa que machucou o meu coração, a minha ficha corrida deveria ser quilometricamente extensa. Nada dos meus desmoronamentos anteriores foram capazes de me deixar suficientemente desesperado, levando-me a cometer extremidades e esquecendo-me de mim mesmo.

- “Embora já tenha me sentido no limbo algumas vezes e perdido a minha paz de espírito, ainda não houve quem fizesse eu me esquecer de mim mesmo, acorrentando-me numa dependência escravizante. Na boa, se for para me tornar dependente, submisso, descaracterizado, prefiro continuar sozinho junto com os meus arrepios, calores e devaneios.”


Cada um reage aos seus dramas emocionais e lida com as suas fissuras de uma forma muito particular. Quem sou eu para julgar, ninguém, mas, o ápice do desespero afetivo dessa madrugada (um rapaz de 22 anos do ABC está mantendo a ex-namorada e uma amiga dela como reféns no apto da sua ex, por mais de 48h), demonstra o absoluto desequilíbrio emocional dele – ainda mais, porque foi o próprio que decidiu terminar o namoro e quando ele quis reatar, ela não quis mais voltar.

- “Seja adolescentes, jovens adultos ou maduros, o orgulho em excesso e a falta de amor próprio acaba causando atitudes extremas, com conseqüências extremas, que refletem a fuga total sob o controle da situação. Cometem-se crimes, traumas psicológicos e dilacerações no corpo e na alma porque alguns não conseguem lidar com maturidade e equilíbrio emocional as rejeições e os desenganos.”


Não tem como ser diferente para ninguém, a falta de sintonia existe entre as pessoas – De repente, a pessoa pela qual você deseja, gosta e “arrasta uma corrente” pode não corresponder as suas expectativas e necessidades ou quem quer te levar ao céu e te fazer feliz pode estar sendo desprezado ou desvalorizado por você. É preciso saber superar esse descompasso, sem se auto-flagelar, pondo a sua liberdade e saúde em risco, nem a segurança e a integridade física e emocional dos outros.

“Ás vezes, por mais que a gente não queira magoar o próximo, isso é inevitável. Da mesma forma como eu já fui atropelado, eu também já passei como um trator em cima dos outros – mesmo achando que eu fui sutil ou não na minha forma de dizer não. Lidar com o sentimento do outro é complexo e foda demais.”


Mas, diante desse fato, cada um tem que fazer essa auto-análise: Será que eu estou preparado emocionalmente para lidar com negativas e frustrações?!!! Será que eu tenho zelo pelo sentimento do próximo?!!! Será que eu consigo dominar as minhas emoções em situações de extremo, de conflito?!!!

- “Mediante ao descontrole emocional, é mais do que natural os poucos minutos de descontrole emocional, até a razão se manifestar e tomar as rédeas da situação. Mas, no decorrer de várias tentativas, a vida vai ensinando a cada uma de nós termos a frieza aparente necessária para que nós possamos superar o caos emocional nosso de cada dia.”


Para isso, torna-se necessário controlar a ira e a fúria que residem dentro de nós, principalmente quando nos sentimos incitados, afrontados e desafiados, e quando deixamos de gostar de nós mesmos, por termos nos abandonados em nome do outro. Quem abre mão de si mesmo é porque não se ama.

- “A melhor resposta para lidar com quem um dia foi importante e deixou de ser e/ou partiu é virando a página definitivamente.”


Sobre o caso, não sabemos ainda qual será o desfecho, mas, independente se: ele vai se entregar, perdendo a sua liberdade e comprometendo o seu futuro ou matando as reféns ou atirando em si próprio, num desespero suicida e de auto-alívio ou recebendo um tiro da polícia, conseqüências e marcas desse descontrole emocional já existem, já estão atuando, nos envolvidos e na família deles.

- “Passionalidades à parte, todos nós estamos passíveis e expostos a isso. Vamos torcer para que a vida não nos coloque de frente com o abismo, porque diante dele, nem sempre haverá uma mão, um braço forte, um ombro amigo e uma cabeça boa para nos ajudar a ir em direção a queda abaixo.”

"As lágrimas não reparam os erros!!!"

The Verve - Bitter Sweet Symphony (with lyrics)

♫ Pitty - Na sua estante

"Eu não ficaria bem na sua estante..."